Pesquisa Veritá mostra Marçal liderando pela primeira vez a disputa em São Paulo

De acordo com o mais novo levantamento realizado pelo Instituto Veritá, o influenciador Pablo Marçal (PRTB) tem 30,9% das intenções de voto na disputa pela Prefeitura de São Paulo. O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), aparece em segundo lugar, com 21,6%. A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira (27).

Na terceira posição, o atual prefeito Ricardo Nunes (MDB) aparece com 14,2%. Datena (PSDB) tem 6,3%, empatado tecnicamente com Tabata Amaral (PSB), com 5,8%, e Marina Helena (NOVO), com 3,6%. Bebeto Haddad (DC) tem 1,7% e os demais candidatos não somam mais de 1%, cada. Os entrevistados que afirmaram que não sabem são 9,7%, e quem vai votar branco ou nulo soma 5,4%.

Este é o segundo levantamento do instituto sobre a corrida eleitoral em São Paulo, mas a primeira realizada neste ano. A pesquisa de dezembro de 2023 considerava diversos nomes que hoje não estão oficialmente na disputa.

Esse é o primeiro levantamento eleitoral de São Paulo que mostra o ex-coach na liderança. No Datafolha, divulgado na última semana, Marçal apareceu empatado tecnicamente com Boulos e Nunes na liderança.

Do Exame

Presidente do partido de Pablo Marçal é acusado de ameaça, fraude e coação

Semanas após a divulgação de áudios em que afirmava ter relações com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), o presidente do PRTB, partido de Pablo Marçal, agora é alvo de denúncia sobre ameaças de morte, fraude e coação em meio à disputa pelo comando do partido.

A informação foi apresentada no domingo (25), pelo blog da jornalista Daniela Lima, no site g1. A publicação teve acesso a registros de boletim de ocorrência e à declaração feita em cartório pela ex-vice-presidente do partido, Rachel Carvalho, que afirma ter sido uma das vítimas das ameaças, junto a outras pessoas que atuavam na cúpula da legenda.

Carvalho afirma que antigos integrantes do partido foram coagidos a deixar os cargos que ocupavam para abrir espaço para o grupo de Avalanche. Insinuações sobre “frequentar mais o cemitério” e “se despedir de seus familiares” são citadas nos documentos aos quais a jornalista teve acesso.

Ainda de acordo com o g1, o caso foi levado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 19 de julho, em processo que corre sob sigilo. Os documentos citados foram anexados ao processo, assim como conversas por WhatsApp em que há outras supostas ameaças.

Rachel Carvalho tenta, junto ao Tribunal, retomar o controle do partido que está nas mãos de Avalanche, alegando que seu grupo se desfiliou somente por conta das ameaças. A ex-dirigente integra os quadros da legenda há anos, e atuou com Levy Fidelix, fundador do PRTB, que morreu em 2021.

Outro lado

Ao site, a defesa de Leonardo Avalanche afirma que as acusações feitas por Raquel Carvalho não têm “provas concretas”, e que, na ação, ela tenta “invalidar um ato [de desfiliação] que foi realizado de forma voluntária e consciente”.

“As alegações vazias e destituídas de elementos probatórios não podem ser utilizadas para desconstituir a validade de um ato jurídico perfeito, especialmente quando esse ato foi realizado de forma regular e sem qualquer indício de irregularidade. Assim, deve-se rejeitar essa acusação por falta de provas”, prossegue a defesa.

Da Carta Capital

TCE determina suspensão de 28 contratos da FUNASE

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) de Pernambuco suspendeu a contratação temporária de 28 advogados para a Fundação de Atendimento Socioeducativo (FUNASE), com base em um pedido de cautelar feito pelo Ministério Público de Contas (MPC-PE). A decisão, datada de 27 de agosto, foi motivada por preocupações sobre a sobreposição das funções dos advogados com as competências da Defensoria Pública e da Procuradoria-Geral do Estado.

A procuradora Germana Laureano, do MPC-PE, argumentou que as funções previstas para os advogados na FUNASE seriam, em parte, de responsabilidade da Defensoria Pública do Estado (DPPE) e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-PE), órgãos que devem contar com servidores concursados para tais atividades. Segundo Laureano, mesmo após retificações parciais do edital, as irregularidades persistiram.

A Defensoria Pública também se manifestou contra a contratação temporária, alegando que ela seria desnecessária e inconstitucional. A relatora do processo, conselheira Alda Magalhães, apoiou esses argumentos, afirmando que as atribuições dos advogados na FUNASE coincidiriam com funções exclusivas da PGE-PE e da Defensoria Pública, as quais deveriam ser preenchidas por servidores concursados.

Alda Magalhães destacou que, ao longo dos últimos quinze anos, a FUNASE tem utilizado de maneira supostamente inconstitucional a contratação temporária para funções que, segundo a Constituição, deveriam ser ocupadas por defensores públicos. A relatora ressaltou a necessidade de um concurso público para essas posições, em vez da prática de contratações temporárias.

A decisão do TCE, agora aguardando análise pela Câmara do Tribunal, reforça a postura do órgão contra o uso de contratações temporárias em substituição a concursos públicos. Recentemente, o TCE também emitiu uma medida cautelar determinando a nomeação de professores aprovados em concurso de 2022 para substituir contratados temporários.