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Propina ao PT era entregue ao tesoureiro, diz delator

 O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef apontaram em interrogatório na Justiça que o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, recebia para o partido recursos desviados de obras da estatal.   “A ligação era diretamente com ele”, disse Costa em interrogatório em Curitiba (PR), na quarta-feira (8). Vaccari refutou as declarações e disse que todas doações ao PT são feitas dentro da lei.

Três partidos se beneficiaram desse esquema: PT, PMDB e PP, segundo os depoentes. O doleiro disse que o intermediário do PMDB era o lobista Fernando Soares e ele próprio cuidava do suborno destinado ao PP.

Para Costa, as empreiteiras envolvidas no escândalo da Petrobras pagavam propina por receio de sofrer retaliação em concorrências do governo. “No meu tempo lá, eu não lembro de nenhuma empresa ter deixado de pagar.”

Foi o primeiro interrogatório de Costa e Youssef após ambos terem feito um acordo de delação premiada para escapar de penas que podiam chegar a 50 e 100 anos, respectivamente. Eles foram presos em março, sob acusação de comandarem um dos maiores esquemas de lavagem de dinheiro no país.

O suborno na Petrobras, segundo Costa, correspondia a 3% do valor líquido dos contratos da Petrobras.  (Da Folha de S.Paulo – Mário César Carvalho, Flávio Ferreira, Alexandre Ara, Paula Samantha Lima)

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