Folha de Pernambuco celebra, neste 3 de abril, 27 anos de história no jornalismo

A Folha de Pernambuco completa mais um aniversário, sempre pautada pelos valores inegociáveis do jornalismo e comprometida com a divulgação ética dos fatos e análises

Prédio da Folha de Pernambuco, no Bairro do Recife
Prédio da Folha de Pernambuco, no Bairro do Recife – Foto: Paullo Almeida/Folha de Pernambuco
“Diferente, interativa, politicamente independente e comprometida com o dia a dia da comunidade pernambucana”. Decerto, quando assinou o primeiro editorial da Folha de Pernambuco, há 27 anos, em sua edição inaugural de 3 de abril de 1998, o presidente do Grupo EQM e fundador do jornal, Eduardo de Queiroz Monteiro, tornou atemporal seus escritos.É que quase três décadas após entregar o primeiro exemplar aos leitores, a Folha segue guiada pela literalidade do trecho mencionado acima, em mais um ano de celebração e reforço do seu compromisso com a notícia.

E sempre pautada pela pluralidade, credibilidade, qualidade, transparência, ética e imparcialidade, do impresso ao digital, culminando em um veículo de comunicação reconhecido e consolidado – local e nacionalmente.

Constatação que viabiliza enaltecer neste 3 de abril de 2025 a importância da Folha de Pernambuco na produção da notícia, com embasamento e solidez como parâmetros que descrevem o trabalho dos profissionais que a fazem.

Todos, em suas múltiplas plataformas, do rádio às redes sociais, do impresso ao online, adequam-se ao presente, sem se desvencilharem de sua essência, desde sempre humanizada em diálogo com leitores e seguidores.

Eduardo de Queiroz Monteiro, fundador da Folha de PernambucoEduardo de Queiroz Monteiro, fundador da Folha e presidente do Grupo EQM | Crédito: Paullo Almeida/Folha de Pernambuco

“A Folha nasceu com uma proposta mais popular, preço acessível, e foi ao longo do tempo se afirmando, buscando os seus espaços. E hoje posso dizer, sem me afastar nem um milímetro da realidade, que ela conquistou o respeito do mercado publicitário e que tem elevada audiência no impresso, no seu portal e na sua radiodifusão”, ressalta Eduardo de Queiroz Monteiro Fundador e presidente da Folha de Pernambuco.

Tempo e memória
Na contagem cronológica são 27 anos. Mas é preciso falar da Folha de Pernambuco em um sentido histórico-afetivo do tempo.

E no decorrer dessas quase três décadas foram muitas narrativas, editoriais e registros noticiados (e compartilhados) no papel e no digital.

Passagens de um período datado em seu início, e jamais pausado, povoando ininterruptamente o jornalismo pernambucano de fatos presentes, em prospecção ao futuro.

Mariana Costa, vice-presidente da Folha de PernambucoMariana Costa, vice-presidente da Folha | Crédito: Rafael Melo/Folha de Pernambuco

“Em meio às muitas transformações que os meios de comunicação vivem, desde tecnologia cada vez mais avançada até a vasta quantidade de informação que circula, muitas vezes não confiáveis, nunca foi tão importante a apuração, confiabilidade e credibilidade por trás da notícia”, destaca a vice-presidente da Folha de Pernambuco, Mariana Costa.

Ainda em sua asserção, ela segue reforçando o papel da Folha, que “há 27 anos tem o compromisso com a sociedade, e com o papel institucional que exerce”, sem perder a essência de um jornalismo qualificado.“É nossa marca e reforça nosso compromisso com os pernambucanos”, finaliza.

Proximidade com o público
No impresso, no portal, redes sociais e/ou na rádio, “Ao completar 27 anos estamos cada vez mais perto do nosso público”.

É assim que o diretor Executivo da Folha de Pernambuco, Paulo Pugliesi, direciona suas palavras ao mencionar, em celebração, o jornalismo da Folha – cujo cerne, desde seu nascimento, é o trabalho voltado para atender ao leitor/seguidor/ouvinte. Um público fidelizado à veracidade dos fatos, em quaisquer das plataformas veiculadas.

