Militante do PT é alvo de denúncia por injúria racial no RS; assista

“Olha a cor da sua pele”, disse a mulher provocando um homem negro

Militante do PT Foto: Instagram @josiasomartins

Uma militante do Partido dos Trabalhadores (PT) foi denunciada por injúria racial pelo suplente de vereador Josias Martins (PP), de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Segundo a vítima, o crime ocorreu no dia 22 de outubro enquanto ele estava no carro de som do candidato a prefeito Rodrigo Decimo (PSDB).

Ao passar pelo comitê do também candidato Valdeci Oliveira (PT), a militante desaprovou ver um homem negro apoiando outro partido e fez questionamentos sobre o cor da pele do suplente.

– Olha a cor da tua pele – diz a mulher branca passando a mão no próprio rosto.

Pelo Instagram, Josias Martins publicou o vídeo e revelou aos seus seguidores que resolveu levar o caso às autoridades e que espera que o PT se pronuncie sobre o ocorrido.

– Registrei um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil e espero que o PT se pronuncie e faça algo a respeito. É o mínimo! Mas confesso que eu ainda não consigo entender – escreveu.

O político ainda completou:

– Que amor é esse onde se julga uma pessoa pela cor da pele? Que amor é esse onde ofender de todas as formas é algo comum? Somos seres humanos, independentemente de cor de pele ou raça. O que nos define é o que somos por dentro. E não é sobre política. Pois respeito e empatia são atributos de pessoas de bem.

Assista:

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Multidão se aglomera para evitar cobrança defendida por Lula

Grupo de profissionais da educação foi até sindicato para apresentar oposição à contribuição sindical

Profissionais se aglomeram para tentar cancelar contribuição sindical Foto: Reprodução/TV Globo

Uma multidão de trabalhadores vem se aglomerando nos últimos dias na frente da sede do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança, ao Adolescente e à Família do Estado de São Paulo (Sitraemfa) para pedir isenção da taxa de contribuição sindical. A cobrança voltou a valer após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro de 2023.

O valor em questão, que era chamado de imposto sindical, tinha cobrança obrigatória até 2017, quando foi aprovada a reforma trabalhista no Congresso Nacional. Com a nova regra, os trabalhadores passaram a ser cobrados somente quando autorizavam o desconto na folha de pagamento em prol da representação sindical, o que, na prática, raramente acontecia.

No entanto, em setembro do ano passado, a Suprema Corte julgou constitucional que fossem instituídas, por acordo ou convenção coletivos, contribuições assistenciais para todos os empregados de uma categoria, ainda que não fossem sindicalizados, desde que assegurado o direito de oposição. Com isso, a regra passou a ser de que o valor fosse descontado.

É justamente esse direito de oposição ao desconto que os trabalhadores tentam exercer perante o Sitraemfa. No caso do sindicato da categoria, os profissionais foram orientados a apresentar a oposição ao desconto entre 21 e 25 de outubro, ou seja, o fim do prazo é nesta sexta-feira. De acordo com a convenção da categoria, o desconto sindical é de 3% do salário bruto.

Os pedidos até poderiam ser feitos virtualmente, mas uma instabilidade no site do sindicato levou ao aumento no número de pessoas procurando o local fisicamente, formando filas quilométricas e um certo tumulto após uma suposta tentativa de invasão no prédio da representação sindical nesta quinta-feira (24).

GOVERNO LULA É FAVORÁVEL À CONTRIBUIÇÃO
A cobrança de uma contribuição devida pelos trabalhadores aos sindicatos já foi defendida tanto pelo presidente Lula (PT) antes de ser eleito para o terceiro governo, quanto pelo seu ministro do Trabalho, Luiz Marinho, já após o início do terceiro governo lulista.

Em 2022, Lula disse ser contrário à volta do imposto sindical, ou seja, da cobrança compulsória do valor, mas defendeu que fosse aprovada uma lei para que trabalhadores e sindicatos decidissem conjuntamente qual contribuição deveria ser paga.

– Eu não quero mais imposto sindical. Mas o que a gente quer é que seja determinado, por lei, que os trabalhadores e a assembleia livre e soberana decidam qual é a contribuição dos filiados de um sindicato. E as centrais sindicais e as assembleias livres e soberanas decidam qual é a contribuição do sindicato para a entidade – disse.

Já em outubro do ano passado, pouco depois da decisão do STF, o ministro Luiz Marinho criticou o fato de trabalhadores não associados a sindicatos serem beneficiados por acordos firmados pela representação de suas categorias.

– No Brasil, um acordo fechado vale para trabalhadores associados e não associados. Não é justo que os não associados, como chupim, participem do resultado e não tenham nenhuma contribuição – completou.

Líder da oposição a Nicolás Maduro é encontrado morto

Partido opositor acusa o regime ditatorial de Maduro

Nicolás Maduro Foto: EFE/ Ronald Peña R.

O partido opositor Vontade Popular (VP) denunciou nesta sexta-feira (25) o “assassinato” de seu cofundador e líder do estado de Apure, no oeste da Venezuela, Edwin Santos, que havia sido detido, segundo a legenda, por agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) na última quarta-feira (23).

– O Vontade Popular denuncia, de forma responsável e com profundo pesar perante o país e a comunidade internacional, o assassinato de Edwin Santos pelo regime de [Nicolás] Maduro – afirmou em comunicado o partido, liderado pelo ex-prefeito Leopoldo López.

O partido garantiu que o ativista foi “assassinado depois de ter sido sequestrado por membros das forças de segurança do Estado”, um “fato confirmado por testemunhas no local” onde ele estava.

O VP afirmou que, até a tarde de quinta-feira (24), Santos estava na “sede da DGCIM (Direção Geral de Contrainteligência Militar) em Guasdualito”, uma cidade próxima da fronteira com a Colômbia.

De acordo com o partido, o opositor foi um “agente fundamental na vitória” em Apure nas eleições presidenciais de 28 de julho, em referência à vitória que a maioria antichavista, agrupada na Plataforma Democrática Unida (PUD), insiste que seu candidato, Edmundo González Urrutia, obteve nessas eleições, apesar de o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) ter proclamado Maduro como vencedor.

O VP advertiu que sua morte é um “sinal político claro de retaliação contra ele e contra o ativismo político democrático”.

– Esse caso confirma a continuidade das políticas de repressão, perseguição e assassinato de um regime criminoso – acrescentou o partido, razão pela qual disse que lutará por uma investigação independente, e conclamou o país a denunciar esse “assassinato brutal”.

A sigla citou a falta falta de liberdade que assola o país e o risco iminente de viver sob a ditadura violenta que acomete a Venezuela.

– Enquanto Nicolás Maduro permanecer no poder, nenhum cidadão na Venezuela, nem mesmo aqueles que agora fazem parte do regime, tem sua vida ou liberdade seguras. Maduro deve cair e a liberdade deve chegar para todos – acrescentou o VP, que expressou solidariedade à família e aos amigos do líder partidário.

Santos tinha 36 anos e era o coordenador local do comando da campanha presidencial da PUD, de acordo com o Comitê de Direitos Humanos do partido Venha Venezuela (VV), que exigiu uma investigação “transparente e independente”.

*EFE