‘Como negro não me sinto representado por Anielle Franco’, diz Joel da Harpa

O Deputado Joel da Harpa votou contra dedicar a ‘Medalha Antirracista Marta Almeida’, comenda especial da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), à ministra da Igualdade Racial do Brasil, Anielle Franco. A comenda é para pessoas ou organizações que se destaquem na luta antirracista, porém o parlamentar acredita que a ministra não tem serviços relevantes prestados ao povo pernambucano que justifique tal honraria.

“Meu voto reflete esse entendimento e o compromisso com homenagens que realmente reconheçam ações significativas para Pernambuco”, afirma. Joel destaca que também é negro, mas não se sente representado pela ministra. “É importante que a gente lute contra o racismo, mas sem querer fazer política partidária. E é isso que esses grupos tentam fazer em todo tempo. Por conta disso, sou contrário a homenagem”, explica.

Lembrando que Joel da Harpa é o autor da principal lei de combate ao racismo do Estado. A Lei Vini Jr. Atos discriminatórios praticados contra negros, mulheres ou população LGBTQIA+ em espaços esportivos serão punidos com ainda mais rigor em Pernambuco. É o que determina a Lei n° 18.576/2024, aprovada pela Alepe e em vigor desde agosto. Além de impor o pagamento de multas de até R$ 200 mil, a norma proíbe os infratores de frequentarem as arenas e ginásios do Estado por até 30 anos.

Ativista indiana cobra governo Lula após mãe ser roubada no RJ

Licypriya Kangujam disse que chegou a pedir ao governo brasileiro que providenciasse segurança para ela

Licypriya Kangujam no G20 Foto: Reprodução/YouTube Governo do Brasil

A ativista indiana Licypriya Kangujam, que relatou que sua mãe teve um cordão de ouro roubado no último domingo (17), no Rio de Janeiro, um dia após ela discursar no G20 Social, cobrou o governo Lula (PT) pelo ocorrido. Em uma publicação nas redes sociais sobre o ocorrido, Kangujam disse que chegou a pedir da gestão do petista que fornecesse segurança a ela, mas que ouviu que não era necessário.

– Minha equipe de protocolo solicitou anteriormente ao departamento de comunicação do Gabinete do Presidente que fornecesse segurança para mim, mas eles garantiram que tudo estava seguro, pois o G20 seria um evento de alta segurança. Porém, eles falharam em nos fornecer quaisquer medidas de segurança para nossa proteção. Isso é muito lamentável e estamos muito decepcionadas – disse.

Ao final da postagem, a ativista indiana ainda deixou um questionamento sobre qual mensagem o Brasil deixa para o resto do mundo diante do que aconteceu com ela, mesmo diante de um esquema de segurança organizado para um evento de grande porte como o G20.

– Que mensagem o Brasil está enviando ao mundo com tal incidente em um evento de alta segurança como o G20 e a próxima COP30? – indagou.

SOBRE O OCORRIDO
Licypriya Kangujam, que integrou a comitiva do Timor Leste no G20 Social, relatou que sua mãe teve um cordão de ouro roubado no último domingo (17). Pelas redes sociais, ela disse ter ficado desapontada com o ocorrido e afirmou que ninguém fez nada após o relato do crime.

A ativista ainda publicou um vídeo no qual registrou como aconteceu o ocorrido e em que ela também mostrava a mãe, que estava bastante nervosa e chorando muito, tanto dentro da viatura da polícia quanto no local onde foi roubada.

Segundo o portal G1, a Operação Segurança Presente confirmou que foi chamada para prestar atendimento para as duas mulheres. De acordo com a polícia, as duas foram atendidas por uma equipe bilíngue e os agentes as levaram para percorrer algumas ruas do bairro, em uma viatura, na tentativa de localizar os autores do furto.

No entanto, temendo perderem o voo, as duas não quiseram ir até a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), no Leblon, na Zona Sul da cidade, fazer o registro. Por esse motivo, o registro de ocorrência foi feito na 5ª Delegacia Policial, com o apoio de agentes da Deat. A investigação do caso segue em andamento.

No G20 Social, Kangujam havia participado no sábado (16) de uma conversa sobre a urgência por medidas para enfrentar a crise climática e o engajamento de crianças e jovens para estimular mais celeridade nessas ações.

Moraes cita a si mesmo 44 vezes em decisão sobre operação da PF

Situação denota mais um episódio em que o ministro é juiz e vítima ao mesmo tempo

Ministro Alexandre de Moraes, do STF Foto: Rosinei Coutinho/STF

Na decisão em que autorizou a Operação Contragolpe, realizada nesta terça-feira (19) pela Polícia Federal (PF), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), citou a si mesmo nada menos do que 44 vezes, em mais um episódio que denota a participação do magistrado como juiz e vítima em um mesmo processo.

A operação em questão apura um suposto plano, denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que seria executado no dia 15 de dezembro de 2022, voltado ao homicídio do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB). Moraes também estaria entre os alvos.

Em uma das citações a si mesmo, Moraes diz que “a investigação logrou êxito em identificar novos elementos de prova que evidenciaram a efetiva realização de atos voltados ao planejamento, organização e execução de ações de monitoramento” de seus passos.

– A partir da realização da Operação Tempus Veritatis e da análise dos dados armazenados nos telefones celulares apreendidos em poder de Rafael Oliveira [um dos investigados], “a investigação logrou êxito em identificar novos elementos de prova que evidenciaram a efetiva realização de atos voltados ao planejamento, organização e execução de ações de monitoramento do ministro Alexandre de Moraes” – disse.

Na ação policial, foram presos quatro militares do Exército e um agente da PF, além de serem cumpridos três mandados de busca e apreensão e 15 medidas cautelares diversas da prisão. O Exército Brasileiro acompanhou o cumprimento dos mandados, que foram efetivados no Rio de Janeiro, Goiás, Amazonas e Distrito Federal.