Ondas gigantes deixam um morto no Equador e portos fechados no Peru

Uma pessoa morreu no Equador e portos foram fechados em todo o Peru devido a ondas gigantes de até quatro metros de altura que atingiram a região, informaram autoridades neste sábado (28).

Muitas praias ao longo do litoral central e norte do Peru foram fechadas para evitar riscos de vida, segundo as autoridades locais. As ondas submergiram píeres e praças públicas, forçando moradores a buscar áreas mais altas, mostraram imagens da mídia local. No Equador, a Secretaria Nacional de Gestão de Riscos informou que um corpo foi encontrado na cidade costeira de Manta.

“O Corpo de Bombeiros de Manta relatou que, às 6h da manhã, o corpo de uma pessoa desaparecida foi encontrado sem vida no setor de Barbasquillo”, anunciou a agência nas redes sociais.

O Peru fechou 91 dos seus 121 portos até 1º de janeiro, segundo o Centro Nacional de Operações de Emergência em publicação na rede social X, antigo Twitter.

O município de Callao, próximo à capital Lima e onde está localizado o principal porto do país, fechou várias praias e proibiu barcos de turismo e pesca de saírem ao mar.

“Essas ondas estão sendo geradas a milhares de quilômetros de distância do Peru, na costa dos Estados Unidos”, explicou o capitão da marinha Enrique Varea ao canal de televisão N. “São ondas geradas por um vento persistente na superfície do oceano que está se aproximando de nossas costas”, disse ele.

Dezenas de pequenos barcos de pesca e negócios próximos ao mar foram afetados, de acordo com imagens transmitidas na televisão e redes sociais.

Da AFP.

Morre Jimmy Carter, ex-presidente dos EUA e Nobel da Paz

Morreu neste domingo (29), aos 100 anos, Jimmy Carter, presidente dos EUA entre 1977 e 1981. A informação foi confirmada por seu filho ao jornal americano “The Washington Post”.

O político, filiado ao Partido Democrata, foi senador e governador do estado da Geórgia antes de chegar à presidência, marcada por uma grave crise econômica e esforços de paz em todo o mundo.

Uma disputa diplomática com o Irã resultou no sequestro de 52 americanos na embaixada em Teerã em 1979. Os reféns só foram soltos 444 dias depois, já na gestão do presidente Reagan, e o caso manchou a reputação de Carter, criticado por lidar de forma desastrosa com o evento.

Ele continuou atuando politicamente por meio da Fundação Carter, criada por ele em 1982, e organizou missões diplomáticas pelo mundo. O político ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2002.

Vida

James Earl “Jimmy” Carter Junior nasceu em 1º de outubro de 1924 na pequena cidade rural de Plains, no estado da Geórgia. Seu pai era um fazendeiro e homem de negócios e sua mãe, uma enfermeira.

Ele fez o ensino básico em um escola pública local e passou pela Faculdade do Sudoeste da Geórgia e pelo Instituto de Tecnologia do estado antes de se formar bacharel em Ciência, em 1946, pela Academia Naval dos Estados Unidos. ?Também em 1946, ele se casou com Rosalynn Smith, de sua cidade natal.

Na Marinha, Carter serviu em submarinos pelos oceanos Atlântico e Pacífico e chegou ao cargo de tenente. Foi escolhido por um superior para entrar no programa de submarinos nucleares e foi enviado para Schenectady, Nova York, onde se formou em tecnologia de reatores e física nuclear.

Após seu pai morrer em 1953, ele saiu da Marinha e voltou para Plains, onde assumiu os negócios da família, que incluíam fazendas e uma empresa de suprimentos rurais.

Vida política

Jimmy começou a vida política na cidade, servindo como administrador da educação, do hospital e da biblioteca locais e se tornou líder da comunidade e se filiou ao Partido Democrata.

Em 1962, ele ganhou a eleição para o cargo de senador pelo estado da Geórgia, com mandato de dois anos. Carter adquiriu notoriedade por atacar gastos governamentais e por ser contrário a leis que tiravam o direito de votar dos negros. Foi reeleito em 1964.

O político se candidatou para o governo do estado em 1966, mas nem chegou a ganhar as primárias do Partido Democrata. Ele tentou novamente e venceu em 1970 ao apresentar uma plataforma mais conservadora, buscando apoio de defensores da segregação racial. Mas, já no discurso de posse, em 1971, sinalizou para o fim da discriminação racial no estado.

Carter foi governador até 1975, e durante seu mandato promoveu uma reforma administrativa que enxugou o gasto das agências públicas. O aborto foi legalizado — com restrições — no estado em 1973 após decisão da Suprema Corte do país, apesar dele, um batista fervoroso, se opor pessoalmente.

