“Ouça”, um grande sucesso que surgiu do coração de Maysa

Se estivesse viva, Maysa faria 80 anos nessa segunda-feira – MONDO MODA

Maysa, sempre bela, atraente e talentosa

A cantora e compositora paulista Maysa Figueira Monjardim Matarazzo (1936-1977) gravou no Lp Maysa, em 1957, pela RGE, o samba-canção “Ouça”, composto por ela mesmo para desabafar as dores do seu casamento. Tudo por que o seu marido não queria mais sua esposa como artista, pois isso não era bem visto naquela época. Uma canção que brotou do fundo do coração da grande compositora e cantora

###
OUÇA
Maysa

Ouça, vá viver
Sua vida com outro bem,
Hoje eu já cansei
De pra você não ser ninguém.

O passado não foi o bastante pra lhe convencer
Que o futuro seria bem grande só eu e você.

Quando a lembrança com você for morar
E bem baixinho de saudade você chorar,
Vai lembrar que um dia existiu
Um alguém que só carinho pediu
E você fez questão de não dar,
Fez questão de negar.

Caso do X demonstra que o patriotismo realmente é “o último refúgio do canalha”. Por Mario Sabino

Musk foi atingido por uma onda de falso nacionalismo

Por Mario Sabino
Metrópoles

O Twitter continua bloqueado pela Justiça brasileira, e ao que tudo indica permanecerá fora do ar até depois das eleições municipais, pelo menos, mesmo que Elon Musk beije os pés de Alexandre de Moraes. E isso é para, você sabe, defender a democracia. Os apoiadores do bloqueio, todos da esquerda que ama a humanidade desde que a humanidade seja composta por ovelhinhas, enchem a boca para dizer que foi um “ato de soberania” da Justiça brasileira frente ao dono do Twitter, o americano Elon Musk, que achava que o Brasil era “a casa da Mãe Joana”, uma “terra sem lei”.

Quando os ouço ou os leio, um sorriso de candura se abre no meu rosto, porque imagino essa gente usando VPN para acessar o Twitter escondido. O Twitter morreu? Viva o Twitter!

ÚLTIMO REFÚGIO – Seja à esquerda ou à direita, o Brasil sempre homenageia o ensaísta inglês Samuel Johnson, autor da frase que volta e meia utilizam como muleta: “O patriotismo é o último refúgio do canalha”. Não é que Samuel Johnson achasse que o patriotismo era uma estupidez em si.

Com a frase famosa, ele quis mostrar como demonstrações de amor à pátria, de nacionalismo, podem ser falsas como exorcismo de pastor evangélico. Uma forma de manipular um sentimento nobre para encobrir interesses ignóbeis.

Muito bem, agora o mundo inteiro sabe que o Brasil não é uma “terra sem lei”. Sabe também que o Brasil é uma terra sem a liberdade de expressão que está prevista na sua própria Constituição. Ah, mas a imprensa internacional apoiou. Senhores, o que esqueceram de lhes dizer é que a imprensa internacional que apoiou é toda de esquerda e nutre por Elon Musk o mesmo amor que ele nutre por ela.

FAMA PLANETÁRIA – Ao impedir 22 milhões de brasileiros de entrar no Twitter, inclusive com a proibição de lançar mão de VPN, a Justiça brasileira, ou mais precisamente o STF, ganhou a fama planetária de liberticida entre a imensa massa que não lê jornais de esquerda e acompanha a história pelo próprio X e outras redes sociais. Sei que os ministros estão pouco se lixando para o que pensam deles no exterior ou até em território nacional, mas as consequências para o país não são boas.

Um país em que uma rede social como o Twitter pode ser tirada do ar com uma canetada desproporcional, punindo milhões de cidadãos inocentes com uma mordaça, não pode ser considerado um país muito afeito à democracia.

Um país no qual a mesma caneta pode bloquear as contas bancárias da Starlink, desconsiderando as pessoas jurídicas diferentes com a mesma facilidade com que se maneja controle remoto, é um país pouco confiável para investimentos.

GOLPE MAIS AMPLO – O americano Brendan Carr, que integra a Federal Communications Commission (FCC) dos Estados Unidos e é reconhecidamente um grande defensor da liberdade de expressão, criticou a decisão de suspender o Twitter.

