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Noite de domingo teve todos os ritmos no centro do Recife

Show de Zeca Baleiro, no Marco Zero do Recife (Foto: Luna Markman / G1)

O carnaval do Recife não dá trégua ao folião, toda hora é hora de cair na folia. Caboclinhos, maracatus, desfile de agremiações, bloco Quanta Ladeira e música alternativa no Rec-Beat, shows no Marco Zero: só ficou parado mesmo quem quis neste domingo (10). A apresentação de Zeca Baleiro foi uma das mais aguardadas e aplaudidas, com direito a até frevo do compositor Capiba.

Show de Zeca Baleiro, no Marco Zero do Recife (Foto: Luna Markman / G1)

No comecinho da tarde, muitas crianças fantasiadas aproveitaram a programação infantil da Praça do Arsenal, que também contou com um espetáculo de cores e dança, o encontro de caboclinhos. O evento reuniu tribos como Tupi, Tapirapé, Kapinawá, Sete Flechas do Recife, Oxossi Pena Branca, Canindé de Camaragibe, Tipã, Tuáias Camarás e Canindé do Recife.

O público mais adulto aproveitou a agenda do Rec-Beat, que abriu logo com a malícia do bloco Quanta Ladeira. Há 16 anos, a agremiação parodia músicas famosas com letras ácidas sobre política, sexo, drogas e assuntos da atualidade. Mensalão, UFC, Fuleco, o mascote da Copa 2014, e o polêmico atraso de pagamento de cachês pela Fundação do Patrimônio Artístico de Pernambuco (Fundarpe) foram alguns dos temas escolhidos pela turma, que reuniu no mesmo palco Tulipa Ruiz, Marcelo Jeneci, Lia Sophia, China, Lula Queiroga, Zé da Flauta, Fafá de Belém, JR Black, entre outros.Maestro Forró e a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério subiram ao palco do Marco Zero por volta das 22h. O show comemorou o título de Patrimônio Imaterial da Humanidade concedido pela Unesco, ano passado, ao frevo. Teve até parabéns para o ritmo e dança centenários. Também teve maracatu, na música “Rainha se corou”, para lembrar o percussionista Naná Vasconcelos, homenageado do carnaval recifense, ao lado do fotógrafo Alcir Lacerda. “Frevo Mulher”, “Tô Doidão”, “A Praieira”, “Vassourinhas”, Hino da Ceroula”, “Leão do Norte” e “Cabelo de Fogo” foram algumas músicas do animado repertório.

Zeca Baleiro começou o show por volta das 23h30. “Voltei, Recife”, disse o cantor ao subir no palco, emendando logo “Mamãe Oxum” e “Alma não tem cor”. “Aqui se escuta muito frevo, e eu tenho uma lembrança da minha mãe, que morou no Recife há muitos anos, cantando uns frevos”, falou o maranhense para apresentar “Madeira que cupim não rói”, do compositor Capiba.

“Pagode Russo”, “Vô embolá”, “Madureira”, “Versos Perdidos”, “Telegrama” e “Salão de Beleza” foram outros sucessos entoados por Zeca, para a felicidade da dentista Poliana Silva, fã de carteirinha do cantor. “Eu viajo atrás dos shows dele. Admiro a inteligência, o sorriso dele. Cheguei aqui às 18h30 só para ficar o mais perto possível do palco”, contou. Otto e Titãs foram as outras atrações que se apresentaram neste domingo, no Marco Zero.

Maestro Forró e a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, em show no Recife (Foto: Luna Markman / G1)

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