Paulo PuglieseiPaulo Pugliesi, diretor Executivo da Folha | Crédito: Paullo Almeida/Folha de Pernambuco

“Avançamos também na prestação de serviços, de forma a atender as aspirações de nosso público, e estamos cada vez mais antenados em levar esses assuntos que fazem parte do dia a dia de todos (…) nossas revistas, com retorno significativo de patrocinadores e leitores, também integram o nosso rol de serviços, com pautas sobre economia, educação, saúde, energia e meio-ambiente”, complementa.

Vigor e futuro
O diretor Operacional da Folha, José Américo Lopes Góis, destaca a trajetória que construiu a reputação e credibilidade do jornal, em todas as suas plataformas.

José AméricoJosé Américo, diretor Operacional da Folha | Crédito: Walli Fontenele/Folha de Pernambuco

“O Grupo Folha de Pernambuco chega aos vinte e sete anos jovem e vigoroso. As mudanças implementadas ao longo de sua existência, sobretudo na área de TI, conferem ao Grupo modernidade e celeridade na distribuição do seu conteúdo, seja no digital, no impresso e no rádio. Disse e repito que o nosso olhar para o futuro é obrigação, sem esquecer, todavia, o passado do nosso Grupo e da nossa história, cheio de ensinamentos. Pernambuco conserva em seu caráter marcas de tradições construtivas, como esquecer isso, como não trazer esse exemplo para dentro do nosso Grupo Folha de Pernambuco, que compõe a parte de comunicação do Grupo EQM?”, ressalta José Américo.

Leusa Santos, diretora-chefe de RedaçãoLeusa Santos, editora-chefe da Redação | Crédito: Paullo Almeida/Folha de Pernambuco

A editora-chefe da Redação, Leusa Santos, lembra a trajetória de credibilidade da Folha de Pernambuco.

“E olhamos para essa meta trazendo para o centro da estratégia as pessoas, tanto a audiência quanto os colaboradores, em um processo constante de inovação”, declara.

Veículo consolidado no tempo – o cronológico e o tomado por memórias afetivas – há 27 anos a Folha de Pernambuco preenche em linhas e interações o que há de mais franco e verídico no jornalismo pernambucano, com independência e seriedade, pautada pelo “compromisso inarredável com o soerguimento econômico e social de Pernambuco, com a valorização das diferentes formas de manifestação cultural do seu povo, com as franquias democráticas e com a pluralidade política”.

Palavras também assinadas no editorial inaugural, por seu fundador Eduardo de Queiroz Monteiro, visionário dos horizontes que estariam por vir sob a rubrica da Folha de Pernambuco.

27 anos de fatos

Aedes aegypti
“A epidemia de dengue se alastra”. A frase abria um dos destaques da capa da Folha de Pernambuco em 3 de abril de 1998. Na ocasião, Pernambuco enfrentava a doença que segue, até os dias atuais, como inimiga da população.

No ano de fundação da Folha foram notificados pouco mais de 6,4 mil – seis de dengue hemorrágica.

Na época, os números fizeram com que Pernambuco ocupasse o 4º lugar de casos da doença no Brasil.

Outros surtos epidêmicos de dengue ainda vieram, especialmente em 2015 e 2016, complexos pela circulação conjunta da chikungunya e zika.

Vinte e sete anos depois, a dengue segue como ponto de atenção das autoridades de saúde locais. Ações foram reforçadas e atualmente há um controle do número de casos.

Aluguel no Recife
Há 27 anos, os preços de aluguel no Recife já eram considerados altos às famílias de baixa renda e em bairros populares. Uma realidade nem tão diferente nos dias atuais.

De acordo com o economista Sandro Prado, “o cenário no Recife repete, em grande medida, a realidade de 1998, com valor alto da locação”.

Por exemplo, uma casa no Alto Santa Isabel, Zona Norte da cidade, com sala, cozinha, dois quartos e um banheiro social, pode custar R$ 1,2 mil –  água, luz e IPTU inclusos.

Em 2025, o salário mínimo de R$ 1.518, o que significa que o valor pago do imóvel compromete a remuneração de quem depende desta renda.

De Kuerten a Fonseca
Em 1998, o tenista brasileiro Gustavo Kuerten tinha no currículo o primeiro dos três títulos de Roland Garros e, aos 21 anos, era referência.

