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A longa jornada em busca da graduação dos sonho

Após quase três anos de uma longa jornada, que envolveu grandes desafios, três vestibulares e muitas escolhas difíceis, estudante foi aprovada no curso superior que tanto desejava.
Amanda
Amanda Brandão (foto) fez vestibular para Administração na UFPE em 2013 e foi classificada. No entanto, sua vitória foi o resultado de uma jornada que teve início há quase três anos e envolveu muitos altos e baixos. Em 2010, Amanda ingressou em Engenharia da Computação, na UFPE, mas não se identificou com o curso do Centro de Informática (CIn/UFE). Ela diz que sempre gostou de se relacionar com as pessoas e teve a oportunidade de ratificar isso quando entrou no CITi, empresa júnior de Tecnologia da Informação do CIn. Lá Amanda pôde vivenciar o dia a dia empresarial, entrar em contato com clientes, desenvolver e despertar o seu lado empreendedor. Essa experiência foi despertando a paixão pelo lado da Administração. Amanda pesquisou bastante sobre o curso, entrou em contato com profissionais da área, e teve o principal: incentivo da família e dos amigos para mudar de área e seguir a carreira dos seus sonhos.

Amanda decidiu sair do curso já no segundo período de Engenharia da Computação. “Estava em meados de março/abril de 2011 e entrei no curso de matérias isoladas. Foi bastante difícil recomeçar e passar novamente pela sobrecarga e pressão que é tentar o vestibular. Sentia-me na obrigação de passar, pois sabia que várias pessoas depositavam confiança em mim, portanto não queria decepcioná-los”, afirma. Sua estratégia foi direcionar seus estudos nas matérias específicas para a segunda fase (história, geografia e matemática) e revisar alguns conteúdos das demais matérias para o Enem.

Amanda participou do ENEM e se inscreveu na segunda fase da UFPE. “Entreguei o boleto bancário (do vestibular da UFPE) para o meu pai pagar, mas não fiquei com o comprovante porque ele trabalha em outro estado. Ele efetuou o pagamento no caixa eletrônico no Banco do Brasil por meio do débito bancário. Cerca de uma semana antes de ser realizada a segunda fase da Covest, tínhamos que imprimir o CCI, que citava o local de prova. Ao entrar na minha área restrita, indicava que o boleto não havia sido pago. Entrei em pânico. Liguei para o meu pai e ele estava com o comprovante em mãos e ratificou que pagou em dia. Procurei ajuda com meu professor, que conseguiu entrar em contato com a direção da Covest, e eles foram averiguar o meu caso. Disseram que o pagamento foi realizado, mas fora do prazo, por meio de agendamento bancário. Ou seja, meu pai efetuou o pagamento no caixa como débito, o banco erroneamente colocou como agendamento pra depois do vencimento e nem o banco, nem a Covest quiseram reconhecer o erro, nem retificá-lo”. Amanda disse que o dinheiro já estava na conta da Covest, mas mesmo assim eles não a deixaram realizar a prova. “Senti-me de mãos atadas, injustiçada. Foi uma luta pra chegar até o fim do ano, para uma semana antes de realizar o exame, descobrir que não iria poder executá-lo”, declarou Amanda a nossa equipe.

Apesar da tristeza e decepção, Amanda nunca deixou a esperança de lado. Apesar de não passar na UFPE, ela se inscreveu no Sisu para Administração, no qual foi aprovada e decidiu cursar, pois “estava muito abalada com o fato ocorrido e não tinha mais estímulo para passar mais um ano estudando para o vestibular”. Quando entrou na UFRPE, em 2012, estudava paralelamente pra UFPE quando sobrava algum tempo entre as provas. Amanda pode conhecer um pouco mais do curso e teve a oportunidade de ingressar no PIBIC, no qual está atualmente fazendo uma pesquisa sobre o estudo das peculiaridades da Gestão de Pessoas nas empresas do Porto Digital.

Em 2012, Amanda finalmente prestou o vestibular pra UFPE e foi efetivada: “Sempre foi um sonho meu retornar para a UFPE, e agora vou poder realiza-lo”.

Atualmente, Amanda deseja concluir sua matrícula na UFPE e tentar a dispensa das cadeiras que cursou na UFRPE, apesar das grades de ambas serem diferentes. Nos próximos anos, deverá se especializar mais, fazer cursos extracurriculares, iniciar um novo idioma, fazer intercâmbio e acima de tudo colocar em prática as teorias administrativas: “abrindo um novo negócio e/ou trabalhando em alguma empresa”. Empreendedorismo sempre despertou seu interesse e paixão e ela está constantemente conversando com amigos e debatendo sobre a possibilidade de abrir um próprio negócio.

Amanda declara que o principal motivo que a levou a escolher Administração foram as amplas áreas nas quais ela poderá se especializar. Nesse curso, “você pode montar a sua grade curricular de acordo com os seus interesses”, além de ser uma área em expansão e possuir um mercado amplo e flexível.

fonte:arquimedes

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