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Exposição marca cem anos da presença de Lasar Segall no Brasil

 

Há cem anos o pintor modernista Lasar Segall fazia a sua primeira exposição no Brasil. Após os estudos na Alemanha, onde se inspirou nos expressionistas, e de uma passagem pela Holanda, mostrou mais de 50 obras que puderam ser vistas em São Paulo e Campinas (SP). Apesar de as obras, que já traziam os traços do modernismo, serem recebidas com algumas restrições pela crítica local, quase a metade foi vendida.

Quatro telas do pintor ainda jovem, à época com 21 anos, podem ser vistas na exposição que o Museu Lasar Segall abriu este mês. São 50 obras selecionadas entre os mais de 3 mil itens do acervo da instituição que incluem pinturas a óleo, pinturas sobre papel, esculturas, gravuras e desenhos.

A curadora da exposição, Vera d`Horta, disse que o estranhamento na primeira mostra de Segall se deve aos traços modernistas dos trabalhos. Os traços vigorosos foram chamados de “exageros” ou até “defeitos” pelos críticos desapareceram com o amadurecimento como pintor. “O próprio vocabulário da crítica denota a expectativa quanto a estética da pintura. Uma arte mais acadêmica, clássica. Enquanto a arte dele era um pouco convulsa demais para esses padrões”, disse.

Além das pinturas e gravuras, a exposição traz documentos do arquivo pessoal de Segall, como as cartas aos amigos alemães com relatos sobre a viagem ao Brasil. Depois de oito meses no país, Segall retornou à Europa. O pintor só viria definitivamente para o Brasil em 1923.

 

A história do cinema nacional

 

A Caixa Cultural Rio de Janeiro apresenta até 14 de abril, a mostra “A Luz (Imagem) de Walter Carvalho”, que exibirá 41 produções, entre longas-metragens, curtas, minisséries e telefilmes, em homenagem a Walter Carvalho, que comemora 34 anos de carreira em 2013.

A mostra será um passeio pela história do cinema brasileiro, nos últimos 40 anos, abrangendo a evolução da fotografia, a narrativa e os meios de produção. A seleção de filmes mostra a versatilidade do diretor de fotografia, pois reúne obras de cineastas tão distintos como Claudio Assis, Julio Bressane, Walter Salles Jr, João Moreira Salles, Sandra Werneck, Ruy Guerra e Karim Ainouz, entre outros.

Carvalho já assinou a fotografia de 73 produções. “Quando se fala em fotografia para cinema, no Brasil, o primeiro nome que vem é de Walter Carvalho. Mesmo com 7,5 graus de miopia, ele consegue encantar o espectador com uma luz que emociona e chama a atenção. A mostra será uma aula de história do cinema brasileiro, nos últimos anos, englobando não só a evolução da fotografia, mas também da narrativa e dos meios de produção”, explicam os curadores Breno Lira Gomes e Carla Barbosa.

Para o dia 6 de abril (sábado), a programação traz uma aula máster, com Walter Carvalho, na qual ele vai falar sobre cinema e fotografia. Também estão confirmados debates com a participação do próprio homenageado, de cineastas, diretores e atores, entre os quais Vladimir Carvalho, João Moreira Salles, Leonardo Medeiros, Marcello Maia, João Jardim, Julio Bressane, Ruy Guerra, José Luiz Villamarim e o roteirista George Moura (ver programação).

 

Biblioteca com coleção de livros raros de José Mindlin é aberta ao público em São Paulo

 

Foi inaugurado para o público um dos mais importantes acervos de livros do país: a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. Lá, podem ser encontrados  mais de 32 mil títulos ou 40 mil volumes de livros, entre os quais estão exemplares raros, da coleção do empresário e  bibliófilo José Mindlin, que havia doado a sua biblioteca particular, montada ao longo de 80 anos, para a Universidade de São Paulo (USP) em 2006, quatro anos antes de morrer. Segundo a Agência Brasil Foi uma forma de compartilhar o gosto que tinha pelos livros e pela cultura.

Localizada na Cidade Universitária da USP, a Brasiliana estará aberta de segunda a sexta-feira em dois horários: das 9h30 às 18h30, para as visitas às exposições, e entre as 13h00 e as 17h00 para pesquisa.  Nela, estão obras de literatura, relatos de viajantes, manuscritos históricos e literários, periódicos, livros científicos e didáticos, iconografia e livros de artistas. Inclui ainda inclui edições raras como, por exemplo,  a primeira edição de O Guarani, de José de Alencar, de 1857; o original de Vidas Secas, de Graciliano Ramos, de 1938; e a primeira edição de Marília de Dirceu, de Tomás Antonio Gonzaga, de 1810.

O acesso aos livros raros só poderá ocorrer após o pedido prévio de autorização, devido à cautela na conservação dos exemplares.  Os interessados também poderão ter acesso por meio da internet a 3,6 mil obras digitalizadas no endereço www.brasiliana.usp.br.

Parte do acervo doado tinha pertencido ao bibliófilo Rubens Borba de Moraes e desde a sua morte estava sob a guarda do casal Guita e José Mindlin. A rica coleção com cinco séculos de história agora está abrigada  em um prédio de 20 mil metros quadrados, erguido próximo à reitoria da USP,  em projeto desenvolvido pelos arquitetos Rodrigo Mindlin Loeb, neto de José Mindlin, e Eduardo de Almeida.

Inspirada em conceituadas bibliotecas americanas – como a Beineke Library, da Universidade de Yale; a Morgan Library; a New York Public Library; e a Library of Congress – e na Biblioteca Nacional de Paris, a obra custou  R$ 173 milhões. Parte do investimento (R$ 23 milhões) foi viabilizado com recursos repassados pelo Ministério da Cultura por meio da  Lei Rouanet e do Fundo Nacional de Cultura, com apoio de empresas públicas e privadas.

O prédio foi inaugurado no sábado (23) pela ministra da Cultura, Marta Suplicy. Duas exposições marcam a abertura às visitações. Uma delas, Não Faço Nada sem Alegria, faz homenagem ao seu mentor. São painéis, fotos e vídeos sobre a vida do casal Guita e José Mindlin e a dedicação dos dois aos livros, tratados como tesouros.

Caberá à administração da biblioteca conservar os volumes, divulgar e facilitar o acesso de estudantes, pesquisadores e do público em geral, além de promover estudos de temas brasileiros.

fonte:DR

 

 

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