No fundo, as viúvas do Lula

Carlos Chagas

 Houve tempo em que um dos esportes preferidos da juventude, para assistir, é claro, não para participar, eram as corridas de stock-car, geralmente realizadas em algum campo de futebol ou espaço ainda maior, cercado de arquibancadas. Vollta e meia os pilotos se arrebentavam, com pernas ou braços quebrados, rostos sangrando, mas faziam-se de heróis, tanto mais aplaudidos quanto mais contundidos.

Com todo o respeito, é o que se verifica hoje no processo sucessório, em especial depois de divulgadas as denúncias não comprovadas de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, em sua tentativa de obter benefícios através da delação premiada. A relação parcial de políticos supostamente envolvidos na corrupção praticada na empresa leva candidatos e partidos a se agredirem de forma cada vez mais violenta, cada um tentando tirar proveito de acusações contra os adversários.

Acontece de tudo, nessa temporada que lembra o choque de viaturas nos espetáculos de stock-car. Acusam-se todos imaginando prejudicar os concorrentes, numa batalha virulenta e sem limites.

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