Guerra suja em Olinda: Vinicius Castello alvo de agressões e campanha de ódio

  O segundo turno das eleições em Olinda tem sido marcado por ataques violentos e inaceitáveis à vida pessoal do candidato de oposição, Vinicius Castello. Em uma das campanhas mais sujas e agressivas da história política de Pernambuco, Castello tem enfrentado uma verdadeira guerra de homofobia e xenofobia, com constantes tentativas de destruição de sua honra. Tais ataques, sem precedentes nas últimas três décadas na Marim dos Caetés, refletem o desespero de seus opositores, que temem a derrota iminente.

Os ataques, amplamente disseminados em blogs e sites, são feitos de forma pusilânime e reiterada, utilizando uma estratégia infame de repetição de mentiras na tentativa de transformá-las em verdades. Essa tática remete ao que há de mais desprezível na história, semelhante às práticas nazistas de manipulação e distorção da realidade. A cada dia, novas ofensivas visam ferir a dignidade de Castello, numa tentativa desesperada de minar sua campanha.

A campanha de Vinicius Castello representa uma ameaça direta ao grupo que atualmente governa Olinda, encabeçado pelo prefeito Lupércio e sua candidata à sucessão, Mirella Almeida. Aparentemente sem alternativas para impedir o avanço do candidato da oposição, os ataques pessoais se tornaram a principal ferramenta de uma campanha marcada pela falta de critério e ética. Atacam sem postura, como feras em desespero, lançando mão de golpes baixos, numa tentativa de desviar a atenção das propostas reais para o futuro de Olinda.

O cenário atual é preocupante e requer calma por parte do eleitor olindense. É fundamental que a população reflita sobre a importância de suas escolhas e não se deixe influenciar pelos ataques pessoais e mentiras repetidas. Como disse o filósofo Heráclito de Éfeso , “Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio”. Assim, o eleitorado tem em suas mãos a oportunidade de decidir o futuro da cidade com responsabilidade e serenidade.

Olinda, com sua rica história e beleza, merece um futuro digno. A cidade que inspirou poetas como Carlos Pena Filho e Alceu Valença, com seu litoral convidativo e suas paisagens encantadoras, não pode ser levada ao declínio por uma política de ódio e ataques pessoais. O momento é de reflexão e de escolha por um novo caminho, onde a renovação e a paz prevaleçam.

Como disse Geraldo Vandré, “a vida não se resume em festivais”. Chegou a hora de Olinda renascer, brilhando com a força da sua gente e o compromisso com a verdade. O futuro de Olinda está nas mãos de seu povo, e a escolha certa será decisiva para garantir uma cidade mais justa, humana e próspera.

O segundo turno é, portanto, um chamado à razão, à reflexão e ao compromisso com uma Olinda que renasce de suas próprias raízes, sem deixar-se abater por ataques baixos e sem fundamento.

Um grito de amor e liberdade. Por CLAUDEMIR GOMES

 Por CLAUDEMIR GOMES

Apesar da tentação, e do esforço, não consegui ir a Ilha do Retiro, quarta-feira para assistir ao jogo do Sport com o Operário, no qual o rubro-negro pernambucano, por falta de foco, amargou uma derrota (2×1), que não foi bem digerida por sua torcida. Coisa do futebol!

Mas a noite foi marcada por um momento divino: a orquestração do já tradicional cazá, cazá, desta feita puxado pela torcedora Sandra Bertini. Estou próximo a levantar a bandeira do cinquentenário como cronista esportivo. Nesta longa estrada testemunhei momentos de grandes emoções de diversas tribos. Mas poucos foram tão profundos, e significativos, quanto aquele grito de amor, tendo a senhora Bertini como grande protagonista.

Na época de efervescência dos clubes sociais recifenses, vi o cazá, cazá ser entoado com arranjos dos maestros Nelson Ferreira, Duda, Fernando Borges e até do paulista, Érlon Chaves.

Testemunhei as homenagens feitas pela torcida rubro-negro ao Mestre de Apipucos, Gilberto Freyre, e ao grande Ariano Suassuna, gritando seus nomes junto com o cazá, cazá.

O rubro-negro Severino Victor foi um dos fundadores da orquestra Treme Terra. Ele fazia questão de ressaltar que foi o primeiro a levar o frevo para as arquibancadas dos estádios pernambucanos. Certa vez, Victor me revelou, na redação do Diário de Pernambuco, que era “indescritível”, a emoção que sentia, quando adentrava na Ilha do Retiro, a frente da Treme Terra, e a torcida leonina gritava o cazá, cazá.

Dona Sandra Bertini!

Fecho os olhos, exijo o máximo da memória, mas é impossível lembrar todas as vozes, formas e lugares onde testemunhei rubro-negros entoando o grito do cazá, cazá. Todos, sem exceção, ao seu modo, ao seu jeito, procuravam, através da marca registrada a tribo leonina, expressar alegria e emoção.

