Cíntia Chagas confessa não ter desejo de ser mãe; assista

A influenciadora diz que seu ex-marido sabia e concordava

Cíntia Chagas Foto: YouTube Leda Nagle

Em entrevista ao canal de Leda Nagle, com participação de Duda Nagle, a influenciadora Cíntia Chagas voltou a dizer que a separação do deputado estadual Lucas Bove (PL-SP) não tem nenhuma ligação com o fato de ter filhos.

Segundo ela, é realmente verdade que ela não tem o desejo de se tornar mãe, mas que o seu ex-marido sabia disso e também não tem o desejo de se tornar pai.

– Ele nunca quis. Nenhum dos dois queria. Ou [você acha] que ele descobriu da noite pro dia que eu não queria?

Sem dar detalhes do real motivo da separação – a entrevista foi gravada no dia 4 de outubro – Cíntia disse que não poderia dizer mas que “não tem nada, absolutamente nada” relacionado ao assunto.

A questão dos filhos foi divulgada na imprensa e fez com que a influenciadora fosse duramente criticada nas redes sociais, principalmente por grupos religiosos abertos à vida, que condenam casais que optam por não ter filhos.

– Como ele não saberia disso [que ela não quer filhos]? Até porque está na página 111 do meu primeiro livro.

Em seguida, Cíntia Chagas diz que não tem instinto maternal, mas sim “material” e, em outro momento, disse que aprendeu com o padre Fábio de Melo que “ter filhos é abrir mão da autonomia” e ela não tem disposição para se desprender disso.

Em nenhum momento ela falou sobre as violências sofridas que foram reveladas recentemente pelo portal Leo Dias.

Assista:

Perícia aponta erro do TCU em ação que condenou Deltan

Corte de Contas cobrou a restituição de R$ 2,8 milhões em valores atualizados

Deltan Dallagnol Foto: Andre Borges/EFE

Uma perícia produzida a pedido da Justiça Federal contraria as conclusões que levaram o Tribunal de Contas da União (TCU) a condenar o ex-procurador Deltan Dallagnol a devolver gastos da Operação Lava Jato com diárias e passagens.

O TCU considerou que os gastos excederam o razoável e que a Lava Jato criou uma “indústria de pagamento de diárias e passagens a certos procuradores escolhidos a dedo”. A Corte de Contas cobrou a restituição de R$ 2,8 milhões em valores atualizados.

A perícia contábil comparou o modelo de diárias usado pela força-tarefa de Curitiba com o cenário alternativo defendido pelo ministro Bruno Dantas, relator do processo no TCU, de transferência – a chamada remoção – para lotação provisória dos procuradores no Paraná.

O laudo afirma que os cálculos do TCU desconsideraram gastos extras inerentes ao modelo de remoção, como o custeio da mudança dos procuradores o pagamento de gratificação a substitutos para os cargos de origem.

– Em face do exposto, é possível concluir que o débito imposto, não foi devidamente calculado – diz o documento.

O laudo também destaca que a remoção temporária se aplicaria somente aos Procuradores da República, mas não é autorizada aos Procuradores Regionais, por impedimento legal.

A força-tarefa da Lava Jato era composta por dois procuradores da República, Diogo Castor de Mattos e Jerusa Burmann Viecili, e cinco procuradores regionais, Antônio Carlos Welter, Orlando Martelo Júnior, Januário Paludo, Carlos Fernando dos Santos Lima e Isabel Cristina Groba, além de Deltan, que era o coordenador do grupo de trabalho.

Segundo a perícia, os custos de remoção e remuneração dos substitutos ultrapassaria a marca de R$ 3 milhões. A conta considera apenas os gastos de transferência procuradores da República, que são autorizados por lei a pedirem remoção.

A perícia foi feita por ordem do Tribunal Regional Federal da 4 ª Região (TRF4), em Porto Alegre, que anulou a decisão do TCU. O TRF4 atendeu a um pedido da defesa de Deltan.

*Com informações AE

Quem é Eugênia Lima, a mulher que será a cara da esquerda na Câmara de Olinda

Por Inácio França – MARCO ZERO – MZ

Em Olinda, os partidos que estão mais à esquerda no espectro político também serão representadas por uma mulher na Câmara Municipal. Na primeira capital do estado, Eugênia Lima foi eleita vereadora pelo PT com 7.110 votos, a segunda maior votação entre todos os 17 eleitos – pela segunda vez seguida, o campeão de votos foi Saulo Holanda (MDB), com 200 votos a mais do que a petista.

Eugênia Lima tem 41 anos, é advogada, mestra em Desenvolvimento Urbano, nascida em Olinda e moradora da Cidade Alta, onde é conselheira da Sodeca, a tradicional Sociedade de Defesa da Cidade Alta, que atua no Sítio Histórico desde o final dos anos 1980. Mãe de duas filhas, Antônia e Helena, ela se define como militante feminista e antirracista.

Em 2020, ainda filiada ao PSOL, recebeu 2.876 votos, mas não conseguiu a vaga porque a legenda não atingiu o coeficiente eleitoral. No final de 2023, filiou-se ao PT, depois de também ter sido sondada pelo PCdoB.

Imersa na campanha do segundo turno de Vinicius Castello, Eugênia explicou que o aspecto que marcou sua campanha foi “manter a crença na participação popular e na política inclusiva”, pois realizou 13 reuniões temáticas e 70 encontros com moradores de 35 bairros da cidade. “Produzimos um livro para registrar as 76 propostas escolhidas como prioritárias pelas mais de mil pessoas que participaram desse processo de escuta”, explicou a vereador eleita.

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Foto Inácio França

Inácio França – Jornalista e escritor. É o diretor de Conteúdo da MZ.
Crédito da foto: Divulgação/Tiago Calmon