Mesmo derrotado nas urnas, Maduro legitima fraude e assume novo mandato na Venezuela

Ao prestar juramento, Maduro prometeu um regime marcado por “paz, prosperidade e uma nova democracia”. Em discurso, exaltou a sua retórica anti-imperialista e disse, outras coisas, que sua vitória veio “da vontade popular”.

“Eu não fui eleito pelo governo dos Estados Unidos, nem pela oligarquia. Venho do povo, sou do povo, e meu poder emana da história e do povo, e ao povo devo minha vida completa”, declarou.

Desde as eleições de julho de 2024, a legitimidade da vitória de Maduro tem sido questionada. A oposição e grande parte da comunidade internacional acusam o governo de não apresentar atas eleitorais que comprovem os resultados das urnas.

Diante das críticas, Maduro adotou medidas antidemocráticas, como o rompimento de relações diplomáticas com países que contestaram sua vitória e a prisão de estrangeiros, acusados de serem mercenários.

A repressão à oposição também se intensificou nos últimos meses. Edmundo González, adversário de Maduro nas eleições, buscou asilo político na Espanha após ser alvo de uma ordem de prisão. Dias antes da posse, o governo ofereceu uma recompensa de US$ 100 mil pela captura do ex-embaixador.

Outro caso recente foi a detenção de María Corina Machado, opositora de Maduro, em Caracas. Ela foi liberada após cerca de uma hora, mas o episódio gerou críticas da comunidade internacional.

Segundo a Missão Internacional Independente de Investigação da ONU, mais de 1,8 mil pessoas estão presas na Venezuela por motivos políticos. A repressão, que aumentou desde as eleições de 2024, foi apontada como um dos mecanismos de controle do regime chavista.

Vídeo: Reação de Kamala ao ver Obama e Trump conversando viraliza

Vice-presidente não disfarçou o incômodo

Kamara olha Obama e Trump conversando Foto: Reprodução

Viralizou na rede social X vídeos que mostram a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, reagindo à conversa informal, atrás dela, entre o ex-presidente Barak Obama e o presidente eleito Donald Trump.

O vídeo foi gravado nesta quinta-feira (9), durante a cerimônia fúnebre do ex-presidente americano Jimmy Carter, que reuniu diversas autoridades do país em Washington D.C.

No flagra, Obama e Trump conversam informalmente, entre sorrisos, antes do início do serviço religioso. Harris, que acabava de chegar e sentar em seu lugar, olha para trás e demonstra incômodo com a situação.

Harris, acompanhada de seu marido, Douglas Emhoff, chega a respirar fundo depois de olhar para trás e ver os dois políticos, de partidos rivais, conversando. Ela não os cumprimenta e também não faz nenhum cumprimento ao casal que chegou depois dela: Joe e Jill Biden.

Assista:

Lula veta pensão para crianças com microcefalia e revolta mães

Outros problemas congênitos causados pelo zika vírus também não receberão o auxílio previsto

Presidente Lula Foto: Washington Costa/Ministério da Fazenda

O Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (9) trouxe o veto total do presidente Lula (PT) para o projeto de lei que previa indenização por dano moral e concessão de pensão especial a crianças com microcefalia e outras deficiências permanentes causadas pelo vírus da zika.

O projeto ficou quase dez anos em tramitação no Congresso, sendo de autoria de Mara Gabrilli (PSD-SP), antes deputada federal e hoje senadora. Ela sugeriu pagamento de indenização no valor de R$ 50 mil e o pagamento de uma pensão vitalícia às crianças seguindo o teto do INSS (R$ 8.092,54, no valor atual).

A justificativa para vetar a pensão de crianças de cerca de 1.589 famílias foi “por contrariedade ao interesse público e por inconstitucionalidade”.

A decisão do petista gerou revolta nas mães das crianças que seriam beneficiadas com esta lei. A ONG UniZika Brasil fez uma crítica em seu Instagram oficial, lamentando que Lula ouviu seus ministros e vetou o projeto.

Segundo a instituição, o governo “não nos chamou para conversar, para construir o melhor caminho, nunca se interessou em nos receber, mesmo em meio a tantas tentativas” e ainda “publicou uma medida provisória como um ‘cala boca’ para essas famílias, falando em ‘apoio financeiro’”.

As senadoras Mara Gabrilli e Damares Alves (Republicanos-DF) se pronunciaram na publicação da ONG prometendo derrubar o veto presidencial.

– Continuaremos juntas nessa luta, agora pela derrubada do veto. Sigamos em frente. Contem comigo! – disse a autora do projeto de lei.

– Queridas famílias. Já vamos começar hoje o movimento pela derrubada do veto. Não desanimem. Eu já estava com este temor e já estava falando com os colegas parlamentares. A mobilização de vocês será necessária e decisiva. Não desanimem – escreveu Damares.

Confira: