Empresas levam tecnologia pernambucana para Feira de Macau, na China

Dentro das comemorações dos 50 anos de Relações Diplomáticas e Amizade Brasil China, o HubBrasilChina (HBC) promove sua 4ª missão empresarial à China para realizar negócios. A delegação brasileira parte neste domingo (13) para participar da 29° Feira Internacional de Macau (29ª MIF), que acontece de 16 a 19 de outubro de 2024.

Nesta edição, a delegação brasileira será chefiada em conjunto pelo presidente do HubBrasilChina e do Grupo Teleport, Gildo Neves Baptista, e o deputado estadual, João Paulo Costa, que representará a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

Além de participar da 29ª MIF, o grupo terá agendas em Hong Kong e no Cantão, ampliando as oportunidades de realizar negócios e parcerias estratégicas entre o Brasil e a China. As empresas brasileiras que quiserem abrir um CNPJ no gigante asiático podem contar com o escritório do HubBrasilChina em Macau, inaugurado em junho deste ano, e que funciona como um coworking para fomentar as negociações, com apoio do governo chinês.

Rosana Bezerra. do Ella Bank, e Gildo Neve Baptista tiveram reuniões V2B com intérprete chinês nas missões anteriores

Enquanto a Alepe e o HBC dão o caráter institucional à missão, 18 empresas e instituições já confirmaram presença na 29ª MIF, onde irão ocupar cinco estandes de 45 metros quadrados para apresentar seus produtos e serviços ao mercado global. Este ano, a feira passa a contar com a Zona de Exposição e Vendas das Empresas Locais de Macau, uma área para exposição de produtos industrializados como eletrodomésticos, alimentos, vestuário e acessórios e produtos culturais e criativos dos Países de Língua Portuguesa, A colonização portuguesa e o idioma, aliás, são traços em comum entre o Brasil e Macau.

Os presidentes do Sindicato das Empresas de Processamento de Dados de Pernambuco (Seprope), Gerino Xavier, e da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação Pernambuco/Paraíba (Assespro), Laís Xavier, seguem na 4a. Imersão do HubBrasilChina. “A representação destas entidades irá ajudar a alavancar negócios das nossas empresas de tecnologia, mostrando que temos muita competitividade e inovação para oferecer aos visitantes da 29ª MIF”, declarou Gildo Neves Baptista,

Em termos de inovação, um dos destaques da bagagem pernambucana é o um sistema de georreferenciamento de navios em tempo real, desenvolvido no Recife pela Galatea Solutions, já em uso nos Portos do Recife e de Suape. “O sistema não precisa de GPS para localizar e dimensionar os navios, nem serviços como Google Maps, e não depende de internet. Vamos apresentá-lo ao Porto de Macau para que possam testar a nossa tecnologia”, adianta Baptista.

A MIF é uma feira multisetorial e a delegação é formada por empresas de diversas áreas: Infa Cosméticos; Norteldata – telecomunicações; Brumar – peças de veículos; Colmeia – consultoria e engenharia; Ella Bank, Teleport, Carbon Credits, Cave D’Or, os marketplaces Best Coffee Brasil e Cachaça Best Brasil; e a plataforma Central de Cotações – software de compras da área de saúde; a Unigolfe; Além do Mundo – Agência de viagens; e Hurtz – tecnologia médica.

Agenda

Dia 15: Cerimônia de abertura, apresentações de líderes empresariais e governamentais, e sessão de networking.
De 15 a 22 de outubro: 29° MIF, visitas a empresas locais (Macau, Hong Kong e Cantão). Workshops sobre comércio e investimentos, painéis de discussão, rodadas de negócios B2B, jantar de confraternização e coquetel.

Jornalistas sofreram mais de 44 mil ataques durante o primeiro turno das eleições

Do UOL- Mais de 44,2 mil ataques contra a imprensa foram realizados no primeiro turno das eleições municipais neste ano. E durante o bloqueio do X pelo Supremo Tribunal Federal, o TikTok, que reúne público mais jovem, assumiu o papel de rede social mais nociva, segundo levantamento da Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor) divulgado nesta sexta (11).

Mais de 450 contas de jornalistas, meios de comunicação e candidatos às prefeituras vêm sendo monitoradas desde 15 de agosto em parceria com o Laboratório de Internet e Ciência de Dados da Universidade Federal do Espírito Santo.

