Antônio Campos reafirma apoiar Vinicius Castello no segundo turno em Olinda

 Com o término do primeiro turno das eleições municipais em Olinda, novos posicionamentos políticos começam a se delinear para o segundo turno. O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), que teve Antônio Campos como candidato a prefeito e Ana Farias, irmã do presidente do Partido Republicano Democrático (PRD), como candidata a vice-prefeita, não conseguiu avançar para o segundo turno. Com isso, também se encerra o compromisso das siglas de seguirem juntas no próximo passo eleitoral.

No dia seguinte à divulgação dos resultados, Antônio Campos, em uma reunião reservada com Vinicius Castello, decidiu formalizar seu apoio ao candidato para o segundo turno. O anúncio oficial foi feito logo em seguida, por meio das redes sociais e imprensa local.

Entretanto, nesta sexta-feira, o presidente do PRD, André Luiz Farias (Alf), divulgou uma nota esclarecendo a posição do partido. Segundo o comunicado, o PRD não acompanhará o PRTB no apoio a Vinicius Castello, optando pela neutralidade no segundo turno. “Não seguiremos o apoio a nenhum dos candidatos”, declarou Alf, marcando uma dissociação política entre os dois partidos neste momento.

Por sua vez, Antônio Campos reafirmou seu posicionamento, reiterando o apoio a Vinicius Castello. Em nota à imprensa, o ex-candidato deixou claro: “Respondo por mim, não por outros partidos. O meu candidato no segundo turno em Olinda é Vinicius Castello.”

Com o segundo turno em andamento, as alianças políticas se reconfiguram, e o eleitorado de Olinda acompanha de perto os novos apoios e estratégias que influenciarão o desfecho da eleição municipal.

Raquel fortalece candidatura de Ramos durante caminhada em Paulista

O candidato do PSDB à Prefeitura do Paulista, Ramos, promoveu, nesta sexta-feira (11), uma grande caminhada no bairro de Maranguape I. A governadora Raquel Lyra (PSDB) e a vice-governadora Priscila Krause (Cidadania) participaram do ato, além do ex-senador Armando Monteiro e lideranças políticas do Litoral Norte.

Ramos disse que Paulista precisa de um candidato alinhado com o Governo do Estado. “A nossa população sabe que estamos sintonizados com Raquel Lyra e Priscila Krause”, afirmou.

O candidato acrescentou ainda que essa união é fundamental para que a cidade cresça. “Raquel está concluindo a obra da PE-15, que corta o município, vai duplicar o trecho final da PE-01 até Maria Farinha, iniciou intervenções de manutenção na PE-22, tem projetos para construção de moradia popular, implantação de creches e muito mais”, comentou Ramos.

A caminhada teve como circuito a Avenida Manoel Quirino, passando pelo girador, Avenida Colibri, Avenida Nelson Ferreira, finalizando na Avenida Prefeito Geraldo Pinho Alves.

Diferença entre Nunes e Boulos é a maior em SP desde Marta x Maluf em 2000

Na primeira pesquisa Datafolha do segundo turno em São Paulo, divulgada na última quinta-feira (10), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) registrou 55% das intenções de voto, contra 33% do deputado Guilherme Boulos (PSOL), uma vantagem de 22 pontos percentuais. A diferença é a segunda maior das eleições paulistanas, que realizam segundo turno desde 1992.

A única ocasião em que a margem entre primeiro e segundo lugar foi maior foi na primeira pesquisa de segundo turno da eleição de 2000, quando Marta Suplicy (PT), atual companheira de chapa de Boulos, tinha 30 pontos de vantagem sobre Paulo Maluf (à época no PPB) nas intenções de votos totais (que levam em conta os votos em branco e nulo e os eleitores indecisos).

Ao longo da campanha, no entanto, a diferença foi se reduzindo. O placar final da eleição acabou em 59% a 41% nos votos válidos (que excluem os brancos e nulos).

Nas eleições de 1992, a primeira da história da capital paulista a ter segundo turno, Maluf também concorreu, daquela vez pelo PDS. Ele enfrentou Eduardo Suplicy (PT), que buscava suceder o governo de Luiza Erundina (à época no PT). Na primeira pesquisa divulgada, a diferença entre os dois era de apenas sete pontos, mas ao longo da campanha o petista foi perdendo fôlego. Maluf venceu por 58% a 42% nos votos válidos.

Em 1996, Erundina tentou retomar a prefeitura para o PT e chegou ao segundo turno contra Celso Pitta (PPB), que contava com o apoio da gestão Maluf. O cenário de partida para o segundo turno era parecido com o atual: Pitta levava 16 pontos de vantagem sobre a ex-prefeita. Ele conseguiu a maior margem de vitória em segundo turno, com 62% dos votos válidos, ante 38% da adversária.

Depois da vitória em 2000, Marta tentou a reeleição em 2004. Ela enfrentou José Serra (PSDB), que largou na frente na primeira pesquisa do segundo turno, com 12 pontos a mais que a então prefeita. Na última pesquisa antes da votação, a diferença havia sido reduzida para sete pontos. Serra foi o vencedor com 55% dos votos válidos, contra 45% de Marta.

Empossado, Serra ficou pouco mais de um ano na prefeitura, renunciando para se candidatar ao governo do estado. Quem assumiu foi o vice, Gilberto Kassab (então no DEM), que buscou a reeleição em 2008, concorrendo contra Marta. Kassab partiu com uma vantagem de 17 pontos na primeira pesquisa do segundo turno, dianteira que permaneceu estável por toda a campanha. Nas urnas, o placar foi elástico: 61% a 39%.

Em 2012, Fernando Haddad (PT) conquistou um feito inédito na história das eleições paulistanas: foi a primeira vez que o candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar acabou vencendo o pleito. Para virar a disputa, Haddad, assim como os outros prefeitos, largou com vantagem no primeiro levantamento do segundo turno. Na primeira pesquisa, Datafolha o petista tinha 10 pontos a mais que o ex-prefeito Serra.

O segundo turno só voltaria a ser disputado em 2020, quando Bruno Covas (PSDB), eleito vice quatro anos antes, buscou a reeleição no comando da prefeitura contra Boulos. A diferença na largada para a segunda votação foi de 13 pontos na primeira pesquisa, nove a menos do que o psolista enfrenta hoje.

Da Folha de São Paulo