Bicentenário do Nascimento de Kierkegaard

A subdivisão do ser humano diante desta teoria de Kierkegaard ronda dúvidas até de quem não o conhece. A informação que se obtém do discurso dele, são as dúvidas além do existencialismo humano. A subjetividade que se faz presente continuamente em seus pensamentos existencialistas e o discurso de não fanatizar a dúvida como objeto e a produção do intelecto imaginário do óbvio não se pronunciar mais além. A definição da lógica não é exatamente uma consolidação do resultado das ações do homem, contudo elas são de viéis que deixam transparente o conteúdo real, passando a viver uma forma que o idílico, que é o maravilhoso puramente a satisfação do ser humano, torna-se não possível. O existencialismo puramente captado na estrutura Kierkegaardiana, se torna o realismo do que se vive pessoalmente de verdade, e não a maneira da qual o psicológico se expressa. Por isso que só podemos definir a perspectiva do teórico como dita e construída com um nuance de estabelecer a produção intelecto sem pretensão sistemática.

 

”Porém, aceitar a impossibilidade de tudo e incluir em um sistema explicativo não significa necessariamente ceder à ilusão de duvidar sempre e de tudo. É verdade que, paradoxalmente, Kierkegaard assume a ironia socrática como capacidade de negação universal e ilimitada, porque, engajando profundamente o indivíduo na existência, ela evita que ele seja sugado por um sistema de ideias e mostra que razões e justificações nascem sempre depois de uma decisão existencial, nunca a fundamentando, mas resultando dela. Como bem dizia Jacques Derrida – em paráfrase do mestre dinamarquês –, o instante da decisão é uma loucura.”

 

 

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