Do Metrópoles – Maior financiador das campanhas eleitorais em 2024, com R$ 18,2 milhões investidos, o bilionário Rubens Ometto, dono da Cosan, influenciou na vitória de 71 candidatos a prefeito e vereador no primeiro turno, como mostrou a coluna.

Distribuída em quase 200 doações, a influência financeira do empresário nas eleições foi mais visível e intensa em uma pequena cidade do interior de Alagoas: Igreja Nova, que tem cerca de 22 mil habitantes.

No caso do município alagoano, o peso do dinheiro de Rubens Ometto não chama tanta atenção pelos valores aportados por ele, mas pelos resultados: além de ser a única pessoa a investir na campanha do prefeito eleito, Tiago Mateus (MDB), Ometto foi o principal financiador das vitórias eleitorais de sete dos onze vereadores eleitos em Igreja Nova. Ele também foi o maior doador das campanhas de nove dos 24 suplentes de vereador na cidade.

O futuro prefeito arrecadou um total de R$ 180 mil reais à sua campanha, dos quais R$ 150 mil vieram de seu partido, o MDB, e R$ 30 mil de Rubens Ometto.

Bilionário Rubens Ometto ajudou a eleger prefeito e foi o principal financiador de sete dos onze vereadores eleitos em Igreja Nova (AL)

Entre os sete vereadores de Igreja Nova que ajudou a eleger, o bilionário distribuiu R$ 167 mil: seis deles receberam R$ 25 mil cada e um deles, R$ 17 mil. O valor é módico perto de doações individuais que ele fez em outras praças — como os R$ 2 milhões ao prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman — mas a fortuna de Ometto foi a principal fonte de receitas desses vereadores eleitos da cidade alagoana.

Dr. Egon Roberto (MDB), por exemplo, recebeu R$ 17 mil do bilionário, valor correspondente a 90,4% dos recursos que ele arrecadou na disputa. Dr. Alando Lima, também emedebista, recebeu de Ometto R$ 25 mil, o equivalente a 90% do dinheiro de seu caixa eleitoral. Cidário, outro vereador eleito pelo MDB em Igreja Nova, foi quem teve a menor proporção, mas ainda assim elevada: levou R$ 25 mil de Rubens Ometto, 72,8% dos R$ 34,3 mil que recebeu na campanha (veja detalhes na tabela abaixo).

Para se ter uma ideia de como as doações do bilionário inflaram a eleição em Igreja Nova, os outros quatro vereadores eleitos no município, que não receberam dinheiro de Rubens Ometto, tiveram à disposição para gastos em suas campanhas, somados, R$ 17 mil. O limite de despesas eleitorais para a disputa a uma cadeira na Câmara Municipal local era de R$ 43,7 mil.

Além dos candidatos vitoriosos, Ometto também foi o principal financiador das campanhas de nove dos 24 suplentes da Câmara Municipal. Eles receberam um total de R$ 133 mil do empresário.

Semana de pesquisas mostrará o impacto da crise de energia em SP no favoritismo de Nunes

Do Metrópoles – A treze dias do segundo turno, a semana começou na Grande São Paulo com cerca de 530 mil imóveis sem luz, reflexo do temporal que atingiu a cidade na sexta-feira (11/10), e com três pesquisas eleitorais no forno para a corrida pela Prefeitura da capital paulista.

Os levantamentos devem medir o possível impacto da crise no favoritismo exibido até agora pelo prefeito Ricardo Nunes  (MDB).

Duas pesquisas têm previsão de divulgação na quarta-feira (16/10): Paraná Pesquisas e Quaest.

O Paraná começou a entrevistar 1,5 mil eleitores de São Paulo no sábado (12/10), dia seguinte ao começo do apagão, e vai concluir o trabalho nesta terça-feira (15/10).

Contratada pela TV Globo, a pesquisa da Quaest iniciou suas 1,2 mil entrevistas nesse domingo (13/10) e também vai encerrar o levantamento nesta terça.

Também está prevista para esta semana, na quinta-feira (17/10), a nova pesquisa do Datafolha. Encomendado pela Folha de S.Paulo, o levantamento vai às ruas a partir desta terça para entrevistar 1.204 paulistanos até a quinta.

O adversário de Ricardo Nunes, Guilherme Boulos (PSol), tem criticado a gestão do emedebista desde o início do apagão paulistano. Nunes, por sua vez, culpa o governo Lula, aliado de Boulos, pela continuidade do calamitoso serviço prestado pela concessionária Enel.

Industria das pesquisas faturou R$ 152 milhões no primeiro turno

Por Lauro Jardim, de O Globo

A antecipação de cenários eleitorais por meio das pesquisas movimentou ao menos R$ 152 milhões com a contratação de empresas especializadas, segundo dados do portal do TSE.

Já os trackings de monitoramentos registrados pelos candidatos na corte eleitoral até agora custaram R$ 30,5 milhões.

Além das pesquisas tradicionais, os candidatos também investiram em trackings de monitoramento, que até o momento custaram R$ 30,5 milhões. Esses monitoramentos são essenciais para entender a evolução da opinião pública ao longo da campanha.

As pesquisas eleitorais desempenham um papel crucial na política, pois fornecem insights sobre a aceitação dos candidatos e suas propostas. Isso permite que as campanhas se ajustem conforme as necessidades e expectativas do eleitorado.

Crescimento do Setor

O aumento nos gastos com pesquisas e monitoramentos reflete um setor em expansão, onde a análise de dados se torna cada vez mais relevante. As campanhas estão cada vez mais conscientes da necessidade de embasar suas decisões em informações concretas.

Cenário Futuro

Com a proximidade das eleições, espera-se que esses números continuem a crescer. A busca por informações precisas e atualizadas se torna uma prioridade para candidatos que desejam se destacar no cenário eleitoral.