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Um país envelhecido

Carlos Chagas

 Ganhe Dilma ou ganhe Marina, no segundo turno, já tem gente pensando em 2018. Geraldo Alckmin reivindica o comando da esquadrilha dos tucanos enquanto os companheiros jogam suas fichas no retorno do Lula. Mais do que um vídeo-tape de 2006, uma forma de duas das maiores forças eleitorais voltarem à tona sem salva-vidas, em especial se Marina for a vencedora a 26 de outubro. Porque ela também parece candidata às profundezas,  assim como Dilma, qualquer que seja a mais votada. A pergunta que se faz é se o futuro estará tão envelhecido assim como o presente. Porque dos governadores em vias de se eleger, ninguém desponta em nome da renovação. Muito menos no Congresso ou no PMDB de Michel Temer, cujo tempo se esgotará daqui a quatro anos.

Assistimos, por isso, com tempo marcado, o começo do fim de uma era, se for para examinar o quadro político de amanhã com as lentes de hoje. A verdade é que o país envelheceu. Na teoria, sempre será possível esperar o aparecimento de algum fenômeno, mas as experiências passadas de Jânio Quadros e de Fernando Collor não parecem promissoras, muito pelo contrário. Imaginar nas ideologias uma fonte renovadora estará fora de moda. Assim como nos partidos, o mesmo se verifica no sindicalismo, no empresariado, na intelectualidade ou nas religiões. Nem se fala nos militares. Todos os condutores da vida nacional murcharam, vão saindo pelo ralo sem deixar saudades nem sucessores.

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