Depois de ler a decisão publicada na sexta-feira, ele disse que “Moraes deixa claro que está tentando desferir um golpe mais amplo contra a liberdade de expressão e em favor de controles autoritários” e que a “censura tem natureza política e ideológica e está expressamente proibida pela Constituição brasileira”. Brendan Carr disse também que, ao contrário do que pensa o ministro, “liberdade de expressão é o controle da democracia no excesso de controle governamental. Censura é o sonho dos autoritários”. Afirmou ainda que , no Brasil, segue-se “o roteiro requentado de rotular discurso político que vai contra sua própria ortodoxia de desinformação”.

O que esse outro gringo está pensando? Que o Brasil é a casa da Mãe Joana? Que é uma terra sem lei?

A idade pesou e Lula deu uma meia trava na campanha que tinha prometido ao PT. Por Carlos Newton

A guerra pelos likes de Lula - revista piauí

Lula faz um esforço enorme para esconder sua barriga indiscreta

Por Carlos Newton

Causou surpresa o recuo do presidente Lula da Silva, que havia manifestado disposição total para evitar a progressiva decadência do PT, que se evidencia a cada eleição, com redução do número de governadores, senadores e deputados, nas eleições gerais, e também com diminuição dos prefeitos e vereadores petistas, ao final de cada eleição municipal, especialmente nas capitais e grandes cidades.

Depois da bem-sucedida prótese de fêmur e da harmonização facial que lhe deu uma melhor aparência no ano passado, Lula estava disposto a tudo para aumentar o número de prefeitos e vereadores eleitos, com objetivo de pavimentar seu percurso rumo à reeleição em 2026. Mas teve de dar uma meia trava.

PERTO DOS 80 – É que a idade enfim pesou. Embora goste de alardear de quem 70 anos, com energia de 30 e tesão de 20 anos, mandando até que “perguntem à Janja”, Lula está chegando aos 79 anos, que completa em 27 de outubro, e não é nenhum atleta, apesar dos esforços do marqueteiro, que manda filmá-lo encolhendo a barriga ao se exercitar, dando umas corridinhas patéticas e fazendo embaixadinhas, com uma bola mais leve…

Agora, logo no início da campanha eleitoral do PT, a decepção. De repente, o presidente descobriu que está cada vez difícil aguentar o rigor da batalha eleitoral neste país-continente. Pela primeira vez, Lula balançou em relação à candidatura à reeleição, daqui a dois anos, quando ele estará com 81 anos, a mesma idade que liquidou os sonhos do americano Joe Biden, o mais velho presidente da história dos Estados Unidos.

Aliás, o problema também afeta Donald Trump. Aos 78 anos e engordando visivelmente, o republicano demonstra dificuldades em acompanhar a jovialidade de Kalama Harris, de 59 anos, que se mantém rigorosamente em forma.

SEM PRECEDENTE – O pior é que, na história das democracias não há presidentes com a idade de Joe Biden, que vinha servindo de modelo a Lula. Pelo contrário, governantes longevos só existem em ditaduras. O próprio Winston Churchill, que tinha enorme prestígio mas era ruim de voto, teve de largar o cargo de premier aos 81 anos, que parece ser uma marca fatal.

A única exceção é Konrad Adenauer, mas não pode haver comparação com nenhum político de outro país, porque foi chanceler na parte americana da Alemanha no pós-guerra, de 1949 a 1963, saindo com 87 anos, mas não era eleito e a situação era especialíssima, pois os Estados Unidos precisavam de um governante de confiança para se equilibrar sobre o Muro de Berlim.

Quem pensa (?) que o poder rejuvenesce vive uma ilusão à toa, como diria o genial cantor Johnny Alf. Pelo contrário, aqui no Brasil é massacrante e o presidente passa a ser escravo da agenda, obrigado a comparecer a solenidades em todo o país, uma chatice sem fim.

###
P.S.
 – No caso do PT, Lula melhor faria se abandonasse esse sonho infantil de reeleição e trabalhasse por seu partido em 2026, que pode lançar um bom candidato, Fernando Haddad, que tem 61 anos e ainda aguenta o tranco. (C.N.)