
Mona Lisa Dourado
mldourado@jc.com.br
TORRES DEL PAINE (Chile) – Revisitar lugares já conhecidos traz sempre um risco: o de borrar a imagem de uma experiência anterior marcante. A segunda ou terceira mirada pode revelar facetas antes encobertas pelo fascínio de olhos virgens. Quase no fim da estrada de cascalho, novamente diante daquele inconfundível conjunto de montanhas, constatei que esse perigo não existe no Parque Nacional Torres del Paine. A região, uma das mais cobiçadas por aventureiros de todo o planeta, pertence a outra categoria de destinos. Dos que nunca decepcionam nem entediam. Ao contrário: seduzem exatamente pela capacidade de renovação.
A primeira vez em que pisei nesse pedaço apaixonante da Patagônia chilena foi logo após o incêndio causado por um turista israelense no fim de 2011. As labaredas destruíram a vegetação de 7% da reserva (17 mil dos seus 242 mil hectares). Mas nem os galhos retorcidos foram capazes de comprometer o impacto do santuário ecológico. Lagos cor de esmeralda, estepes douradas, geleiras milenares, rios fartos de peixes e volumosas cascatas comp?em uma comissão de frente pronta a roubar a atenção. Nesta temporada, o solo já estava verdinho nas áreas atingidas.
A natureza nessa parte do mundo é assombrosa. Ainda que os elementos sigam os mesmos, a maneira como eles se combinam torna a paisagem mutante ? e as sensaç?es distintas ? ao longo dos dias, das estaç?es e dos anos. No papel de protagonista desse enredo, está o onipresente maciço de pedra onde sobressaem os ?cuernos? (chifres) e as torres pontiagudas de granito que batizam o parque.
O formato raro das montanhas alimentou por séculos a mística dos povos originários. Muitos indígenas acreditavam que elas eram habitadas por maus espíritos. Um pouco de conhecimento de geologia esclarece que a estranha cordilheira se ergueu há 12 milh?es de anos a partir da integração entre rochas vulcânicas (mais claras) e sedimentárias (mais escuras). Os movimentos de avanço e retrocesso das geleiras acabaram por ?empurrar? os blocos de pedra para cima. Com tamanha força que sua parte mais alta atinge 3.050 metros. Os processos de erosão se encarregaram de esculpir o atraente design que se vê hoje.
No idioma dos nativos aonikenk, Paine significa azul. Só uma das tonalidades que brilham nas rochas a depender da posição do sol. De acordo com a maior ou menor intensidade da luz, o majestoso monumento natural ganha nuances gris, alaranjadas ou ocre. Nem adianta guardar a câmera. A cada passo, surgem novas perspectivas candidatas a pôster do álbum de viagem.
Conferir de perto todos os matizes que as montanhas são capazes de refletir é o maior desafio dos trilheiros que chegam a Torres del Paine, desde que o lugar foi transformado em parque em 1959 e declarado Reserva da Biosfera pela Organização das Naç?es Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 1978.
A maioria vem em busca de conexão com a natureza, longe de qualquer resquício das perturbaç?es urbanas. Gente como a advogada carioca Julia Ribeiro de Castro, 33 anos, que conheci no passeio ao Glaciar Grey. Ela e a amiga Flávia Coimbra, também advogada, voltavam da caminhada de 12 quilômetros no segundo dia do Circuito W, uma das famosas travessias que levam à base das torres. Neste caso, em três ou quatro dias, contorna-se 76,1 quilômetros do maciço pelo lado sul.
Como pano de fundo, panorâmicas dos glaciares Francês e Grey e do Lago Nordenskjold. Aqui e ali, condores, raposas e guanacos acompanham os visitantes. Com sorte, pode-se ver até pumas e huemuls, o famoso veado andino ícone do Chile. ?Optamos pelas trilhas porque só através delas é possível chegar aos locais mais bonitos do parque, com vistas indescritíveis?, conta Julia. ?Depois de ultrapassadas todas as pedras do caminho, nunca vou esquecer daquele imenso lago verde cristalino no sopé das torres. Que paisagem espetacular!?, entusiasma-se.
Ainda mais fôlego é exigido para outro trekking tradicional: o Circuito O, de 93,2 quilômetros. Como o formato faz supor, ele circunda todo o Maciço Paine num recorrido que dura entre seis e oito dias, atinge 1.350 metros de altitude e tem como prêmio ângulos exclusivos dos Lagos Paine e Dickinson e do Campo de Gelo Sul.
