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JBS foi um dos negócios mais bem-sucedidos do BNDES, diz presidente do banco

A BNDESPar, braço de investimento do banco público, é dona de 21,32% do frigorífico.

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O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, disse que o investimento do banco na JBS foi “um dos negócios mais bem bolados e bem sucedidos da BNDESPar”.

A afirmação foi feita durante coletiva com a imprensa para apresentação do “Livro Verde do BNDES”, um balanço das atividades do banco.

“Até a lambança da delação, a empresa estava cotada a quanto? Passava de R$ 10 [por ação]. O BNDEs quando entrou [no negócio], ela tava cotada a R$ 7, R$ 7 vírgula alguma coisa”, disse.

A BNDESPar, braço de investimento do banco público, é dona de 21,32% do frigorífico.

A empresa vem enfrentando dificuldades desde que seus controladores, Joesley e Wesley Batista, revelaram à Justiça que pagaram propina a políticos.

De acordo com informações do Livro Verde, o BNDES injetou na JBS via mercado de capitais, ou seja, comprando ações, R$ 8,1 bilhões desde 2007. Os valores já englobam o investimento na Bertin, que foi comprada pelo grupo.

Com a venda de papeis da empresa e o recebimento de dividendos, prêmios e comissões, o banco já “embolsou” R$ 5 bilhões. No fim de 2016, o valor de mercado da companhia era de 6,6 bilhões. Somados esses valores, o BNDEs teria “ganhado” R$ 13,6 bilhões com a operação, o que representaria um resultado líquido de R$ 3,5 bilhões.

Sem favores

Rabello defendeu os empréstimos concedidos pelo banco à JBS e negou qualquer favorecimento à empresa. Supostas irregularidades nesses contratos de financiamento estão sendo investigados na Operação Bullish, da Polícia Federal.

“É pura fantasia isso de que aqui tem um amigo do rei que pediu preferência e vai levar tudo. Longe disso”, afirmou.

O executivo também disse que a assembleia geral de acionistas para discutir a reorganização do conselho de administração da companhia já foi solicitada e deve acontecer “nos próximos dias”. Ele já havia defendido o afastamento da família Batista do comando.

Rabello afirmou que o banco reconhece que “a empresa passa por um momento delicado”, mas que quem mais está sendo prejudicado pelo escândalo é o mercado pecuarista do país, que sofre com a falta de liquidez e de capacidade de comprar da JBS.

Fonte: G1

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