Preta Gil marca ida aos EUA para tratamento: “Semana que vem”

Cantora passará por método experimental contra o câncer

Gilberto, Preta e Flora Gil Foto: Arquivo Pessoal

Preta Gil confirmou sua ida aos Estados Unidos para a continuação de seu tratamento contra o câncer em um comunicado para as redes sociais feito nesta quarta-feira (7). Ela, que esteve internada recentemente, anunciou após a alta hospitalar que sairá do Brasil na próxima semana. A cantora lida com um câncer de intestino desde 2023.

– Passei a última semana internada no Hospital Sírio-Libanês sob os cuidados da minha amada equipe médica! Já estou em casa e sempre cercada pelos meus amores! Sigo aqui me fortalecendo para semana que vem começar uma nova etapa do meu tratamento nos Estados Unidos! – escreveu na legenda da postagem.

Nas fotos, Preta aparece com amigos e familiares, entre o pai, Gilberto Gil, a madrasta Flora Gil, Daniela Mercury, Carolina Dieckmann, entre outros.

A cantora já havia programado sua ida aos Estados Unidos em março. Os planos, porém, foram adiados após duas internações: uma de mais de 15 dias que ocorreu em abril e a última, a qual recebeu alta apenas em maio.

ENTENDA
A cantora lida com um câncer de intestino desde 2023. Entre os sintomas que a fizeram suspeitar de um problema de saúde estavam uma intensa constipação intestinal e fezes achatadas, com muco e sangue.

À época, ela realizou sessões de radioterapia e tratamento cirúrgico. A artista também passou por uma histerectomia total abdominal, procedimento que consiste na remoção do útero.

Após o tratamento primário, entrou em uma fase sem manifestação da doença, comumente chamada de “remissão”. Em outras palavras, o câncer não era mais detectável por exames físicos, de imagem, tomografia e/ou sangue.

Recentemente, no entanto, a doença voltou a se manifestar, e Preta realizou uma cirurgia em dezembro do ano passado para a retirada de tumores e precisará utilizar uma bolsa de colostomia definitiva. A bolsa coleta fezes ou urina em uma espécie de saco externo ao corpo a partir de uma abertura feita na cavidade abdominal.

Desde março, a cantora relatou uma nova dificuldade: o esgotamento de tratamentos que possam ajudar na remissão da doença aqui no Brasil. Ela explicou, durante uma passagem pelo Domingão com Huck, que iria aos Estados Unidos com o objetivo de tentar novos métodos de tratamento.

A ida aos Estados Unidos foi adiada por causa de uma internação de mais de 15 dias que ocorreu em abril.

*AE

BC aumenta os juros e não dá nenhum sinal de que um dia pretenda baixá-los

Juros

Charge do J.Bosco (O Liberal)

Vinicius Torres Freire
Folha

Nos últimos dois meses, disseminou-se a tese de que o Banco Central poderia deixar a Selic abaixo de 14,75% – no início do ano, se discutia se taxa básica chegaria perto de 16%. Qual a ideia? A economia do mundo perderia ritmo, preços de commodities cairiam, o dólar ficaria bem-comportado, graças em parte a Donald Trump.

“Então”. No comunicado em que anunciou a Selic em 14,75%, o BC não deu sinal de que vá encerrar a campanha de alta de juros. Não deu pista do que vai fazer. Disse que a incerteza é maior, assunto a que destinou trechos extensos do texto, que aliás ficou bem parecido com o do Fed, BC dos EUA.

TATEAR NO ESCURO – Logo, é possível mais um aumento de 0,25 ponto percentual, com Selic a 15%. O BC vai tatear no escuro sob céu turvo. Houve ligeiro indício de que Selic vá ficar alta por tempo mais prolongado, caindo talvez só passado o primeiro trimestre de 2026.

De mais diferente, o BC disse que os “riscos” de inflação mais alta ou mais baixa estão elevados (na reunião passada, o risco “altista” parecia maior).

No “mercado”, a projeção mediana de inflação para o fim de 2026 ainda é de 4,51% (a meta é de 3%). O modelo do BC dá inflação de 3,6% em fins de 2026, soube-se nesta quarta.

É INSUSTENTÁVEL – Além dessas discussões preciosistas sobre décimos de porcentagem de juros, talvez seja mais importante lembrar em que ponto estamos do arrocho. As taxas estão muito altas faz muito tempo e não há perspectiva de que vão cair tão cedo. É insustentável.

A taxa futura de juros de um ano está perto de 9% ao ano, em termos reais. No pânico de dezembro do ano passado, chegou a triscar os 10%. Em março de 2024, essa taxa estivera em média em 6% ao ano. Um salto mortal.