Os mochileiros são os desbravadores, mas faz tempo deixaram de ser o principal espécime de turista que habita Torres del Paine. Com o aumento da oferta de serviços e a instalação de meia dúzia de hotéis de luxo na região, o número de visitantes cresce a cada ano à medida que o perfil deles também se diversifica.
Segundo a Conaf, o serviço florestal chileno, foram 155.952 entre março de 2012 e fevereiro de 2013, quase 16 mil a mais que no mesmo período de 2011-2012. ?De forma, geral, um terço deles vem caminhar pelos circuitos de montanha, prevalecendo aí os mais jovens. Outro terço aproveita os hotéis, fazendo caminhadas curtas. Nesse grupo, estão pessoas de maior idade e poder aquisitivo. E, finalmente, a parte restante faz visitas de um dia, a partir de Puerto Natales?, informa a Conaf.
Brasileiros respondem por 4% (ou 6.349) do total de turistas, número que cresce pelo menos 10% a cada ano. A melhoria da infraestrutura é essencial para esse aumento do interesse dos conterrâneos, na opinião do empresário Eduardo Barbosa, 53. Apesar de trabalhar com turismo, somente este ano ele esteve pela primeira vez no parque. ?Antes era uma aventura vir para cá. E saía muito caro. Com a crise na Europa, houve um investimento maior para atrair visitantes do Brasil. Os hotéis têm todo o conforto e vistas belíssimas. Nos resta aproveitar. Afinal, não podemos dar as costas ao continente?, diz Eduardo, com a experiência de quem conhece mais de 60 países.
Para ter um gostinho de um pouco de tudo que Torres del Paine oferece, recomenda-se no mínimo quatro dias de estada, sem contar o da chegada e o da saída. No primeiro, o ideal é fazer um reconhecimento da área num passeio full day, que proporciona uma visão geral dos highlights. Entre eles, o mirante do Lago Pehoé, cujas águas verde-esmeralda costumam refletir as montanhas, num espetáculo digno de aplauso.
Salto Grande também está na rota. Do estacionamento, a caminhada até lá tem o melhor custo-benefício do parque. Apenas cinco minutos em troca de um belo visual da cascata que deságua no Lago Nordenskjold compondo vários arco-íris. Com um pouco mais de disposição, percorre-se uma trilha de duas horas (ida e volta), à beira do mesmo lago de nome difícil. A única dificuldade é a ventania, que sopra sem trégua. Em compensação, no fim do caminho, no mirante Los Cuernos, o maciço se rende aos nossos pés. Resta ser gentil e dedicar longos minutos a cortejá-lo.
Caminhar é a melhor maneira de explorar recantos pouco conhecidos do Torres del Paine. Mas para ganhar tempo ou poupar as pernas, os cavalos bem que ajudam. Permitem chegar pertinho das montanhas, beirando lagos e cruzando bosques sem grandes esforços. A adrenalina fica por conta de uma boa galopada. Com aquele tentador descampado dos pampas pela frente, difícil resistir ao apelo do animal, ansioso por fazer valer seus instintos. Ceda se tiver experiência em montaria, ou pouco juízo. O vento que assobia no ouvido e dissolve a paisagem numa aquarela impressionista é puro regalo.
Outro quadro que se fixa na memória de quem vai ao parque é formado por um paredão azul de 30 m de altura (equivalente a um prédio de dez andares). O Glaciar Grey desponta após uma hora e meia de navegação pelo lago homônimo, margeado por belas montanhas de picos nevados. No caminho, inúmeros témpanos, grandes pedaços de gelo que flutuam sobre a água, dão pistas da dimensão da geleira. Há quem prefira alcançá-la a pé, em sete horas de trilha. E até os que se aventurem em caiaque entre as colunas do glaciar. Ao final, todos se reúnem no barco para brindar com uísque e pisco sour. Desbravar a Patagônia é mesmo um privilégio a ser celebrado.
Deixo o parque no dia seguinte ao amanhecer. O maciço, agora prateado, me espreita pelo retrovisor. Dentro de mim, algo se remexe com a força daquelas montanhas.
Uma caverna no caminho a Puerto Natales
é fim de tarde de um dia nublado em que o sol teima em dar contornos alaranjados à paisagem, enquanto nuvens espessas começam a encobrir as montanhas nevadas. Nessa atmosfera onírica, uma rocha negra de formato curioso nos obriga a parar à margem da estrada. Descobrimos que se trata da famosa Silla del Diablo (Cadeira do Diabo). A pedra de nome sinistro faz parte da mitologia patagônica. Dizem os antigos moradores da região que o “maledito” aparece sentado ali em cima para quem vem procurá-lo em noites escuras. O que aquele conglomerado rochoso guarda, na verdade, tem mais de lúdico que de assustador.
