Priscila Krause diz que a eleição dá possibilidades para um futuro melhor

A vice-governadora Priscila Krause (Cidadania) acompanhou, na manhã deste domingo (6), o candidato a prefeito do Recife, Daniel Coelho (PSD) durante a votação, em Boa Viagem. Durante entrevista à imprensa, Krause reforçou que a eleição é um dia de festejar a democracia.

Antônio Campos acusa Mirella de boca de urna

O candidato à prefeitura de Olinda, Antônio Campos (PRTB), protocolou uma denúncia na promotoria eleitoral, relatando o uso ostensivo da máquina pública pela candidatura de Mirella Almeida (PSB). No documento, Campos aponta uma série de irregularidades graves, como a distribuição de dinheiro em espécie como boca de urna, o envolvimento de servidores públicos e comissionados na campanha, e a realização de showmícios, práticas proibidas pela legislação eleitoral.

Além disso, Campos destaca que hoje, dia das eleições, foram registradas imagens que mostram a presença de bandeiras da campanha de Mirella em pontos físicos pelas ruas de Olinda, o que configura irregularidade diante da legislação eleitoral, que proíbe tais manifestações no dia do pleito.

O candidato também relatou “tentativa de intimidação” por parte de militantes da campanha de Mirella, “sob ordem deles”, de acordo com Antônio. Segundo Campos, a ação teria ocorrido após ele noticiar as irregularidades, em uma tentativa de silenciá-lo e impedir a fiscalização correta do processo.

Campos acrescentou à denúncia o uso indevido de servidores públicos e a participação de reeducandos sem autorização nas atividades de campanha, caracterizando abuso de poder econômico e político. A situação foi encaminhada à Polícia Federal, com o pedido de intensificação da fiscalização, especialmente nas últimas horas da eleição.

Como mudar o mundo – Eric Hobsbawm

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    Em um mundo que passa por uma crise econômica e algumas rachaduras no capitalismo, o historiador Eric Hobsbawm, um dos maiores defensores do socialismo, apresenta uma série de ensaios autorais sobre o marxismo, escritos ao longo dos últimos 50 anos, constituindo um importante material de reflexão sobre os séculos XIX e XX. Mais do que isso,  o autor tenta montar alguma base do que podemos esperar do  tempo em que vivemos, mesmo que de forma abstrata.

Com um título sugestivo, espera-se que “Como mudar o mundo – Marx e o Marxismo“, (assim mesmo, sem nenhuma interrogação, mas sim uma afirmação, soando até mesmo como um manual), apresentaria respostas ou palpites sobre a situação econômica atual e rumos a serem trilhados, mas os leitores que se aventurarem por esse material encontrarão, assim como na própria história que vai além dos livros didáticos, mais incertezas do que respostas. O título vem do questionamento essencial para a mudança, como sugere o próprio autor:  ”Não podemos prever as soluções dos problemas com que se defronta o mundo no século 21, mas quem quiser solucioná-los deverá fazer as perguntas de Marx, mesmo que não queira aceitar as respostas dadas por seus vários discípulos”.

Outra expectativa a ser quebrada, é a busca por textos claros e explicativos sobre o socialismo e suas várias vertentes políticas. Nesse quesito, o livro praticamente não traz contribuição, pois trata-se muito mais de uma reflexão do que informação de forma direta. Já no próprio prefácio, o autor alerta que a maioria dos capítulos é dirigida a um público que possue um interesse maior pelo Marxismo, além de curiosidade.

A ideia proposta, em teoria, pelo autor, é tentar analisar o marxismo como teoria sem associá-lo a modelos práticos que puderam ser eventualmente distorcidos de sua essência. Digo “em teoria” por dois motivos: Primeiramente,    porque é difícil analisar Marx sem esbarrar em suas aplicações históricas, mesmo que equivocadas. É algo que vai além das páginas do livro e está na nossa própria memória coletiva; Em segundo lugar, porque acredito que esta já é uma opção com algum direcionamento político.  O autor reserva, por exemplo, vagos momentos ao citar Trotsky e Lênin, o que é, de certo modo, ignorar uma grande contribuição do marxismo colocado em prática, além de tratar o stalinismo como um exemplo de regime socialista, mesmo reconhecendo que ele é uma má memória para as pessoas. Além disso, ele elege Gramsci em posição de destaque.

Com tudo isso, o foco histórico dos ensaios de Hobsbawm não são os regimes que viveram o socialismo ou se posicionar a favor ou contra, mas sim mostrar os motivos que levaram a sociedade a se afastar e aproximar do socialismo em diferentes pontos da história, além de perceber como o pensamento marxista se aplica à memória, desejos e vontades da sociedade,  e como ele é uma corrente fundamental de pensamento para desencadear vários fatos nesses  anos. O fato é que O capital  é “quase profético” em diversos pontos, ao falar sobre uma crise econômica e uma situação onde poucos possuem muitos bens e dinheiro. Marx, quando morreu, pouco veria as contribuições políticas e históricas que os seus ideais causaram no mundo.

Título original: How to change the world
Tradução: Donaldson M. Garschagen
Páginas: 424

Fonte: Ingrid Coelho do blog Meia Palavra