Governo Biden critica suspensão do X no Brasil e defende liberdade

Posicionamento foi emitido pela porta-voz da Casa Branca

Karine Jean-Pierre Foto: EFE/EPA/SHAWN THEW

Em entrevista coletiva nesta terça-feira (17), a Casa Branca criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender a plataforma X em todo o Brasil. De acordo com a porta-voz do governo Joe Biden, Karine Jean-Pierre, o acesso às redes sociais é essencial para a liberdade de expressão.

– Quando se trata de redes sociais, fomos muito claros que achamos que, você sabe, as pessoas devem ter acesso às redes sociais. É uma forma de liberdade — liberdade de expressão. E certamente, isso é algo mais amplo sobre o qual sempre fomos muito claros – frisou Karine, ao ser questionada sobre o tema pela jornalista da TV Globo Raquel Krahenbuhl, em Washington.

O X está suspenso há aproximadamente 20 dias, após o proprietário da plataforma, Elon Musk, se recusar a cumprir ordens judiciais de bloqueio de perfis investigados, além de anunciar o fechamento de sua sede no Brasil depois que Moraes ameaçou de prisão a representante da rede social no país. Para que a plataforma retorne, é necessário que Musk indique um novo representante em solo brasileiro e cumpra todas as determinações judiciais.

Vale lembrar que a embaixada dos Estados Unidos no Brasil afirmou estar monitorando o caso, e dizendo que a liberdade de expressão é um pilar para a democracia.

Apesar da decisão do ministro, alguns internautas relataram que conseguiram acessar a plataforma nesta quarta-feira (18). De acordo com o portal UOL, o STF disse estar checando o ocorrido.

Cloudflare: como o X driblou a Anatel e voltou a funcionar no Brasil com o uso da plataforma

Serviço, que cria espécie de ‘escudo’ no tráfego da rede social, opera em 330 cidades em mais de 120 país

Cloudfare
Uma modificação no registro dos servidores do X tornou possível, depois de duas semanas, o acesso de brasileiros à rede social americana. Isso porque a plataforma comandada pelo bilionário Elon Musk começou a utilizar um serviço que opera como “escudo” para proteger seus servidores.
Uma das empresas contratadas para isso foi a Cloudflare, que opera em 330 cidades em mais de 120 países. No Brasil, a companhia presta serviço a grandes instituições, incluindo bancos. Diante dessa conjuntura, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não conseguiu manter os bloqueios em todo território nacional.Por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a plataforma foi suspensa no dia 30 de agosto. A deliberação foi confirmada pela Primeira Turma da Corte.O que é a Cloudflare?
Com um serviço utilizado por 24 milhões de sites no mundo, a Cloudflare opera na proteção de servidores de grandes empresas contra ataques cibernéticos. Para isso, a companhia americana cria uma espécie de “escudo” no tráfego para endereços online.

É justamente esse “escudo” que gerou obstáculos para os provedores de internet conseguirem manter o bloqueio do X no Brasil.

Para restringir a rede social, a Anatel depende da ação de cada provedor de internet, que fica responsável por restringir o IP da rede social. Segundo a agência, são mais de 11 mil provedores de banda larga homologados no país, incluindo empresas locais.

O X pode cair de novo? Anatel diz que analisa relatos após usuários citarem retorno da rede social

Acontece que o serviço de proteção oferecido pela Cloudflare muda o endereço de IP do X. Isso acontece por meio de um processo chamado de proxy reverso, um servidor intermediário que oculta o IP real daquela plataforma. Dessa forma, ele bloqueia tentativas de ataques diretos e impede que o endereço original seja identificado, explica Pedro Diógenes, diretor técnico para a América Latina na empresa de tecnologia CLM.

— O serviço que a rede social de Elon Musk passou a utilizar funciona como um “escudo digital” que protege os servidores da empresa. Em resumo, o proxy reverso organiza o fluxo de dados, protege contra ameaças e garante que o servidor permaneça oculto na Internet — explica o especialista.

Enquanto o uso de legítimo do serviço protege empresas, a aplicação do Cloudflare pelo X impede que as provedoras possam seguir o bloqueio da rede como vinham fazendo.

Desde 2019, tem capital aberto na Bolsa de Nova York, com valor de mercado de US$ 26,8 bilhões.

Fabro Steibel, diretor executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio), diz que há uma limitação dos provedores de internet conseguirem bloquear o site.

— Os bloqueios das operadoras são eficientes, mas não são perfeitos. Impedir completamente que um site seja acessado é extremamente complexo em uma internet como a nossa. [Nesse caso], é como se um juiz mandasse bloquear contas financeiras de alguém, mas não tivesse mais dinheiro no banco. As formas de cumprir a decisão são limitadas.

O que diz a Anatel?
A Anatel afirmou na manhã desta quarta-feira que está verificando os casos em que usuários estão conseguindo acessar a rede e ressaltou que não houve mudança na decisão que suspendeu a rede social.

Por que o X foi suspenso no Brasil?
A suspensão   total do X se deu depois que a rede descumpriu uma ordem dada por Moraes. O ministro pedia que um representante legal da empresa no país fosse se apresentar dentro de um prazo de 24 horas.