Presidência

Em 1974, ainda governador, Jimmy anunciou sua candidatura à presidência para a eleição que seria realizada dois anos mais tarde. Ele ganhou as eleições em 1976 e tornou-se o 39º presidente dos EUA no ano seguinte, servindo até 1981.

A gestão do presidente foi marcada por uma forte crise econômica e energética no país, um esforço diplomático de paz no resto do mundo e o sequestro de 52 americanos em Teerã por iranianos.

Nos EUA, Carter enfrentou o aumento dos preços da energia, reflexo da crise do petróleo de 1973 e índices altos de inflação, que motivaram a queda da taxa de crescimento do país.

O presidente foi saudado internacionalmente por mediar um acordo histórico entre Israel e Egito em 1978. Menos unânime foi a decisão de liderar um boicote de vários países às Olimpíadas de 1980, realizadas em Moscou, devido à guerra soviética no Afeganistão.

Sequestro no Irã

Carter cedeu asilo nos EUA a um opositor do aiatolá Khomeini, que acabara de tomar o poder no Irã, o que motivou militantes islâmicos a fazer 52 reféns na embaixada dos EUA em Teerã, em 1979.

O presidente foi criticado pela forma desastrosa como lidou com a situação: após falhar no diálogo diplomático, autorizou uma operação militar sem sucesso que resultou em oito mortes, inclusive a de um civil iraniano.

Carter buscou a reeleição em 1980, mas foi derrotado facilmente pelo republicano Ronald Reagan. Os reféns só foram libertados após a posse de Reagan em 1981, 444 dias após sequestrados.

Após a presidência

Já em 1981, Carter voltou à sua cidade natal e retomou o controle dos negócios familiares. A partir de então, começou a dar aulas.

Em 1982, fundou o Centro Carter, um instituto sem fins lucrativos que “aborda questões nacionais e internacionais de políticas públicas”, nas palavras da entidade.

Carter continuou ativo politicamente por meio da organização e promoveu ações humanitárias em uma série de países como Haiti, Coreia do Sul e nações africanas.

Em 2002, recebeu o Prêmio Nobel da Paz pela promoção de soluções pacíficas em conflitos internacionais.

Jimmy e Rosalynn tiveram quatro filhos. Um dos netos, Jason, foi eleito senador da Geórgia pelo Partido Democrata em 2010.

Do G1.

João Campos suspende contrato milionário após suspeita de sobrepreço

Prefeito do Recife, João Campos (PSB) suspendeu um contrato com a empresa do filho do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (PSDB). A decisão ocorre após a coluna revelar a suspeita de sobrepreço de R$ 12,5 milhões no acordo para fornecer energia solar a escolas públicas do município.

O recuo da prefeitura foi oficializado três dias após a publicação da reportagem. A ordem foi assinada por Danielle Duca, secretária-executiva de Infraestrutura na Secretaria de Educação do Recife. Nenhum valor chegou a ser desembolsado pela gestão municipal.

O contrato foi firmado pela Prefeitura do Recife com a empresa Enove. O dono da companhia é Álvaro Porto de Barros Filho. Além de filho do atual presidente da Alepe, o empresário é primo do relator do caso no Tribunal de Contas do Estado, o conselheiro Eduardo Lyra Porto de Barros. O valor total do contrato era de R$ 19 milhões.

De acordo com auditoria do TCE, o contrato visa a instalação de sistema de geração de energia solar fotovoltaica ongrid em unidades escolares do Recife. O acordo previa a elaboração de projetos, laudos, pareceres, análise de viabilidade econômica e treinamento.

“Nota-se que o valor contratado é quase o triplo do preço médio obtido na consulta de preços e está 182% acima do valor de mercado. Assim, é possível constatar um sobrepreço unitário de R$ 4.838,89. Por sua vez, para o quantitativo total contratado de 2.600 KWp, obtém-se um sobrepreço total no contrato de R$ 12.581.114,00 (doze milhões, quinhentos e oitenta e um mil, cento e quatorze reais)”, pontuou o corpo técnico do TCE.

Os analistas ainda indicaram ausência de estudos técnicos preliminares, projeto básico e orçamento para o contrato. “No caso concreto, não foram avaliadas as diferentes alternativas para diminuição do gasto com energia elétrica, como, por exemplo, a instalação de usina fotovoltaica (on grid, off grid e híbrido), a adesão ao mercado livre de energia, a geração compartilhada e a exploração de possíveis parcerias público-privadas, demonstrando a vantajosidade da solução escolhida em relação às outras”, destacaram.

Do portal Metrópole.