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Parte do PT já não quer polarização com PSDB

A menos de 72 horas do encontro do eleitor com a urna, o Datafolha informa que Marina Silva (24%) e Aécio Neves (21%) estão tecnicamente empatados. A margem de erro da sondagem é de dois pontos, para cima ou para baixo. Significa dizer que a disputa pela vaga no segundo turno pode ganhar contornos de uma semifinal de campeonato decidida nos pênaltis.

Estacionada nos 40%, Dilma aguarda pela escolha do adversário perguntando aos seus botões e ao seu marqueteiro: Marina ou Aécio? Um pedaço expressivo do PT prefere medir forças com Marina no segundo round. Por quê? Depois de definhar nas pesquisas, Aécio percorre uma curva ascendente. Recupera lentamente os pontos perdidos. Prevalecendo sobre Marina, chegaria à partida final com uma disposição inaudita.

Marina, ao contrário, oscila para baixo desde o início de setembro. Ela parecia encarnar um fenômeno. Empatara com Dilma em 34%. Abrira 20 pontos de vantagem sobre Aécio. Porém, moída pelo marketing de resultados da campanha petista, a substituta de Eduardo Campos derreteu. Imagina-se que Aécio ofereceria maior resistência.

Noutros tempos, todos os petistas, de Lula ao porteiro da sede do partido, desejavam uma sucessão presidencial polarizada com o PSDB, um adversário manjado. O surgimento de um grupo que prefere um rival sem plumas é algo que não se via há duas décadas.

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