Em abril de 2024, o governo mudaria sua meta de superávit fiscal, o que detonou um início de descrédito. A seguir, a inflação corrente voltou a aumentar. A partir do terceiro trimestre, solavancos do mercado americano e a vitória de Trump deram mais impulso à alta do dólar. Em novembro, o caldo azedo entornou por causa do fiasco do anúncio do pacote fiscal.

TUDO PIORA – Taxa de juros reais a 9% ou a 8% a perder de vista exige providência drástica. Com dívida alta e crescendo sem limite, sem plano de arrumação das contas públicas, fica ainda pior a perspectiva para o governo que vai tomar posse em 2027.

As taxas de juros nos Estados Unidos eram muito baixas ou perto de zero na maior parte da década de 2010, o que é relevante para o nível das taxas no Brasil.

Ainda assim, interessa lembrar dos juros por aqui. Em dezembro de 2017, estavam em 2,9% (taxa futura real de um ano). Dezembro de 2018: 3%. Dezembro de 2019: 0,6%. Nesses anos, a taxa básica do Fed (nominal) ficou entre 1,5% e 2,5% (ora está perto de 4,5%).

CRESCIMENTO MÍSERO – Os anos de 2017 a 2019 foram também de economia deprimida no Brasil, com crescimento médio de mísero 1,4% ao ano e crise feia no emprego – também não presta. Mas havia o teto de gastos a limitar despesa. Era um outro arcabouço fiscal também insustentável, a seu modo, embora tenha contribuído para evitar que as contas do governo explodissem.

Quando a leitora pensar em discutir aquele 0,25 ponto percentual a mais ou a menos na Selic, considere essa história de solavancos, de juros baixos em depressões e controles de despesa insustentáveis ou de juros altos em tempos de porteira aberta para gastos, tudo também insustentável.

Em resumo, não sabemos o que é equilíbrio macroeconômico. Assim, não vai dar.

Magno Malta exige prisão de Lupi e cobra CPMI do INSS

Tia do senador, idosa e amputada, vem sofrendo subtrações indevidas em seu benefício

Senador Magno Malta Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Em um discurso inflamado, o senador Magno Malta (PL-ES) usou a tribuna do Senado nesta quinta-feira (8) para cobrar a instalação imediata da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A fala, marcada por um tom combativo, incluiu um pedido direto pela prisão do ex-ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, a quem Malta acusa de permitir “um assalto institucionalizado” aos benefícios de aposentados e pensionistas no país.

– Senhor presidente, o senhor Lupi e sua trupe precisam ser presos – declarou o senador, em tom categórico.

Malta seguiu criticando os operadores da fraude.

– Vivem nababescamente em cima da miséria de quem não tem aposentadoria nem para comprar remédio – acrescentou.

O estopim para a revolta de Malta foi o relato da própria tia, idosa e amputada, que segundo ele tem enfrentado descontos indevidos em sua aposentadoria, sem explicações claras.

– Ela me liga todo mês, desesperada. Está recebendo cada vez menos. O dinheiro que deveria garantir o mínimo de dignidade agora não dá nem para o remédio – desabafou o senador.

Malta relatou ainda um encontro recente com representantes da Associação de Aposentados do Espírito Santo. De acordo com o senador, os relatos de descontos inexplicáveis e dificuldades financeiras são generalizados, especialmente entre aposentados do campo, trabalhadores rurais e pessoas em situação de vulnerabilidade social.

– É um comportamento infame. Roubam de quem mal tem o que comer. Estão tirando de quem já tem pouco, de quem trabalhou a vida inteira – afirmou, visivelmente indignado.

O senador também citou figuras históricas e ditadores para ilustrar o que chama de “queda inevitável do mal”, numa metáfora que traça paralelos entre a situação atual do governo e o colapso de regimes autoritários no passado.

– Veja Calígula, Nero, o Império Romano. Chega uma hora em que a máscara cai – disse.

Apesar da contundência das críticas, Malta enfatizou que a instalação da CPMI do INSS não deve ser tratada como uma pauta de oposição, mas como uma questão de justiça social.

– Não é contra o PT, não é contra o PDT, é contra ladrões. Contra gente sem sentimento. Tarados por dinheiro – declarou.

Segundo o senador, a investigação precisa ser profunda e buscar responsabilizar não apenas os gestores públicos, mas também as instituições financeiras e entidades que estejam envolvidas em esquemas de descontos abusivos nos benefícios previdenciários.

– Como vamos devolver o dinheiro dessas pessoas? Onde está esse dinheiro? – questionou.

Com a pressão crescente e relatos de irregularidades se acumulando, o tema promete ganhar ainda mais força nas próximas semanas no Congresso. A expectativa é que a mobilização de parlamentares, especialmente da bancada conservadora, consiga o número necessário de assinaturas para dar início à investigação.