Outros atletas sonhavam em repetir os seus feitos, um deles, Diogo Rocha, de 12 anos, entrevistado pela Folha de Pernambuco em 3 de abril daquele ano.

Beatriz Haddad, Marcelo Melo, Teliana Pereira, Thomaz Bellucci foram outros atletas que surgiram nos últimos anos.

O nome mais recente em destaque é o de João Fonseca, 18 anos, o brasileiro mais jovem a levar uma partida de Grand Slam (era aberta) e o atual 60º colocação do ranking mundial.

(Sem) Abril Pro Rock mas com muitas “Paixões” 
Em sua primeira edição a Folha de Pernambuco estampava na capa uma chamada do Abril Pro Rock (APR).

Na época, sua 6ª edição, despontando como um dos principais festivais de música do País, propulsor do Manguebeat.

Ao longo dos anos, o APR mudou de formato, mudou de local, e com as transformações na indústria da música e no mercado de festivais nos últimos anos, o Abril Pro Rock anunciou sua não-realização em 2025.

Já a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, 27 anos depois… Também estampou a capa da edição de estreia da Folha com o global Fábio Assunção como Jesus Cristo, sucedendo pelo segundo ano o ator José Pimentel, protagonista do espetáculo de 1978 a 1996.

Outros atores encarnaram o Cristo, a partir de então, entre ele Herson Capri (1999), Luciano Szafir (2003 e 2006), Carmo Dalla Vecchia (2007) e Thiago Lacerda (2008 e 2011). Pernambucanos também atuaram no papel: Marcelo Valente (2000 a 2002), José Barbosa (2012 a 2014), Renato Góes (2018) e Allan Souza Lima (2024). Em 2025, José Loreto protagoniza o espetáculo.

A Folha dos pernambucanos

A Folha completa, nesse dia 3 de abril, 27 anos de existência. Nasceu pela obstinação de um conjunto de jornalistas do estado que desejava firmar um grupo de comunicação, onde o mercado tinha já a participação consolidada do Jornal do Commercio e do Diario de Pernambuco.

A Folha nasceu com uma proposta mais popular, preço acessível, e foi ao longo do tempo se afirmando, buscando os seus espaços.

E hoje posso dizer, sem me afastar nem um milímetro da realidade, que ela conquistou o respeito do mercado publicitário e que tem elevada audiência no impresso, no seu portal e na sua radiodifusão.

É hoje, sem dúvida nenhuma, um grupo que tem o respeito dos pernambucanos, formador de opinião e está em todas as áreas da comunicação social.

Feliz em ver que a Folha se consolidou, após esses 27 anos de muita luta, muita superação.

Chegamos hoje, no dia 3 de abril de 2025, a uma posição consolidada no mercado, uma liderança inconteste na área do impresso, uma plataforma digital muito respeitada, portanto, de audiência mundial, nacional e regional e uma radiodifusão representativa para a cultura pernambucana e que se junta ao conjunto das plataformas.

Chegamos nessa quadra da vida econômica, política e social de Pernambuco com uma imagem consolidada de um jornal plural, que fala com os diversos segmentos, setores e classes sociais.

E continuamos sempre nos renovando porque o futuro se constrói no presente.

Com a diretoria, que é um blend hoje da experiência e da juventude, eu estou nesse depoimento renovando a minha fé, a minha confiança no futuro desse veículo, que se consolidou como veículo importante em Pernambuco e por que não dizer no Norte e Nordeste do Brasil.

Eduardo de Queiroz Monteiro

Fundador e presidente da Folha de Pernambuco

Lei do Mar: Uma conquista histórica para o Brasil e para o futuro do oceano

     Após mais de uma década de debates, diálogos técnicos e mobilizações sociais, o Brasil está prestes a dar um passo fundamental para a proteção dos seus mares e das populações que deles dependem. A votação da tão esperada Lei do Mar está prevista para hoje ou amanhã na Câmara dos Deputados — e representa uma vitória histórica para o país, para o meio ambiente e para as gerações futuras.

O relator do projeto, o deputado federal Túlio Gadêlha (Rede/PE), tem sido uma das vozes mais consistentes na defesa da pauta ambiental e do ecossistema marinho. Com sua atuação firme, conciliadora e comprometida, Gadêlha conseguiu construir um texto de consenso, sem cor partidária, mas com um objetivo comum: democratizar e modernizar as políticas públicas voltadas ao oceano, à biodiversidade e às comunidades costeiras, especialmente em um cenário cada vez mais afetado pela crise climática.

