Vídeo: “Lupércio Carlos é o maior ladrão da história de Olinda”, afirmou o candidato Antônio Campos no debate

O debate entre os candidatos à Prefeitura de Olinda, promovido pelos servidores públicos da cidade na noite de ontem, começou de forma tranquila, com um clima de paz e cordialidade. Os primeiros blocos seguiram com discussões de propostas e trocas moderadas entre os candidatos. No entanto, o tom mudou drasticamente no terceiro bloco, quando Antônio Campos decidiu acirrar os ânimos e trouxe à tona fortes críticas aos adversários.

Campos, que já havia sinalizado uma postura combativa durante a campanha, foi além ao direcionar duras críticas a todos os candidatos presentes. Entretanto, o alvo principal de suas declarações foi o padrinho político da candidata Mirella, o atual prefeito Lupércio. As acusações de Campos foram contundentes, chegando a afirmar que Lupércio é “o maior ladrão da história de Olinda”. Afirmação contundente que, com certeza, respinga na candidatura de Mirella Almeida.

Essa declaração explosiva foi um dos momentos mais tensos do debate e imediatamente chamou a atenção do público e da imprensa. Antônio Campos, conhecido por seu estilo direto, não poupou palavras ao criticar a gestão atual, acusando o prefeito de má administração e corrupção.

O debate, que teve início de forma pacífica, terminou com um clima de tensão política e expectativa para os próximos capítulos da campanha. As declarações de Antônio Campos certamente deverão repercutir nas ruas e nas redes sociais, e o eleitorado de Olinda terá tempo para refletir sobre as acusações feitas durante o debate.

Com a campanha eleitoral chegando em sua fase decisiva, os próximos dias prometem ser intensos. Campos, com sua postura combativa, parece decidido a continuar expondo o que considera os principais problemas da atual gestão, enquanto os demais candidatos terão que reforçar suas propostas e defesas perante o público.

Este blog continuará acompanhando os desdobramentos da campanha e os impactos desse debate que, sem dúvida, elevou a temperatura da corrida eleitoral em Olinda.

Veja o Vídeo:

Operação da PF mira prefeito de Ilhéus e aliado em meio à disputa eleitoral

Do G1

O prefeito de Ilhéus (BA), Mario Alexandre (MDB) é alvo de buscas em uma operação da Polícia Federal que investiga supostos crimes de corrupção, desvio de recursos, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

O g1 tenta contato com a defesa do prefeito, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

A Justiça Federal autorizou buscas na casa e no gabinete de Mario Alexandre na prefeitura.

Também foram autorizadas buscas contra Bento Lima (PSD), candidato a prefeito apoiado por Mario Alexandre e ex-secretário de Gestão de Ilhéus, o ex-procurador-geral do município, Jefferson Domingues Santos, outras duas pessoas e duas empresas.

O g1 tenta contato com as defesas de Bento Lima e não localizou a defesa de Jefferson Santo até a publicação desta reportagem.

A operação foi batizada de Barganha. Os mandados são cumpridos em Ilhéus, Itabuna, Vitória da Conquista, Salvador e Lauro de Freitas.

Durante a operação, a Polícia Federal encontrou na casa de um dos empresários investigados uma quantia superior a R$ 700 mil em espécie.

 Mario Alexandre e Bento Lima — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Mario Alexandre e Bento Lima.

As suspeitas contra Mario Alexandre e Bento Lima, segundo as investigações

As investigações se baseiam na delação premiada de um alvo de uma operação anterior da PF, que investigou o desvio de dinheiro federal destinado ao enfrentamento da Covid.

A delação foi homologada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) com participação do Ministério Público Federal (MPF).

Segundo esse colaborador, o prefeito Mario Alexandre negociou o recebimento de propina em um contrato de serviços de coleta de lixo fechado de forma irregular pela Prefeitura de Ilhéus. O então procurador Jefferson Santos deu o parecer favorável à contratação, apesar de indícios de irregularidades.

Pelo acordo, o prefeito Mario Alexandre ficaria com metade do lucro obtido pela empresa contratada.

Ainda segundo o colaborador, Bento Lima, que era secretário de Gestão à época, resistia à contratação porque recebia propina da empresa que já prestava serviços para a Prefeitura de Ilhéus.