Abaixo dele está o instigante conjunto de cavernas que comp?e o Monumento Natural Cueva del Milodón. Conta-se que nesse lugar, descoberto em 1896, encontrou-se pele e ossos de um herbívoro de grandes dimens?es extinto há cerca de 10 mil anos, o Mylodon darwini. Não demorou para que o animal pré-histórico passasse a povoar o imaginário local e se convertesse em atrativo turístico. Tanto que na entrada da caverna principal está a escultura de uma réplica do bicho, a mesma reproduzida na entrada de Puerto Natales, cidade que serve de ponto de partida ao Parque Torres del Paine.
A passagem pela Cueva del Milodón é um atrativo a mais para quem se aventura a visitar a reserva natural pelo Camino Nuevo. A estrada de cascalho, que leva à portaria Rio Serrano, pode não ser a mais cômoda, mas certamente oferece algumas das vis?es mais espetaculares da região. A outra alternativa é a Ruta Cerro Castilho, geralmente a mais indicada, por ter boa parte de sua extensão pavimentada. Dessa maneira, conduz de forma mais rápida às portarias Laguna Amarga ou Sarmiento.
Para aproveitar o melhor de todos os ângulos do parque nacional, uma boa ideia é entrar por um caminho e sair pelo outro. Na ida ou na volta, reserve um tempo para Puerto Natales. A charmosa cidadezinha, de ruas bem cuidadas e aconchegantes construç?es de madeira, é tudo o que se vai encontrar de agito por essas bandas. Bem satisfatório, diga-se, levando em conta que estamos no fim do mundo. Não faltam bares e restaurantes de qualidade internacional, além de pubs e um ou outro cantinho para ?bailar?.
A vocação cosmopolita de Puerto Natales vem de longe. A cidade é a capital da província última Esperança, assim chamada porque, em 1557, foi avistada pelo explorador espanhol Juan Ladrilleros no que era sua última esperança de encontrar o Estreito de Magalh?es.
No início do século 20, Natales atraiu europeus interessados na criação de ovelhas, principal atividade econômica do lugar. O mais recente desenvolvimento da indústria da pesca e do turismo ativou outra vez o ciclo da imigração, sempre aberto a gente de toda parte que se encanta por essa preciosidade chilena.
Refúgio na Patagônia
As opç?es de hospedagem no Parque Torres del Paine vão de campings e refúgios nas montanhas até hotéis seis estrelas como o sofisticado Explora. Entre uma e outra modalidade, o Hotel Rio Serrano. é uma das melhores alternativas para quem busca conforto com boa relação custo-benefício e uma visão panorâmica do Maciço Paine.
Embora não ocupe a área oficial do parque, o hotel está próximo à entrada principal e sede administrativa, bem em frente ao conjunto de montanhas. O cartão-postal é visto de todas as instalaç?es, graças aos janel?es de vidro espalhados pelos amplos sal?es, bar e restaurante.
A capacidade total é de 200 hóspedes, distribuídos em 95 quartos, 62 superiores, com 32 metros quadrados e vista para o maciço. Os demais, de 24 metros quadrados, têm o Monte Balmaceda como moldura. A vista impressiona e dá vontade de ficar na cama, ou na varanda, exercitando só o olhar. Mas há muito mais o que aproveitar lá fora. Por isso, o hotel disp?e de uma sala de orientação sobre excurs?es, onde o gentil Christopher tira as dúvidas dos hóspedes, debruçado sobre uma maquete do parque.
O rio que batiza o empreendimento é um dos mais generosos em atividades. Nasce nas águas do Lago Toro e serpenteia o relevo acidentado da região, transformando-se em queda-d?água no trajeto, onde praticantes de rafting fazem fila. Também é farto em salmão e trutas, o que atrai os adeptos da pesca desportiva. ?Ofercemos programas com tudo incluído, desde o transfer a partir de Puerto Natales até o retorno à cidade, em que o passageiro só se preocupa em tirar boas fotos?, diz a gerente de Operaç?es do Hotel Rio Serrano, Yanexis Miranda, uma simpática cubana que fez a Patagônia de lar desde que deixou a ilha de Fidel.
Além da programação de lazer, Yanexis destaca a estrutura para a promoção de eventos. ?Temos um salão de conferências, com capacidade para 200 pessoas, único em toda a região. Já realizamos vários casamentos e também encontros de empresas que trazem os funcionários para conhecer esse lugar tão lindo?, conta. Um destino, segundo a gerente, que tem caído nas graças dos brasileiros. ?Eles já respondem por 40% dos hóspedes. Que venham mais?, convida.