A Lei do Mar funciona como uma coluna vertebral para a gestão do nosso território marinho. Ela traz instrumentos inovadores como o Planejamento Espacial Marinho (PEM), que organiza de forma estratégica e sustentável os usos do mar — garantindo que pesca, turismo, conservação ambiental, geração de energia e outros setores convivam de forma harmônica, com segurança jurídica e responsabilidade ecológica.

Além disso, a nova lei estabelece princípios fundamentais de proteção da biodiversidade, compensação por danos ambientais, e dá atenção especial às populações costeiras, frequentemente invisibilizadas nas decisões que impactam diretamente seus modos de vida.

Com muito diálogo e trabalho, chegamos ao dia da votação da Lei do Mar, em debate há 12 anos. Construímos um texto sem cor partidária, mas com um objetivo em comum: democratizar e melhorar as políticas voltadas ao oceano e às populações afetadas pela crise do clima”, afirma Túlio Gadêlha, em declaração pública feita às vésperas da votação.

A Lei do Mar representa uma virada de chave para o Brasil. Até hoje, apesar da extensão imensa da nossa costa e da importância estratégica do oceano para a economia e o clima, o país não contava com uma legislação específica e abrangente que organizasse o uso e a conservação dos espaços marinhos. A nova norma, portanto, preenche essa lacuna histórica e se alinha às melhores práticas internacionais em gestão costeira e marinha.

Mais do que isso: ela coloca o Brasil na vanguarda de uma nova forma de pensar o mar — não mais como fronteira de exploração desenfreada, mas como um patrimônio coletivo a ser protegido, compartilhado e gerido com responsabilidade e participação social.

A conquista dessa lei não é mérito de uma só pessoa, mas de uma construção coletiva que envolveu pesquisadores, ambientalistas, pescadores artesanais, representantes de comunidades tradicionais, organizações da sociedade civil e parlamentares de diferentes partidos. No entanto, é inegável que a liderança de Túlio Gadêlha como relator teve papel central para destravar impasses, articular consensos e fazer com que a pauta avançasse no Congresso.

Gadêlha, reconhecido defensor das causas ambientais e sociais, reforça que “o apoio da sociedade e do parlamento são essenciais nessa luta”. E de fato, agora é o momento de toda a sociedade brasileira se unir em torno dessa causa.

A Lei do Mar é mais do que um texto legal. É um marco civilizatório em um momento de urgência climática e de ameaças crescentes à biodiversidade. Ela simboliza o compromisso do Brasil com o futuro do planeta e com um modelo de desenvolvimento que respeita os limites ecológicos e promove justiça ambiental.

Ao olhar para o oceano, vemos não apenas um recurso natural, mas uma casa comum, viva, pulsante e essencial à vida. E com essa nova lei, relatada com dedicação exemplar pelo deputado Túlio Gadêlha, damos um passo corajoso e necessário para cuidar melhor dela.

VÍDEO:


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Reitor da UFPE: “Sem anistia para quem atenta contra democracia”

Projeto de Lei pode ser pautado ainda esta semana

Reitor Alfredo Gomes Foto: Reprodução/YouTube Canal UFPE

Alfredo Gomes, reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), se posicionou contra a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O educador se manifestou por meio de um post no Instagram nesta segunda-feira (31).

Para Gomes, “não pode haver anistia para quem atenta contra a democracia, as instituições democráticas e os direitos do povo brasileiro”.

O reitor defende que se não for tratado “crimes graves” com o rigor da lei, portas para retrocessos serão abertas. Ele ainda enumera em tópicos o que “sem anistia” significa:

– Proteger o futuro: Garantir que violações não se repitam;
– Valorizar a justiça: Crimes contra a democracia devem ser respondidos na lei;
– Honrar as vítimas: Muitos lutaram (e perderam a vida) pelos direitos que hoje estão sendo atacadas – escreveu.

Gomes prossegue falando em nome das universidades, que “sempre estarão na linha de frente da defesa da democracia, pela verdade e pela reparação”.

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