Sensatez de regresso ao TSE: presidente do órgão quer suspender repasse de dados à Serasa

 

A sensatez e o respeito à privacidade começam a reaparecer na cúpula do Tribunal Superior Eleitoral.

A presidente da instituição, ministra Cármen Lúcia, defendeu nesta quarta-feira, a suspensão imediata do repasse de dados de eleitores para a Serasa Experian e quer que o plenário da corte analise o acordo. A notícia foi divulgada nesta quarta pelo Estadão.

A parceria, publicada no Diário Oficial da União do dia 23 de julho, prevê que a empresa pode fornecer as informações de 141 milhões de brasileiros aos seus clientes, embora o documento diga que cabe às partes zelar pelo sigilo dos dados.

De acordo com assessores do tribunal, apesar da decisão ter sido publicada no Diário Oficial, a ministra não teria sido informada do assunto.

“Deve ser levado ao Plenário do TSE porque o cadastro fica sob a responsabilidade da corregedoria-geral, mas é patrimônio do povo brasileiro e submetido ao TSE como órgão decisório maior”, afirmou a ministra nesta quarta.

“O TSE que vir a publico informar o que aconteceu e os cuidados. E isso certamente será feito pela corregedora-geral que é a responsável pela cadastro dos eleitores. O compromisso do TSE é de total transparência com a cidadania.”

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