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Em livro, escritora dá resposta feminina ao ensaio ‘Por que escrevo’, de George Orwell

Editora Autêntica lança livro de Deborah Levy na Flip, nesta sexta-feira

Autora da África do Sul escreve ficção, teatro e poesia

Considerada pela crítica literária londrina integrante de uma geração de autores brilhantes que tem ocupado a cena internacional, Deborah Levy vem ao Brasil para lançar a edição em português de Coisas que não quero saber. A autora participará da programação oficial da 15ª Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), com evento nesta sexta-feira (28), às 21h30, na Mesa 11 – “Por que escrevo”.

Em Coisas que não quero saber, Deborah Levy contempla sobre as razões que a levaram a escrever. O pano de fundo dessa elegante autobiografia literária – uma resposta feminina ao ensaio “Por que escrevo”, de George Orwell – são lugares que marcaram a vida de Deborah Levy, a África do Sul, onde cresceu e onde seu pai foi preso por lutar contra o apartheid; o subúrbio londrino de Finchley onde, exilada, passou a adolescência; e Maiorca, a ilha espanhola que é como um refúgio na maturidade.

Neste relato vívido e perspicaz sobre como despretensiosos detalhes da vida pessoal de uma escritora podem ganhar força na ficção, Deborah Levy  desvela a necessidade da mulher de dizer o que pensa, de projetar sua voz e ocupar seu lugar no mundo, inspirada por Um teto todo seu, de Virginia Woolf.

Para Joselia Aguiar, curadora da Flip 2017, Deborah Levy é uma autora de fato muito inventiva. “Vamos escutar suas reflexões sobre o que é escrever e seu processo criativo, sua trajetória como autora mulher em diversos gêneros e também sua experiência na África do Sul ainda no tempo do apartheid. Tudo isso nos interessa muito como leitores e leitoras neste momento”, comenta sobre a participação da escritora no evento.

Levy foi duas vezes finalista do Man Booker Prize, com Nadando de volta para casa (Rocco) e Hot Milk (2016), livros que exploram questões sobre identidade, exílio e deslocamento. Considerada por Liz Calder, editora e uma das fundadoras da Flip, uma das vozes mais originais, astutas e surpreendentes, Deborah Levy apresenta textos e narrativas que refletem com muita precisão o mundo moderno.

Deborah Levy nasceu em Joanesburgo, África do Sul, em 1959. Escreve ficção, teatro e poesia. Já teve obras encenadas pela Royal Shakespeare Company, e escreveu livros muito elogiados pela crítica, como Beautiful Mutants, Swallowing Geography e Billy and Girl. Foi vencedora na categoria autor do ano do Specsavers National Book Awards (Reino Unido) em 2012 pelo romance Nadando de volta para casa (Rocco), o qual foi finalista do Man Booker Prize e do Jewish Quarterly Wingate Prize em 2013. O conto que dá título a Black Vodka: Ten Stories foi finalista do BBC International Short Story Award em 2012, e Hot Milk, seu romance mais recente, foi finalista do Man Booker Prize em 2016.

Fonte: JB

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