O ministro determinou a suspensão imediata, completa e integral do funcionamento da rede social até que todas as ordens judiciais dadas por ele fossem cumpridas, as multas devidamente pagas e seja indicado, em juízo, a pessoa física ou jurídica representante em território nacional.

Nunes, Boulos e Marçal estão tecnicamente empatados na disputa por SP, aponta Quaest

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (18) mostra Ricardo Nunes (MDB) com 24%, Guilherme Boulos (PSOL) com 23% e Pablo Marçal (PRTB) com 20%, em um empate técnico triplo na liderança da disputa pela Prefeitura de São Paulo.

A pesquisa é a primeira desde que Marçal levou uma cadeirada de Datena durante o debate da TV Cultura, na noite de domingo (25).

Os números indicam que o empate técnico triplo na liderança entre os três candidatos continua. Em relação à pesquisa anterior, Marçal oscilou 3 pontos para baixo (dentro da margem de erro) e Boulos, dois pontos para cima. Nunes manteve o mesmo número.

Veja os números:

  • Ricardo Nunes (MDB): 24% (eram 24% na pesquisa do dia 11 de setembro)
  • Guilherme Boulos (PSOL): 23% (eram 21%)
  • Pablo Marçal (PRTB): 20% (eram 23%)
  • José Luiz Datena (PSDB): 10% (eram 8%)
  • Tabata Amaral (PSB): 7% (eram 8%)
  • Marina Helena (Novo): 2% (eram 2%)
  • Bebeto Haddad (Democracia Cristã): 0% (era 1%)
  • João Pimenta (PCO): 0% (era 0%)
  • Ricardo Senese (Unidade Popular): 0% (era 0%)
  • Altino Prazeres (PSTU): não pontuou (era 0%)
  • Indecisos: (eram 5%)
  • Branco/nulo/não vai votar: (eram 8%)

A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo SP-00281/2024. O levantamento ouviu 1.200 pessoas entre 15 e 17 de setembro. O nível de confiança é de 95%.

Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, a pesquisa mostra uma reversão da tendência de crescimento de Marçal, que nas três pesquisas anteriores havia registrado oscilações positivas (foi de 11% em junho, para 13% em julho, 19% em agosto, 23% em 11 de setembro e 20% agora).

Datena reverteu a tendência de queda registrada nas últimas duas pesquisas (tinha 18% em junho, oscilou para 19% em julho e desde então, para baixo – 12% em agosto e 8% em setembro).

Segundo turno

Num eventual segundo turno, Nunes (MDB) venceria tanto Boulos quanto Marçal. Numa disputa entre Boulos e Marçal, a pesquisa indica que o empate técnico entre os dois permanece.

Nunes x Boulos

Nunes oscilou 2 pontos para baixo (dentro da margem de erro) e Boulos, 2 pontos para cima.

  • Nunes (MDB): 46% (era 48%)
  • Boulos (PSOL): 35% (era 33%)
  • Nulo, branco ou não votaria em nenhum: 13% (era 13%)
  • Indecisos: 6% (era 6%)

Nunes x Marçal

Nunes e Marçal oscilaram 3 para baixo cada um, e os que declararam que votariam nulo, branco ou em nenhum, 5 pontos para cima.

  • Nunes (MDB): 47% (era 50%)
  • Marçal (PRTB): 27% (era 30%)
  • Nulo, branco ou não votaria em nenhum: 20% (era 15%)
  • Indecisos: 6% (era 5%)

Boulos x Marçal

Boulos oscilou 2 pontos para cima e Marçal, 3 pontos para baixo.

  • Boulos (PSOL): 42% (era 40%)
  • Marçal (PRTB): 36% (era 39%)
  • Nulo, branco ou não votaria em nenhum: 17% (era 17%)
  • Indecisos: 5% (era 5%)

Espontânea

Na pesquisa espontânea (em que os nomes dos candidatos não são apresentadas aos entrevistados) os números são os seguintes:

  • Boulos (PSOL): 15%
  • Marçal (PRTB): 14%
  • Nunes (MDB): 12%
  • Outros: 6%
  • Indecisos: 49%
  • Branco, nulo ou não vai votar: 4%

Conhecimento e rejeição

Desde a pesquisa anterior, as rejeições de Nunes e Boulos oscilaram para baixo (dentro da margem de erro) 3 e 2 pontos respectivamente. A de Marçal oscilou para cima 4 pontos.

Veja os números:

Nunes (MDB)

  • Conhece e votaria: 50% (era 51%)
  • Conhece e não votaria (rejeição): 37% (era 34%)
  • Não conhece: 10% (era 13%)
  • Não sabe, não respondeu: 3% (era 2%)

Boulos (PSOL)

  • Conhece e votaria: 37% (era 35%)
  • Conhece e não votaria: 46% (era 48%)
  • Não conhece: 15% (era 15%)
  • Não sabe, não respondeu: 2% (era 2%)

Marçal (PRTB)

  • Conhece e votaria: 36% (era 34%)
  • Conhece e não votaria: 41% (era 45%)
  • Não conhece: 21% (era 19%)
  • Não sabe, não respondeu: 2% (era 1%)