Mapa da região

Tudo em dobro no Circuito W
Mesmo sem serem ?trilheiras profissionais?, as advogadas Julia Ribeiro de Castro e Flávia Coimbra decidiram encarar o desafio de percorrer uma das famosas trilhas do Torres del Paine. Eis o relato da experiência:
Amanheceu um dia lindíssimo, com sol forte, céu azul, poucas nuvens e nenhum vento, fato extremamente raro no Parque Torres del Paine. Preparamos nosso lunch box com ?tudo em dobro?, conforme recomendara o guia, suficiente para nos alimentar durante a longa caminhada de 22 km que enfrentaríamos até o Vale do Francês.
No início da trilha, somos brindados com a linda paisagem do Lago Pehoé nos acompanhando à esquerda, depois alcançarmos um mirante, de onde era possível admirar o lago Nordenskjöld, de coloração azul marinha. Após caminharmos duas horas e meia, chegamos ao acampamento Italiano, onde fizemos um pit-stop para recuperar as energias, já que o ?pior? ainda estava por vir (o último trecho é o mais íngreme…). Paramos em uma bela cachoeira no caminho que, se não fosse alimentada por águas glaciares, certamente estaria bastante convidativa para um delicioso banho.
Uma vez vencida a parte final, chegamos ao Mirante Francês, do qual é possível admirar a geleira bem de perto, assim como ter uma bela vista de todo o Lago Pehoé, recompensando todo o sacrifício de ter chegado até lá. Diferente do que julga o senso comum, a descida não é tão mais fácil que a subida e o retorno parecia interminável. Quando finalmente chegamos ao alojamento, com a sensação de missão cumprida, ignoramos a ceia, enfrentamos o desafio de um banho gelado e fomos direto para a cama recuperar toda a energia investida na caminhada, até porque no dia seguinte acordaríamos às sete horas da ?madrugada?.
A trilha de hoje seria substancialmente muito mais tranquila que a do dia anterior: ?apenas? doze quilômetros em direção ao Glaciar Grey. Iniciamos a caminhada a partir do próprio refúgio, mas seguimos à esquerda, afastando-nos do lago Pehoé. O primeiro lago com o qual nos deparamos foi a Laguna los Patos. Depois de percorrida mais da metade do caminho, já foi possível avistar o Glaciar Grey e sua lagoa, a partir do alto da montanha, de uma perspectiva fantástica, muito diferente da proporcionada pelo passeio de barco.
Após nos recuperarmos, prosseguimos a caminhada, até porque ali daquele mirante o vento estava se tornando inclemente. A última hora da caminhada até o refúgio Grey conta com uma descida relativamente íngreme, mas nada muito exagerado. Chegamos a tempo de pegar o barco de volta. Ele faz uma navegação bem próxima do glaciar e dos icebergs que assustam de tão grandes.
Atravessamos a interessantíssima praia, de onde é igualmente possível avistar o glaciar, e fomos em direção ao estacionamento pegar o transfer de volta para o Ecocamp, a uma hora e meia dali, o que nos proporcionou novamente belíssimas vistas panorâmicas do parque. Ainda fomos brindadas com uma paradinha no cartão-postal do parque: um mirante de onde é possível ver grande parte do Lago Pehoé e os Cuernos ao fundo. Beleza simplesmente indescritível.
Hoje faríamos a trilha mais famosa do parque e a potencialmente mais ?pesada?: 24 km para a Base las Torres. Iniciamos a caminhada a partir do Ecocamp, em direção ao Hotel Las Torres, e depois de uma meia hora de caminhada agradabilíssima em solo plano, iniciamos uma subida um pouco cansativa, mas nada que superasse a do primeiro dia. Com uma hora de caminhada, chegamos ao ápice da primeira parte, a partir de onde temos uma fantástica vista não apenas da paisagem que deixaremos para trás, como do vale da montanha e do trecho que caminharemos à frente (em descida!).
Esta segunda parte da caminhada até o Acampamento Chileno foi agradabilíssima. Fomos devidamente advertidas pelo nosso guia, que a próxima etapa de uma hora seria relativamente tranquila. E, de fato, foram leves subidas e descidas, no meio da floresta, em um clima bastante arejado. A última parte é que foi bem dura, mas nada que uma pessoa com mediana condição física não seja capaz de realizar, desde que respeitado seu próprio ritmo. E assim fizemos: fomos superando os obstáculos aos pouquinhos, no nosso ritmo, reservando tempo suficiente para admirar a paisagem, o que era, na verdade, um subterfúgio para dar uma descansadinha. Eis o segredo: não olhar para cima, pois desanima imaginar que ainda não caminhamos aquilo tudo.
