Todos já esperavam.  Por CLAUDEMIR GOMES

   Por CLAUDEMIR GOMES  –     O Sport amassou o Santa Cruz no segundo clássico válido pelas semifinais do Pernambucano, sábado, no Arruda. O placar (1×0) não traduz o domínio, nem a  forma como o time leonino conduziu a partida. A distância técnica que separa os dois grupos nos dava a certeza da vitória do clube rubro-negro, assim como levou o torcedor tricolor ao entendimento dos fatos.

Na outra semifinal o Retrô também fez valer sua melhor qualidade técnica e a experiência de um time que, pela terceira vez chega a condição de finalista, nas últimas quatro edições do Estadual. Não sei se desta feita a bola irá entrar, pois já bateu na trave duas vezes. O time de Camaragibe foi vice-campeão em 2022 e 2023. Seu protagonismo impõe respeito, basta analisar a escalada de crescimento que o levou a últrapassar os limites domésticos.

Assisti ao Clássico das Multidões na companhia dos amigos, Ricardo Brito e Severino Otávio (Branquinho). As divergências dos dois a respeito das preferências por alguns jogadores, me deixaram  com o sentimento de que o Sport precisaria, no atual estágio, onde o técnico Pepa começa a definir seus titulares, de um teste maior, que sirva de parametro para uma avalição visando o Brasileiro da Série A, cujas disputas se iniciam no final do mês.

Bom! Nesta quarta-feira o Sport vai a Salvador medir forças com  o Vitória, outro nordestino que vai disputar a Série A. Um bom teste para ambas as equipes. Confesso que estou curioso para ver em qual rotação os dois times irão atuar. Digo isso porque tenho visto os clássicos decisivos entre clubes do Sudeste e a dinâmica é bem diferente da que observamos, neste início de temporada, no futebol nordestino.

Vitória, Bahia, Fortaleza e Ceará, como também o Sport, são os nordestino da Série A em 2025. Cearenses e baianos têm a vantagem de jogarem entre si nos respectivos estaduais. O rubro-negro pernambucano não teve nenhum parametro no Pernambucano. Sua superioridade técnica na disputa caseira é tamanha que, mesmo girando na baixa alcançava seus objetivos. A dinâmica que o Sport irá desfilar no Brasileiro segue sendo um ponto de interrogação.

A cobrança de uma maior dinâmica tem formado um coro uníssono na torcida leonina. A carência de um ritmo forte leva o sertanejo, Bernardino Magalhães, a sapecar comentários no pé do ouvido de meio mundo de gente.

A vitória do Sport sobre o Santa Cruz (1×0), no final de semana, era tão previsível que, nem a torcida rubro-negra se esbaldou em comemorações, nem a torcida tricolor se decepcionou com o resultado.

Enfim, todos esperavam. Sequer houve festival de memes nas redes sociais.

Coisas do futebol!

Rivalidade só aquece quando existe equilíbrio. Simples assim!

F3: Rafael Câmara celebra vitória em estreia e liderança do campeonato

Brasileiro larga da pole position e domina disputa debaixo de chuva no circuito de Albert Park, em Melbourne

       O brasileiro Rafael Câmara venceu neste sábado (15) a corrida principal da etapa de abertura da Fórmula 3, disputada no circuito de Albert Park, em Melbourne. O piloto, que integra o Ferrari Driver Academy e defende a Trident, estreou na categoria neste final de semana com a pole position da prova, que foi realizada debaixo de chuva. De quebra, o estreante sai da Austrália na liderança do campeonato.

A corrida teve o brasileiro liderando de forma dominante. Câmara, que liderou de ponta a ponta, chegou a abrir cinco segundos de frente para o segundo colocado. Um acidente já na 13ª volta de disputa encerrou a prova com bandeira vermelha, definindo a vitória em favor do atual campeão da FRECA.

“Estava forte hoje, em condições difíceis e pela primeira vez no molhado neste final de semana. Mas a equipe fez um trabalho incrível e, assim que começamos a corrida, me mantive na pista, e administrei o ritmo e os pneus. Estou muito feliz com o resultado e estou ansioso pela etapa do Bahrein”, disse Câmara, logo após a corrida.

“Foi a primeira vez que andei em um circuito de rua com pista molhada, então só havia uma linha para seguir. Foi muito complicado, pois, se você tentasse forçar um pouco mais o ritmo e saísse da linha, perderia completamente a aderência. Fui cuidadoso e fiz o meu trabalho”, completou o brasileiro.

Completada a primeira etapa da temporada 2025, Rafael Câmara lidera a F3 com 28 pontos, e tem nove de frente para o segundo colocado.

A temporada 2025 da F3 terá sequência entre os dias 11 e 13 de abril, com a disputa da etapa do Bahrein.

Fonte: Motorsport Uol

De Pedro II a Moraes, o esforço que o País faz para andar para trás. Por J.R. Guzzo

Musk dá um drible em Moraes e X volta a funcionar no Brasil - portal waffle

Moraes acha o celular um risco, mas Musk não concorda

Por J.R. Guzzo
Estadão

Talvez tenha sido uma sorte, para todos nós, que quando inventaram o telefone dom Pedro II era o imperador do Brasil. Como se conta na História, as mentes mais civilizadas da época achavam que a invenção de Graham Bell era uma geringonça sem utilidade para nada – mas Dom Pedro nunca esteve de acordo com essa avaliação, e trouxe para o Brasil, no ato, o que viria a ser uma das maiores conquistas tecnológicas da humanidade. Imaginem se, em vez dele, o imperador fosse o ministro Alexandre de Moraes. Não haveria telefone até hoje no Brasil.

De lá para cá, em matéria de tecnologia, o Brasil se especializou em correr no pelotão de trás – ali entre o médio e baixo Terceiro Mundo, sem infâmia e sem louvor. Salvo uma e outra coisa, como determinados tipos de avião e de motores elétricos, o resto do mundo nunca se interessou em comprar nada do que o Brasil chegou a produzir nos últimos séculos.

MUITOS MORAES – Nosso problema, hoje, é o grande esforço nacional em prol de andar para trás. Temos poucos Pedros II. Temos muitos Alexandres de Moraes.

O telefone foi descartado como uma bobagem – mas pelo menos ninguém achava que era perigoso. Não contavam, na época, com a astúcia do ministro Moraes. Se estivesse ativo 150 anos atrás, teria percebido o que ninguém, a começar por dom Pedro II, percebeu. O que parecia uma inocente invenção de professor Pardal acabaria se transformando, no futuro, numa ameaça fatal à democracia.

O problema, pelo que se deduz do que o ministro fala o tempo todo em seus sermões, não seria exatamente o telefone. Seria, como sempre, o ser humano e o seu vício incurável de utilizar os frutos do progresso para fins não previstos pelas autoridades – digamos, gente como Moraes.

NÃO PODE… – Quer dizer que agora, com essa tal de comunicação à distância, qualquer um vai poder falar o que bem entende, para quem quiser, onde estiver? Não pode.

Pior: a operação disso tudo estaria a cargo de empresas estrangeiras, já pensaram? A qualquer minuto do dia elas poderiam usar o seu controle sobre a rede telefônica para interferir na soberania nacional – e isso aqui não é casa da Maria Joana. Imaginem, então com os celulares, as redes sociais e os novos equipamentos da Starlink de Elon Musk, que não dependem das antenas de Moraes para manter as pessoas falando entre si.

Não é um caso de progresso, acha o ministro; é um caso de polícia. Comunicação tem de ser monopólio do “Estado”, como imprimir dinheiro e expedir passaporte. Pessoas que “não entendem” a liberdade de expressão não podem continuar mexendo com rede social; isso é hoje, junto com Musk, a maior ameaça para a democracia. Moraes fica doente com essas coisas.