Entre 15 de agosto e 6 de outubro, dia da eleição, os profissionais de imprensa mais atacados foram Carlos Tramontina (mediador do debate do Flow), Josias de Souza (UOL), Pedro Duran (CNN Brasil), Andréia Sadi (GloboNews), Vera Magalhães (O Globo/ CBN), Diego Sarza (UOL), André Trigueiro (GloboNews), Leonardo Sakamoto (UOL), José Roberto de Toledo (UOL) e Daniela Lima (GloboNews).

E os dez veículos de comunicação que mais receberam menções ou comentários hostis foram: GloboNews, UOL, Metrópoles, G1, CNN, O Globo, Folha de S.Paulo, TV Globo, O Estado de S.Paulo e Veja.

De acordo com o levantamento, os ataques variaram de agressões diretas a um discurso estigmatizante. Expressões como “mídia podre”, “jornalismo tendencioso”, “extrema imprensa”, “imprensa militante”, “jornalismo imparcial” e “imprensa vendida” foram frequentemente usadas para descredibilizar profissionais e veículos.

A hashtag mais adotada para coordenar ataques foi #globolixo, mesmo contra veículos que não tem relação com a empresa. O que indica que ela se tornou um termo para hostilização ao jornalismo em geral.

Nas três primeiras semanas, o X ocupava o primeiro lugar em número de ataques (mais de 34,7 mil, confirmando o caráter tóxico para a liberdade de imprensa da rede de Elon Musk. Após o bloqueio, que durou até esta terça (8), quando a empresa voltou a cumprir as leis e decisões judiciais brasileiras, o TikTok assumiu a dianteira, com cerca de 4,4 mil ataques em 20 dias. No Instagram, foram mais de 4,8 mil ataques em sete semanas.

Os principais perfis agressores se apresentam como conservadores de direita e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mas as principais ondas de violência se formaram pela ação de eleitores do candidato Pablo Marçal (PRTB), em São Paulo. Por exemplo, contra jornalistas que questionaram o candidato em sabatinas e debates.

O levantamento aponta que os seguidores de Marçal tentavam atrelar a atuação dos jornalistas e veículos a partidos de esquerda ou insinuar que eram comprados (“caiu o Pix”).

Ministério da Fazenda divulga lista de bets que pediram para operar no Brasil

Por Giovanna Estrela e Mariana Andrade, do Metrópoles – O Ministério da Fazenda disponibilizou uma lista com 181 bets que solicitaram até as 23h59 da segunda-feira (30/9) autorização para operar de forma legal no Brasil. Nesta terça-feira (1º/10), as empresas de quota fixa não regulamentadas terão o funcionamento suspenso.

Assim, depois desta terça, as plataformas não poderão operar no país. Em 1º de janeiro de 2025, apenas empresas autorizadas terão permissão para atuar no mercado das bets.

A expectativa é de que até o fim desta terça a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda divulgue a lista com o nome das empresas que serão banidas do país nos próximos dias e também as que estarão aptas a operar.

Veja aqui as bets que pediram autorização dentro do prazo.

A solicitação de autorização para operar no Brasil não significa que todas as bets têm outorga para atuar no país, mas sim que já iniciaram o passo a passo para regularizarem sua situação.

Pontos principais da regulamentação das bets

Segundo o ministro Fernando Haddad, o Ministério da Fazenda está focado em algumas áreas centrais para a regulamentação das bets no Brasil.

Entre as prioridades, estão:

  • a retirada do mercado de empresas de apostas que não estejam regularizadas;
  • a proibição de pagamentos por cartão de crédito nessas plataformas;
  • o monitoramento dos CPFs dos apostadores para identificar possíveis casos de vício ou práticas ilegais; e
  • a regulação da publicidade relacionada a esse tipo de serviço.

O governo também espera arrecadar até R$ 3,4 bilhões ainda neste ano com as outorgas, cujo valor individual é de R$ 30 milhões. No entanto, esse montante pode ser menor, pois nem todas as empresas que solicitaram a regularização serão aprovadas.

Bloqueio de sites irregulares

O ministro também anunciou que aproximadamente 600 sites de apostas deverão ser bloqueados nos próximos dias pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), devido à falta de conformidade com a nova legislação.

Haddad alertou que os apostadores que ainda têm dinheiro nessas plataformas devem resgatar seus fundos antes que os sites sejam retirados do ar, o que está previsto para ocorrer a partir de 11 de outubro.

Em comunicado, o Ministério da Fazenda informou que as empresas que não pediram autorização para operar já não podem mais oferecer apostas de quota fixa, mas devem manter seus sites ativos até 10 de outubro para permitir que os apostadores retirem os valores depositados.

É responsabilidade dos operadores garantir que os depósitos sejam devolvidos aos usuários.