Eduardo e Aécio engavetam projeto de palanque pop

Agência Estado – Luciana Nunes leal

 

 No esforço de se apresentarem ao eleitorado do Rio de Janeiro, o mineiro Aécio Neves (PSDB) e o pernambucano Eduardo Campos (PSB), prováveis candidatos à Presidência em 2014, sonharam alto, sondaram personalidades fora da política, imaginaram palanques alternativos que lhes dessem projeção no terceiro maior colégio eleitoral do País.

 

 Agora, no entanto, já trabalham com um cenário mais ‘pé no chão’. O PSB está com as portas abertas para o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e para o senador petista Lindbergh Farias, pré-candidato ao governo do Estado, mas sabe que as chances de eles se filiarem é pequena.

 

Outro obstáculo é a incerteza sobre o futuro do deputado e ex-jogador Romário. ‘O Alexandre é um histórico companheiro nosso e o Romário é nosso candidato ao Senado’, diz Beto Albuquerque, afastando a hipótese de rompimento com os dois aliados (Romário e o presidente recional Alexandre Cardoso. Romário prefere tentar a reeleição. O PSB nacional ainda tem que administrar a insatisfação de Alexandre Cardoso, prefeito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que defende a manutenção da aliança com o PMDB

O desafio de Aécio e Eduardo Campos é abrir brechas na fortíssima coligação do governador Sérgio Cabral (PMDB), reeleito com apoio de 15 partidos, entre os quais o PT, o PSB e do PDT, que têm cargos no governo do Estado.’O Rio é o Estado onde o movimento dos outros, por enquanto, é mais importante que o nosso. Existe uma relação estressada entre o PT e o PMDB, o Miro ensaia concorrer, o que vemos com bons olhos. Estamos prestando atenção nesses movimentos’, diz um dos mais próximos aliados de Eduardo Campos, o líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS).