A Polícia Federal indiciou Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, pelos crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e organização criminosa. Ele é suspeito de ter ocultado a origem de recursos ilícitos com a ajuda do doleiro Alberto Youssef, que foi indiciado por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, evasão de divisas, organização criminosa, falsa identidade em contrato de câmbio e por operar instituição de câmbio sem autorização. Outras 44 pessoas investigadas na Operação Lava-Jato foram indiciadas na noite de ontem (15), quando o delegado Márcio Adriano Anselmo entregou ao Ministério Público Federal e à Justiça Federal relatórios parciais sobre as investigações. Costa ainda pode ser indiciado posteriormente por corrupção passiva e evasão de divisas, porque policiais ainda analisam indícios de que ele recebeu propina por contratos fechados pela Petrobras com um clube de fornecedores. Também são rastreados recursos remetidos ilegalmente ao exterior pelo ex-diretor, com ajuda de Youssef. O esquema investigado na Operação Lava-Jato movimentou pelo menos R$ 10 bilhões em operações de lavagem de dinheiro. O indiciamento dos suspeitos não implica necessariamente que sejam acusados pelos mesmos crimes na denúncia do Ministério Público à Justiça. Entretanto, juridicamente, esse ato sinaliza aos procuradores que os delegados acreditam ter fundamentos de que foram cometidos determinados crimes. A Polícia Federal apresentou uma conclusão parcial do inquérito na noite de ontem, porque os documentos precisavam estar com o Ministério Público até a noite desta quarta-feira, para que os procuradores tenham tempo de apresentar denúncias até a noite da próxima segunda-feira (21). Esse prazo precisa ser cumprido, porque há 14 suspeitos presos preventivamente e, caso eles não sejam denunciados à justiça até segunda-feira, a defesa teria amparo legal para solicitar a revogação de prisões. |