Ação do MPSP e da PM prende líder do PCC que planejava fuga de Marcola

Ivan Garcia Arruda, conhecido como “Degola”, é apontado como o responsável por coordenar ramificação do PCC para resgatar presos da facção

Imagem colorida de Ivan Garcia Arruda, conhecido como "Degola", apontado como líder do PCC - Metrópoles

Metrópoles

São Paulo – Ivan Garcia Arruda, conhecido como “Degola”, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso na região de Sorocaba, no interior paulista, durante uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Militar (PM).

A ação, que cumpriu oito mandados de busca e apreensão, tinha como objetivo desarticular uma núcleo da facção criminosa que pretendia resgatar Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, da prisão.

Segundo o portal UOL, Ivan Garcia Arruda, principal alvo da ação, é apontado como o responsável por coordenar uma ramificação do PCC. Entre os itens apreendidos pelos agentes na ação estão duas armas e munições.

De acordo com o MPSP, o plano de resgate de Marcola intensificou a disputa por poder na cúpula do PCC. A cúpula da facção passa por uma guerra interna, a quarta em 30 anos de existência da facção. Pela primeira vez, a liderança de Marcola desde que ele ascendeu ao posto de líder máximo da organização, em 2002, é ameaçada.

A liderança de Marcola é contestada por três antigos aliados: Roberto Soriano, o Tiriça, Abel Pacheco de Andrade, o Abel Vida Loka – ambos faziam parte da alta cúpula desde 2002 – e Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho.

O principal motivo seria um diálogo gravado entre Marcola e agentes da Penitenciária Federal de Porto Velho (RO) no qual ele afirma que Tiriça seria um “psicopata”. A declaração foi usada por promotores no julgamento de Tiriça, que foi condenado a 31 anos de prisão, em 2023, como mandante do assassinato de uma psicóloga.

A fala de Marcola teria sido interpretada pelos antigos aliados como uma espécie de delação.

VÍDEO: Jon Bon Jovi impede mulher de pular de ponte em Nashville

Jon Bon Jovi impede mulher de pular de ponte em NashvilleFoto: Reprodução

Jon Bon Jovi teve uma atitude heroica ao convencer uma mulher a não pular de uma ponte, nessa terça-feira (10), em Nashville, Tennessee. O líder do Bon Jovi filmava o clipe da faixa “People’s House” na ponte John Seigenthaler quando notou uma mulher precisando de ajuda.

Em um vídeo de vigilância compartilhado pelo Departamento de Polícia Metropolitana de Nashville, é possível acompanhar o cantor se aproximando da mulher enquanto ela aparentemente está prestes a pular.

O músico, ao lado de uma pessoa de sua equipe, conversa com a mulher para evitar uma possível tragédia e, em seguida, consegue puxar ela para um local seguro. Depois que a mulher volta para a área de pedestres, ela e Bon Jovi se abraçam. Até o momento, Jon não se pronunciou sobre o assunto.

Para a prevenção do suicídio, procure o CVV (Centro de Valorização da Vida) pelo site ou pelo telefone 188 (24 horas e sem custo de ligação).

VELHOS TEMPOS, BELOS DIAS. Por CLAUDEMIR GOMES

Por CLAUDEMIR GOMES

O torcedor brasileiro foi dormir travado. Aliás, não dava pra dormir com um barulho daqueles. Perder para o Paraguai – 1×0 – uma seleção que em sete partidas havia feito apenas um gol. É muito moído na cabeça de uma massa que se vangloria por ter seu País como único pentacampeão do mundo. Mas tudo muda, e no futebol também vivemos novos tempos.

Confesso que mantenho uma luta permanente contra o saudosismo. Evito comparações. Tudo tem seu tempo. Mas depois de ver mais uma apresentação bisonha da seleção comandada por Dorival Júnior; de assistir um grupo de jogadores milionários pisando na bola, foi inevitável não lembrar do rei Roberto Carlos com sua inesquecível Jovens Tardes de Domingo: “Velhos tempos, belos dias”.