Depois de ultrapassadas todas as pedras no caminho, finalmente atingimos o ápice da nossa jornada com uma inenarrável surpresa, que produziu um grito de alegria: não fomos brindadas apenas com a belíssima imagem das Torres del Paine, como também por um imenso lago verde cristalino no seu sopé! Que paisagem espetacular! Novamente esquecemos todo o sacrifício suportado que, diante daquela beleza estonteante, se transformara em um esforço praticamente insignificante.


Memórias para a vida toda
Por Chris Allick
Pesca com mosca é um hobby de longa vida que me levou a alguns dos lugares mais belos do mundo. é uma conexão entre o ser humano e os animais selvagens, diferente de qualquer outro esporte. é muito tranquilo, como a meditação, porque você tem que exercitar uma paciência tremenda, se concentrar e se fechar a quaisquer potenciais distraç?es. Ver os padr?es e cores únicas dos peixes, como eles saem da água, é incrível. Soltar os peixes, então, pode ser mais gratificante do que capturá-los.
Pesco há 35 anos e tento viajar pelo menos seis vezes ao ano para praticar esse esporte. Já pesquei em três outros locais no Chile, ao norte do Rio Serrano, e também em muitos locais no norte da Califórnia, Idaho, Montana, Oregon Utah, Colorado, Novo México e Flórida. Eu também pescava no México, Belize e Bahamas.
Decidi vir ao extremo sul do Chile porque já tinha visto muitas fotos de Torres delPaine. Minha filha há muito tempo queria visitar a Patagônia e achei que a chance de pescar um pouco e conhecer o parque seria uma boa experiência para nós dois. A experiência foi maravilhosa. Criamos memórias para toda a vida.


Brasileiros no parque
155.952 é o número total de visitantes do Parque Nacional Torres del Paine entre março de 2012 e fevereiro de 2013
6.349 visitantes procedentes do Brasil estiveram no parque nesse mesmo período
4% do total de turistas é o que representam os visitantes brasileiros
8% é a taxa anual de crescimento do fluxo de turistas do País

Para evitar incêndio
Todos os que entram no parque devem assinar um formulário onde claram conhecer e entender as medidas de controle que a Conaf estabelece. Além disso, todos os turistas que vão às montanhas devem ver um vídeo em que se reforça as medidas de proteção
A conaf aumentou o número de guarda-parques transitórios, para aumentar a vigilÂncia nas trilhas
Durante a alta temporada, um hilicóptero monitora a área para ajudar a combater incêndios, caso ocorram
Câmeras de monitoramento remoto de incêndios florestais ajudam na detecção precoce de acidentes
Modificaç?es legais endureceram as penas por fazer fogo em lugares proibidos. Desde 2 de fevereiro de 2013, o turista que fizer fogo em locais que não estejam expressamente permitido pode ser preso
Fonte: Conaf

Serviço
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Quando ir
A alta temporada começa em setembro e vai até abril. Essa é a melhor época do ano, portanto, para se programar e conseguir as melhores tarifas de voos e hotéis. Entre maio e agosto, com as nevascas intensas, o acesso ao parque se torna mais difícil. Por isso, muitas trilhas e hotéis são fechados nesse período.
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Como chegar
TAM / LAN oferece voos de ida e volta do Recife a Punta Arenas a partir de R$ 1.200
Três empresas de ônibus regulares realizam viagens diárias com várias saídas de Punta Arenas a Puerto Natales. São elas: Buses Fernández; Buses Pacheco e Bus Sur. De Puerto Natales, cinco empresas fazem o trajeto até o parque, com duas saídas regulares diárias, por US$ 4: Buses Jb; Buses Gómez; Bus Sur; Buses Pacheco e Buses María José -
Onde se hospedar
No parque
Hotel Rio Serrano www.hotelrioserrano.cl ? tarifas de US$ 250 (single standard) a US$ 340 (duplo superior)
Em Puerto Natales
Hostal dos Lagunas (doslagunas@hotmail.com / +56 61 241 4198) – Tarifas entre US$ 30 e US$ 50
Passeios
Cueva del Milodón – Entrada: US$ 4
Lago Grey www.lagogrey.com – -cerca de R$ 220 -
Quem leva
A Katur Turismo (3427-0231) tem pacote de 4 noites, com pensão completa, translados e incurs?es diárias ao Parque. A partir de US$ 2.820 por pessoa em ap. duplo. Aéreo à parte
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Ingresso
A entrada para estrangeiros no Torres del Paine custa 18 mil pesos chilenos (cerca de R$ 70)
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Mais
