Ministério responde Lula da Fonte sobre convocação de concursados da PRF

Foto: Divulgação

O deputado federal e segundo-secretário da Câmara dos Deputados, Lula da Fonte (UP/PP-PE), recebeu resposta oficial do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) à solicitação para a convocação imediata dos aprovados no concurso da Polícia Rodoviária Federal (PRF), realizado em 2021.

Segundo o MJSP, o governo já nomeou 2.125 aprovados desde a realização do concurso e, em março deste ano, iniciou a terceira turma do Curso de Formação Profissional, com 544 candidatos, sendo 473 provenientes do cadastro de reserva. Esses novos policiais devem reforçar a segurança nas rodovias ainda em 2025.

Garantir a segurança nas nossas estradas é prioridade, e esses profissionais estão prontos para servir e proteger a população. Seguimos firmes na luta para fortalecer a Polícia Rodoviária Federal e garantir que tenham os recursos necessários para cumprir essa missão”, disse o deputado Lula da Fonte.

Apesar do avanço, a Polícia Rodoviária Federal segue operando com um déficit significativo. O efetivo atual gira em torno de 12.200 policiais, bem abaixo do mínimo legal previsto de 18.000 agentes em todo o país — número considerado ideal para cobrir com eficiência os mais de 75 mil km de rodovias federais. Diante desse cenário, está em análise uma Medida Provisória para criação de 4.902 novos cargos, com o objetivo de alcançar o efetivo ideal, conforme estabelecido em recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU).

A urgência na convocação se intensifica diante da proximidade da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública na Câmara dos Deputados, que deve ampliar as atribuições das forças policiais e demandar ainda mais estrutura e efetivo por parte da PRF.

O Ministério da Justiça confirmou ainda que há possibilidade de novas convocações de aprovados no cadastro de reserva, com pedido de autorização em andamento para um novo curso de formação no segundo semestre de 2025. Também está em análise o pedido para realização de um novo concurso público em 2026.

Mirella discute convênios do PAC para áreas de encostas em Olinda

Foto: Arquimedes Santos

A prefeita de Olinda, Mirella Almeida (PSD), viajou a Brasília com o objetivo de buscar investimentos para novas obras no município. A gestora se reuniu, nesta terça (27), com o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff.

Durante o encontro, foram tratados o avanço dos convênios do PAC para áreas de encostas, além do reforço da frota da Defesa Civil.

É uma prioridade para a nossa gestão fazer novas obras nas áreas de encostas. Também queremos reforçar a frota de veículos da Defesa Civil. São ações fundamentais para garantir mais proteção para a população em dias de fortes chuvas“, comentou Mirella.

Mirella também participou, hoje, de reunião na Advocacia-Geral da União (AGU). No local, a gestora falou sobre investimentos na educação, o recebimento de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e da valorização dos profissionais que atuam na área.

Resenha lírico-afetiva do poema de Lúcia Cardoso. Por Flávio Chaves

Estamos diante de uma grande poeta.

  Por Flávio Chaves – Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal/Minc  –  Lúcia Cardoso não escreve apenas versos — ela os costura com a delicadeza de quem entende a alma humana. Seu poema “Aceitação” é um relicário de emoções bordadas com a linha fina do tempo e o silêncio fundo da saudade. É como se a poeta colocasse o ouvido no peito do mundo e ouvisse seu suspiro mais íntimo — aquele que ninguém ousa dizer, mas todos sentem.

Logo nos primeiros versos — “Os dias estão indo embora. Procissão contínua.” — somos tragados por um ritmo quase litúrgico. O tempo se transforma em cortejo, e a passagem dos dias deixa de ser banal para se tornar rito. Lúcia tem o dom de transformar o ordinário em sagrado.

A luz tímida que se entrega à noite é metáfora de rendição — da aceitação que não vem com facilidade, mas que chega como chega o escuro: inevitável, silencioso, definitivo. No verso: “No peito, sombras se instalam. Saudades se aninham.”, a poeta desenha o ninho da dor com ternura, sem medo de habitar o sentimento. Não há grito aqui. Há permanência. Há eco.

As “mudas paredes” e a “solidão que se debate” são imagens de um drama contido. Um drama que não precisa de palco, pois vive em cada copo abandonado, em cada brinde calado, em cada canção antiga que o violão solitário ainda insiste em tocar. E que beleza é esse verso: “Ao longe, um violão canta Lupicínio: ‘Felicidade foi embora…’” — aqui, Lúcia evoca não apenas um compositor, mas convoca a memória coletiva de um Brasil que aprendeu a sofrer com poesia.

E então, como quem nos oferece um gesto final de sabedoria, ela nos entrega a sentença: “Partir é a Lei. Aceitar, também.” — e não há verso mais profundo que esse para encerrar um poema que, ao mesmo tempo, é epitáfio e renascimento. Dor e alívio. Fim e maturidade.

Lúcia Cardoso alinha e tece sua poesia como quem borda o que há de mais terno pulsando no humano. Sua escrita não é apenas bela — é necessária. É um abraço onde mora o adeus. E um espelho onde se revela a beleza do que ainda somos, mesmo na perda.

Que privilégio é poder ler-te, Lúcia.