O caldo azedou, o filé desidratou, mas o ufanismo da nova mídia insiste em arrotar bife de Angus quando come carne de pescoço. Calma, meu senhor! O produto está deteriorado. Já ultrapassamos a era do rádio. Nos dias de hoje a televisão mostra tudo, até a exagerada e irritante dissimulação dos jogadores dentro das quatro linhas. Obviamente que tudo com a anuência de treinadores despreparados para um cargo de tal envergadura, e a proteção de empresários que ditam as ordens no negócio chamado futebol.

A magnífica, Cora Coralina, em um dos seus poemas nos diz: “Nada do que vivemos tem sentido se não tocarmos o coração das pessoas”.

O futebol já foi a tradução maior do que é emoção para o povo brasileiro. Foi apontado como o nosso ópio. Enfim, nossos artistas, virtuosos, gênios e deuses de uma arte praticada com os pés, faziam com que nós nos sentíssemos GIGANTES.

Nos anos 80, do século passado, a Seleção Brasileira se preparava na Toca da Raposa, concentração do Cruzeiro, em Belo Horizonte. Fui escalado pelo mestre, Adonias de Moura, para cobrir uns dias de treinos, e acompanhar o time dirigido pelo mestre Telê Santana, em dois jogos: um em Porto Alegre, e o outro em Assunção, no Paraguai. Quem viajou comigo foi Francisco Silva, editor de fotografia do Diário de Pernambuco.

O jogo no Rio Grande do Sul foi num sábado a tarde, e no domingo seguimos para Assunção. Francisco Silva (Chico), era um homem rude, um cabra macho pouco polido, mas carregava consigo uma pureza pouco comum. Um gigante na execução do trabalho. Enfim, suas qualidades lhes levavam a estar sempre cercado de amigos.

Sabíamos das dificuldades que encontraríamos no Estádio Defensores del Chaco. Os fotógrafos formaram um grupo: Chico (Diário de Pernambuco); Celso Meira de Vasconcelos (O Dia); Jorge Gontijo (Estado de Minas); Jair (Jornal dos Sports) e Mota (Motão), da Folha de São Paulo. Definiram um cronograma de ações para não deixar escapar nada.

Ao chegar no estádio, não havia lugar para todos os jornalistas na tribuna de imprensa. Fui assistir o jogo junto com os fotógrafos. Ao ver meu posicionamento, Motão me entrega uma de suas máquinas, coloca no foco e passa as instruções como se estivesse antevendo os fatos.

– Você sabe os que os jogadores vão fazer. Quando sentir que a jogada vai evoluir, segure o dedo e deixe a máquina trabalhar, ordenou com a confiança de quem dominava a arte de fotografar.

Em determinado momento, quando vi Renato Gaúcho dominar a bola, se desvencilhar do marcador e disparar em velocidade, não tive dúvidas: peguei a máquina e segurei o dedo. A sequência de 36 fotos me trouxe Renato cruzando e Casagrande subindo para cabecear e marcar o gol da vitória do Brasil. O filme acabou e a máquina fez um barulho estranho.

No intervalo do jogo Mota veio pegar a máquina e eu lhe disse: “Fiz o gol, mas acho que a máquina quebrou”. Ele saiu sorrindo.

À noite, de volta ao hotel, quando entro no apartamento havia mais de cem fotografias do jogo. A sequência do gol exposta e todos os profissionais dos diferentes jornais comemorando.

Ontem a noite, após a derrota do Brasil para o Paraguai (1×0), numa das piores apresentações que já vi da Seleção Brasileira, fiquei a pensar como estava sendo a farra dos fotógrafos do jornal ABC Color de Assunção.

Sem sofrimento, mas lembrei com saudade do tempo que se foi.

“Velhos tempos, belos dias”.