Breton salienta papel de Orbán como interlocutor de Trump e lamenta falta de preparação da Europa

Thierry Breton
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De  Maia de la Baume – Euro News
Artigo publicado originalmente em inglês

O antigo comissário recorda uma conversa recente com o primeiro-ministro húngaro, na qual este se apresentou como um contacto europeu fundamental do recém-eleito 47º Presidente dos EUA, Donald Trump.

A União Europeia deveria estar mais bem preparada para o regresso de Donald Trump à Casa Branca e Viktor Orbán poderá ser a pessoa de contacto de Trump na Europa, afirmou Thierry Breton, antigo Comissário Europeu francês responsável pelo mercado interno da UE.

“Não creio que a Europa tenha estado tão preparada como deveria”, afirmou Breton em entrevista à Radio Schuman da Euronews, referindo-se à ‘magnitude’ da vitória de Trump nas eleições desta semana. “Por isso, sim, temos de estar preparados. E não temos um segundo a perder”.

Breton falou à Euronews enquanto os líderes se reuniam em Budapeste para a cimeira da Comunidade Política Europeia, que deverá ser dominada pela forma como a Europa deve responder à vitória de Trump na quarta-feira. O antigo presidente dos EUA ganhou oficialmente um segundo mandato na manhã de quarta-feira, depois de uma campanha acesa contra o Presidente Joe Biden e, mais tarde, contra a Vice-Presidente Kamala Harris.

Durante a sua campanha, Trump irritou os líderes europeus com promessas de que iria acabar com a guerra “em 24 horas”, e impor tarifas generalizadas a todos os produtos estrangeiros que entram nos Estados Unidos. “Podemos não gostar, mas é um novo mundo em que estamos agora”, disse Breton.

O antigo comissário também deixou claro que, com Trump no poder, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, poderá ser o principal interlocutor do presidente americano na Europa. “Quando Trump tinha questões sobre a Europa, era ele que falava com ele e era a ele que Donald Trump telefonava para tomar o pulso à situação ou desenvolver o seu ponto de vista”, disse Orbán a Breton durante uma recente reunião a sós com o líder húngaro em Budapeste, de acordo com o antigo comissário.

“Sabemos que ele vai desempenhar um papel importante”, acrescentou Breton. “Alguns podem não gostar, mas será uma realidade, pelo menos desde ontem, é uma nova realidade”.

Garantir que a Europa responde a uma presidência Trump com liderança e unidade é “absolutamente existencial para a Europa”, afirmou.

Breton disse que a Europa terá de implementar o apelo, incluído no relatório do antigo presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, para investir 800 mil milhões de euros por ano e estabelecer uma dívida comum, se quiser sobreviver à próxima “luta de gigantes” entre os EUA e a China. O relatório de Draghi, publicado há dois meses, apelava a uma “emissão regular e considerável pela UE de um ativo comum seguro e líquido para permitir projetos de investimento conjuntos” em toda a União.

Até há pouco tempo, Breton era o poderoso Comissário Europeu responsável pelo mercado interno da UE. Esperava-se que fosse reconduzido pela França, o seu país de origem, num cargo igualmente importante.

Mas, em setembro passado, anunciou a sua demissão numa carta de palavras duras dirigida a Von der Leyen, culpando a sua “governação questionável” por ter pressionado a França a apresentar outro candidato para o substituir “por razões pessoais”.

Nesta entrevista, Breton recusou voltar a acusar Von der Leyen ou julgar as suas propostas para a próxima Comissão Europeia. Mas opôs-se à decisão de von der Leyen de nomear seis vice-presidentes executivos na sua nova equipa. O princípio não está previsto nos tratados da UE e deveria ser “um comissário, um voto”, afirmou. O poder de um comissário, acrescentou, depende menos do seu título do que do seu acesso às direções-gerais da Comissão, que desenvolvem e gerem as áreas políticas da UE. “Quanto ao resto, é mais uma coordenação ligeira, mas isso é outra história”, afirmou.

A saída de Breton causou uma grande agitação em Bruxelas, onde tinha adquirido uma forte influência.

Na Comissão Europeia, destacou-se como um ator de poder quase omnipresente e frequentemente franco, reforçando a produção de vacinas contra a covid-19 ou aumentando a ajuda militar à Ucrânia. Não se coibiu de criticar as grandes empresas de tecnologia e de insistir numa maior regulamentação para controlar os seus excessos.

