PSB elege Carlos Siqueira presidente por unanimidade

Siqueira considera que Marina foi grosseira (Foto: Divulgação)

A cúpula do PSB acaba de eleger, por unanimidade, a nova formação de sua Executiva Nacional. Na tarde desta segunda-feira (13), o novo presidente do partido, o pernambucano Carlos Siqueira, discursa para os membros do Diretório Nacional.

A reunião acontece em um hotel em Brasília e sem a presença de Roberto Amaral, que até hoje ocupou a presidência da sigla. A deputada Luiza Erundina, que fazia parte da cúpula do PSB, também não compareceu à reunião. Segundo fontes, quando foi perguntada à plateia se alguém votaria contra a chapa única, os membros do diretório gargalharam. Ninguém se manifestou contra.

A chapa eleita é formada por Carlos Siqueira na presidência da legenda; o governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara, na vice-presidência; o prefeito de Recife, Geraldo Júlio, na primeira secretaria nacional; o atual governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, na secretaria geral e na Fundação João Mangabeira; o vice-governador eleito de São Paulo, Márcio França na tesouraria; além do atual líder da bancada na Câmara e vice na chapa presidencial de Marina Silva, Beto Albuquerque (RS), na vice-presidência de Relações Governamentais.

Siqueira destacou que o PSB vai se engajar na campanha de Aécio Neves, mas que a aliança é circunstancial e programática. Ele negou que o partido esteja discutindo ministérios em um eventual governo tucano. “Não tratamos de cargos”, enfatizou.

O novo presidente do PSB lembrou o desentendimento que teve com Marina Silva logo que ela foi escolhida para substituir o candidato Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo em 13 de agosto. Ele contou que, assim que ele foi indicado para suceder Amaral, ligou para Marina com a intenção de dizer que ela não teria dificuldades em continuar no PSB caso quisesse permanecer na legenda. Siqueira disse à candidata derrotada à Presidência da República que ela poderia continuar no partido sem constrangimentos.

Questionado sobre a posição do partido na próxima legislatura, Siqueira afirmou que, se Aécio saísse vitorioso, seria natural que a legenda integrasse a base de apoio do governo tucano, mas que isso ainda precisa passar por um processo de discussão interno. Ele ressaltou que o PSB, desde que deixou a base do governo Dilma Rousseff, já é oposição ao PT.

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