Isso causou um atraso na contração negociada por Mario Alexandre, que articulou, então, que uma outra empresa dos investigados fosse contratada para prestar serviços de terceirização de mão de obra na área da saúde.

Segundo o colaborador, como propina por esse segundo contrato, os empresários custearam parte do valor de um carro comprado para a mulher de Mario Alexandre.

Para conseguir o contrato de coleta de lixo, os empresários arcaram, ainda, com outros gastos do prefeito, incluindo festas, segundo as investigações.

Esse contrato foi investigado na Operação Anóxia, deflagrada em 2020 pela PF. À época, porém, não havia indícios da participação do prefeito no esquema – o fato só veio à tona, segundo os investigadores, após a colaboração premiada.

Candidato de Mario Alexandre nas eleições 2024, Lima também era o responsável, segundo o colaborador, por receber a propina destinada ao prefeito a partir dos recursos destinados pela prefeitura para a manutenção de um hospital de campanha montado durante a pandemia.

Para os investigadores, Mario Alexandre é o chefe de uma organização criminosa que responsável por negociar propina com empresários em troca de contratos de prestação de serviços; e Bento Lima é o braço-direito do prefeito nessas negociações.

Os investigados responderão pelos crimes de:

  • Frustação do caráter competitivo da licitação;
  • Fraude em licitação ou contrato;
  • Corrupção passiva;
  • Corrupção ativa;
  • Falsidade Ideológica;
  • Organização criminosa
  • Lavagem de dinheiro
  • Foi determinada a quebra de sigilo bancário e fiscal dos investigados.

Os valores em contratos investigados nas últimas operações policiais ultrapassam os R$ 90 milhões.

Gusttavo Lima e Deolane Bezerra serão os principais alvos da ‘CPI do jogo do Tigrinho’

Do Antagonista 

O cantor sertanejo Gusttavo Lima e a advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra serão dois dos principais alvos da “CPI do jogo do Tigrinho”, que pode ser instalada em outubro no Senado.

A autora do pedido de investigação, a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), espera que o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), leia o requerimento de instalação da CPI antes da eleição municipal. O pleito ocorre em 6 de outubro. Até o momento, o pedido de CPI tem 31 assinaturas coletadas; são necessárias 27 para dar início à investigação.

A CPI do jogo do Tigrinho vai mirar crimes como lavagem de dinheiro, manipulação dos caça-níqueis virtuais e a ação ilegal de influenciadores digitais na promoção de jogos de azar.

Pacheco deu indicativos de que poderia ler o pedido de instalação da CPI do jogo do Tigrinho na semana que vem.

“Nesse momento, estamos ajustando alguns detalhes no nosso pedido. Mas acredito que ele possa ser lido quanto antes”, disse a senadora a O Antagonista. “É até bom que o Gusttavo Lima e a Deolane estejam soltos porque eles poderão explicar tudo aos senadores e diretamente à população”, acrescentou a parlamentar.

Os outros alvos da CPI do jogo do Tigrinho

Outro alvo da investigação será Fernando Oliveira Lima, chamado de “Fernandin OIG”, fundador da One Internet Group (OIG), uma holding que gera receitas por meio das redes sociais. Para a senadora, Fernandin estaria por trás da proliferação do “jogo do Tigrinho” no país; ele nega qualquer relação com o caça-níquel virtual.

Antes mesmo da investigação, a senadora já solicitou apoio de alguns órgãos federais para não atrapalhar a condução de outros procedimentos adotados por, por exemplo, a Polícia Federal e o Banco Central. Neste sentido, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues; o diretor de Política Monetária do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, indicado por Lula para comandar o Bacen e o secretário de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA-MF), Regis Dudena, já indicaram que vão apoiar os trabalhos do colegiado do Senado.

“A gente trabalha em outra vertente [de investigação]. Vamos focar nas bets, mas precisamos mirar nas não legalizadas em crimes como lavagem de dinheiro e também em ilícitos como a manipulação dos programas, dos jogos. Em alguns casos, já temos informações que o usuário começa ganhando, começa bem, para seduzir a pessoa… depois, ela perde tudo aquilo que ganhou. Queremos achar uma forma de auditar isso”, declarou a parlamentar.