Entretanto, confesso que, nenhum alcançou o estágio de sublimação como aquele momento, minutos antes de a bola rolar na Ilha do Retiro, quando fostes protagonista ao reger um coro de mais de vinte e seis mil torcedores, no mais inesquecível e emocionante de todos os cazá, cazá, já entoados no estádio rubro-negro.

Não foi um grito de guerra!

Foi um brado que descortinou o mais puro amor. A paixão de uma mulher que já esteve na iminência de ser a primeira dama do clube. Um grito que quebrou paradigmas, enterrou preconceitos.

Não estava presente ao estádio. Vi as imagens daquele momento sublime, pela primeira vez, através do smartphone. Emocionante! Transferi o vídeo para o computador. Por fim, cheguei à conclusão de que, aquelas imagens eram coisas de cinema, e as transportei para a televisão.

Enganam-se os que pensam que não se pode orquestrar uma explosão de emoção coletiva. Sandra Bertini provou que é possível sim. A maestrina utilizou o corpo e a alma para interagir com os 26.345 leoninos presentes no estádio. E todos atenderam o seu chamado. Assisti ao vídeo inúmeras vezes. A cada visão, uma nova descoberta.

Aquele silêncio sepulcral, em fração de segundos, num estádio com mais de vinte e seis mil torcedores, dava para ouvir o bater de asas dos pirilampos encandeados pelos novos refletores da Ilha do Retiro. E veio a explosão com a voz forte e imperativa da maestrina Sandra Bertini: “E para sempre será!”.

Naquele momento todos entenderam porque o “Sport estremece a terra”.

Sandra!

Você colocou efeitos especiais num presente dos céus: seu amor pelo Sport.

Advogado e Sindicato Ferroviário denunciam intimidações no caso Transnordestina

 

Em meio à complexa situação envolvendo a malha ferroviária do Nordeste, especialmente no trecho pernambucano da Transnordestina, novos acontecimentos trazem à tona questões ainda mais graves do que o abandono da infraestrutura. Além do impacto econômico e logístico que afeta diretamente a região, agora surgem denúncias preocupantes de intimidação e ameaças. O Sindicato dos Trabalhadores Ferroviários do Nordeste (SINDFER-NE), representado por seu presidente, Luis Claudio Gomes Barbosa, e o advogado Antônio Ricardo Accioly Campos, relataram publicamente tentativas de silenciamento por parte do Presidente das empresas Transnordestina Logística S.A. (TLSA) e Ferrovia Transnordestina Logística (FTL), Tufi Daher Filho, pertencentes ao Grupo CSN.

As ações, movidas no âmbito de um inquérito civil aberto pelo Ministério Público Federal (MPF), e de uma ação popular em curso, têm como foco o “apagão ferroviário” que atinge o Nordeste, e a negligência no avanço da Transnordestina. Segundo as denúncias, ao invés de prestar esclarecimentos sobre a situação, representantes das empresas optaram por intimidações, revelando a tentativa de calar vozes que expõem a falta de compromisso com a região. Esse movimento, além de ser um reflexo da resistência a prestar contas, levanta preocupações sobre o abuso de poder e a pressão contra aqueles que lutam pela melhoria das condições ferroviárias no Nordeste.

Abaixo, segue a íntegra da nota oficial divulgada pelas partes envolvidas:

Nota:

O Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Ferroviários do Nordeste, SINDFER-NE, Luis Claudio Gomes Barbosa e o advogado Antônio Campos denunciam ameaças e tentativa de intimidação por parte de Tufi Daher Filho, Presidente das empresas TLSA e FTL do Grupo CSN, referente a procedimentos por eles movidos sobre a malha ferroviária do Nordeste e a questão da Transnordestina, trecho Pernambuco, que está incomodando o poderoso grupo econômico.

1. Em razão da abertura de inquérito civil aberto pelo MPF e pela cobertura livre da imprensa, como também está em curso ação popular movida pelo advogado, passaram a receber intimidações e ameaças, que serão objetos de procedimentos específicos.

2. Noticiou ao Procurador da República, presidente do inquérito, tentativa de intimidação de parte, colocando-se de imediato para prestar esclarecimentos sobre as intimidações, como também o Juiz Federal que preside a ação popular em curso, solicitando medidas acautelatórias urgentes contra a empresa e contra o Sr. Tufi.

3. No lugar de prestar esclarecimentos sobre os fatos e o inquérito aberto, parte para à agressão, típico de quem não tem razão. São Paulo vive um apagão de luz e o Nordeste vive um apagão da malha viária.

4. Não nos intimidarão!

Recife, 18 de outubro de 2024.

SINDFER-NE LUIS CLAUDIO GOMES BARBOSA

ANTÔNIO RICARDO ACCIOLY CAMPOS OAB/PE 12.310