Os medos de cada um. Por CLAUDEMIR GOMES

Por CLAUDEMIR GOMES

No fechamento da última rodada do Brasileiro da Série B, o narrador da Rádio Clube, Bartolomeu Fernando, bradou: “Agora vamos ver quem tem garrafa pra vender”. Sua analogia fazia referência a briga pelo acesso, que a três jogos do final do campeonato ficou restrita a cinco clubes: Santos, Novohorizontino, Mirassol, Sport e Ceará.

Obviamente as três equipes paulistas levam vantagem por somarem maior número de pontos. A última vaga, teoricamente, será a resultante do vencedor da “briga” entre os nordestinos Sport e Ceará.

Impossível mensurar o aumento do número de promessas feitas a Nossa Senhora da Conceição e ao Padre Cícero Romão. Mas o Papa Francisco, na sua mais recente homilia, mandou um recado: “Deixem os santos em paz. Eles estrão fora dessa briga”.

E no cenário onde existe mais medos do que esperanças, surgem as “verdades” de cada um, que nem sempre condiz com a verdade dos fatos.

O torcedor do Sport anda vendo chifre em cabeça de cavalo e arrancando cabelo em ovo de galinha.

“Esse narrador da Globo é do Ceará e fica secando o Sport o tempo todo”, diz exaltado o amigo leonino em mensagem do whatsapp. Em seguida recebo nova mensagem de um outro torcedor rubro-negro: “Não gosto desse goleiro: ele falha em bolas fáceis e é um chamariz de gol”. Antes de a partida com o Operário ser concluída, o telefone toca. Do outro lado, com indisfarçável irritação, mas com voz firme e pausada, o desabafo de mais um torcedor do Sport: “O time é fraco. O presidente faz uma boa gestão, entretanto, os diretores do futebol são inocentes”.

O clima da noite ficou pesado. É como se estivesse vendo Maísa Matarazzo cantar: “Meu mundo caiu”.

De Palmares, recebo a ligação de Bebel Miranda, que acabara de ver o jogo em companhia dos “Leões da Mata”, e não segurava sua aflição: “Tio! Será que vai?”.

O taxista Val, tricolor confesso, passa o tempo todo secando o Leão, abriu um sorriso, deu um trago no seu inseparável cigarro, e sentenciou: “O Sport não sobe!”.

“Deixa quieto!”, rebateu o mestre Humberto Araújo, como se quisesse avisar que o sofrimento faz parte da liturgia de todas as conquistas do Sport. Araújo, assim como todo torcedor do Sport, está aflito. Sempre que isso acontece, opta por ver o jogo no seu bar – O PURGATÓRIO – degustando uma Pitú Golden com alguma fruta da época.

Dentre os times que brigam pelo acesso, o Sport foi o único que não venceu na última rodada. Aliás, o rubro-negro é o único que acumulou duas derrotas nas últimas apresentações. Todos os outros candidatos a dar um salto para a Série A contabilizaram vitórias.

A tribo vermelha e preta está em polvorosa. Vale um trago na cannabis.

“Quem tem garrafa pra vender?”

Para com isso cidadão!

Chegou a hora da onça beber água.

Presidente da Câmara de Vereadores é afastado por suspeita em esquema de ‘Rachadinha”

Deoclécio Lira (Cidadania), o filho dele e o secretário-geral da Casa foram alguns dos 23 alvos da Operação Fetta, deflagrada nesta terça (5), pela Polícia Civil

 

Presidente da Câmara de Vereadores é afastado por suspeita em esquema de ‘Rachadinha”
Deoclécio Lira (Cidadania), o filho dele e o secretário-geral da Casa foram alguns dos 23 alvos da Operação Fetta, deflagrada nesta terça (5), pela Polícia Civil
Presidente do Legislativo Municipal de Ipojuca, no Grande Recife, o vereador Deoclécio Lira (Cidadania) foi afastado da Câmara por suspeita de liderar um esquema de “rachadinhas”.
Ele é um dos alvos da Operação Fetta, deflagrada, nesta terça-feira (5), em Pernambuco e na Bahia.
Além dele, outros 13 comissionados do gabinete do parlamentar foram retirados de seus cargos.
Cumpridos pela Polícia Civil pernambucana, foram realizados, ao todo, 23 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Comarca de Ipojuca.

Deoclécio Lira (Cidadania), o filho dele e o secretário-geral da Casa foram alguns dos 23 alvos da Operação Fetta