João Paulo é cotado para ser novo secretário de Educação de Pernambuco

Por Guilherme Anjos
Do Diario de Pernambuco

Com a saída de Alexandre Schneider, a Secretaria estadual de Educação e Esportes pode ser a porta de entrada dos petistas na gestão Raquel Lyra (PSDB). Nos bastidores da pasta, o nome do deputado estadual João Paulo (PT) tem sido cotado desde dezembro de 2024.

Então titular da Secretaria, Schneider deixou o comando da pasta para se reunir com a família em São Paulo, enquanto sua esposa trata de um câncer. Quem assume interinamente é o atual secretário-executivo de Administração e Finanças, Gilson Filho – nome ligado às bases de Raquel Lyra em Caruaru.

O Diario de Pernambuco apurou que Gilson Filho deve permanecer no comando da pasta até o fim do recesso parlamentar, quando o senador Humberto Costa (PT) deve se reunir com o presidente Lula (PT) para discutir a formalização da aliança com a governadora.

No entanto, os petistas aguardam uma sinalização concreta de que Raquel Lyra quer Lula em seu palanque em 2026, e da sua migração para um partido da base do Governo.

A CNB – corrente majoritária do PT, composta por nomes como Humberto Costa, o deputado federal Carlos Veras (PT), e os três deputados estaduais pernambucanos – estaria descontente após ficar de fora do primeiro escalão do prefeito do Recife, João Campos (PSB).

O convite feito ao ex-vereador Vinicius Castello (PT), atrelado a Humberto, para comandar uma secretaria-executiva na Infraestrutura sem passar pelo Partido dos Trabalhadores teria sido a gota d’água para a CNB.

A relação entre a legenda e João Campos vem se desgastando desde antes das eleições municipais, quando o socialista não optou por um indicado do PT para vice-prefeito. Desde então, os petistas vêm trocando acenos com Raquel Lyra.

Nos bastidores, o papel de João Paulo na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) seria, inclusive, ‘colocar lenha na fogueira’ sobre uma possível aproximação ao Governo Estadual.

Após convite de Trump, Bolsonaro pede ao STF para ir à posse no dia 20

Bolsonaro se defende sobre ida a embaixada da Hungria: 'Não há preocupação com prisão preventiva' - BBC News Brasil

Bolsonaro precisa desesperadamente do seu passaporte

Igor Gadelha e Gustavo Zucchi
Metrópoles

Após receber o convite para comparecer à posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, o ex-presidente Jair Bolsonaro acionou o STF para reaver seu passaporte e poder viajar para Washington.

A informação foi confirmada pelo filho do ex-presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O ex-presidente teve seu passaporte aprendido em fevereiro de 2024, por conta das investigações de um possível golpe de estado.

PEDIDO AO SUPREMO – Ainda segundo o deputado, o advogado de Bolsonaro, Paulo Bueno, já enviou a petição ao STF pedindo autorização para a viagem do ex-presidente.

Recentemente, o ministro Alexandre de Moraes autorizou Bolsonaro a ir ao velório e a missa de sétimo dia da mãe de Valdemar Costa Neto e encontrar com o presidente nacional do PL. Eles estavam proibidos de se falar por ambos serem investigados no inquérito sobre um possível golpe de estado em 2022.

A posse de Trump e seu vice, o senador J.D Vance, irá acontecer no próximo dia 20 de janeiro.

Militares já veem novo foco de crise com Lula por ato de 8 de janeiro

Em Brasília, Lula participa de solenidade com militares da Marinha

Militares acham que este ato ajuda a dividir o país

Bela Megale
O Globo

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e os comandantes das Forças Armadas participaram do ato que marca os dois anos do 8 de janeiro, nesta quinta-feira, para dar o recado que não compactuam com os ataques e prezam pela democracia. Nos bastidores, porém, militares da ativa e da reserva já veem um novo foco de crise envolvendo o próprio evento.

O fato que tem sido alvo de críticas na caserna foi o último momento do evento, no qual Lula desceu a rampa do Palácio do Planalto para um abraço em torno da palavra “democracia”, escrita com flores. No local estavam representantes do MST, CUT e outros movimentos sociais que fazem parte da base do PT, os quais estão entre os organizadores do ato.

ASPECTOS IDEOLÓGICOS – Para os militares, o gesto pode passar a imagem de que predomina o aspecto ideológico no evento. E ainda existe a preocupação de que alguns discursos inflamem os ânimos nas Forças Armadas.

O clima entre governo e os fardados azedou há alguns meses, com a mudança do regime de aposentadoria dos militares proposta pelo Ministério da Fazenda no pacote fiscal.

Outro fator foi a prisão e indiciamento de oficiais das Forças, inclusive de alta patente, no inquérito do golpe que tem Jair Bolsonaro como personagem central.

SEM BADALAÇÃO – O sentimento nas Forças Armadas está em sintonia com uma ala de ministros do governo, que avalia que o ato deveria ser mais protocolar e, até mesmo, reduzido a manifestações públicas do presidente Lula e de autoridades que representam os Três Poderes.

Para esse grupo, colocar o 8 de janeiro como uma bandeira do governo ajuda a acirrar a divisão da sociedade.

A maioria dos integrantes do governo Lula, porém, defende que é necessário transformar essa data num marco, especialmente diante da violência dos ataques proferidos contra os prédios dos Três Poderes e do risco do retorno da extrema direita ao poder, como ocorreu nos Estados Unidos com Donald Trump.