PSDB confirma fusão e quer Eduardo Leite candidato à presidência em 2026

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O PSDB confirmou que pretende se fundir ou se incorporar a outro partido ainda neste ano. A sigla também afirmou que apoiará a candidatura do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, à Presidência da República em 2026.

À CNN, o presidente nacional do partido, Marconi Perillo, afirmou que Leite “tem pretensões à candidatura” e que possui um perfil muito alinhado com as expectativas do partido e do Brasil.

“Eduardo Leite é um político culto, preparado, conciliador e provou resiliência por passar por dois acontecimentos que exigiram muito dele, a pandemia da Covid-19 e as enchentes de 2024”, comentou.

Atualmente, o gaúcho é um dos três governadores tucanos com mandato no país. Desde as eleições de 2022, Leite despontou em pesquisas como um possível candidato da “terceira via” frente à polarização, na época, de Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O político chegou a renunciar do cargo meses antes para concorrer ao Executivo nacional, mas, por imbróglios da sigla, desistiu. Assim, concorreu mais uma vez ao governo do Rio Grande do Sul e conquistou a reeleição — a primeira na história do estado desde a redemocratização.

CNN

Recife é a capital com o aluguel mais caro para morar no Nordeste e o terceiro do Brasil

No Recife, o metro quadrado para aluguel é o mais caro do Nordeste e o terceiro maior do país. Os dados foram divulgados no índice FipeZap, divulgado nesta terça-feira (14). A capital pernambucana apresentou o valor médio de R$ 54,95/m² em 2024, atrás de Florianópolis (R$ 54,97/m²) e São Paulo, que ocupa o primeiro lugar no ranking com R$ 57,59/m².

O valor do metro quadrado (m²) alcançou a média de R$ 48,12 no Brasil. A alta supera a inflação oficial, calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Porém, apresenta uma desaceleração em relação aos dois anos anteriores: 2022 (16,55%) e 2023 (16,16%).

O levantamento é uma parceria entre a plataforma de anúncio de imóveis Zap e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), ligada à Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). O índice acompanha os preços de locação de apartamentos prontos em 36 cidades brasileiras, sendo 22 capitais, com base em informações de anúncios veiculados na internet.

O Recife apresentou uma variação no valor do aluguel de 16,17%, acima da média nacional no país, que foi de 13,5% em 2024, de acordo com o Índice FipeZap. A capital que apresentou maior aumento médio do aluguel foi Salvador, 33,07%, seguida por Campo Grande (26,55%) e Porto Alegre (26,33%). São Paulo (11,51%) e Rio de Janeiro (8%) tiveram aumentos de preço abaixo da média do Índice FipeZap.

Bairros mais caros da capital

De acordo com o levantamento, entre os bairros com maior preço médio apresentado em dezembro de 2024, o Pina lidera com o R$ 67,8/m², seguido por Boa Viagem (R$ 59,5/m²), bairros da Zona Sul da capital, e Parnamirim (R$ 57,3 /m²), Zona Norte.

Veja a lista completa:

·      Pina (R$ 67,8/m²)

·      Boa Viagem (R$59,5/m²)

·      Parnamirim (R$ 57,3 /m²)

·      Tamarineira (R$ 56,2 /m)

·      Graças (R$ 55,4 /m²)

·      Santo Amaro (R$ 54,0 /m²)

·      Madalena (R$ 50,4 /m²)

·      Casa Amarela (R$ 50,3 /m²)

·      Espinheiro (R$ 47,9 /m²)

·      Cordeiro (R$ 30,3 /m²)

Fatores que aumentam a valorização do imóvel

De acordo com o diretor do Sindicato de Habitação de Pernambuco (Secovi-PE), Elísio Cruz, a localização dos imóveis é um dos grandes fatores que contribuem para a alta dos preços.

“No Recife, principalmente os condomínios que estão próximos à orla de Boa Viagem, são sempre mais caros. Por ser uma avenida curta, com vários trechos, que compreende o Pina até Piedade, com cerca de 8 km, isso acaba pressionando os valores para cima”, afirma. Ele aponta também que além dessa localização, outros imóveis que são sempre valorizados são os que ficam próximos à escolas, praças e shoppings centers.

Ainda de acordo com o diretor da Secovi-PE, os fatores que contribuem para que o condomínio seja ainda mais procurado para locação são os que oferecem mais lazer e uma estrutura para as famílias, por exemplo, com três quartos ou com quatro quartos mais compactos.

Para Elísio Cruz, a precificação varia de acordo com a localização, fatores que vão depender se imóvel é novo ou usado. “O valor do imóvel novo é quase tabelado de modo geral, dependendo da região, existe um custo de construção, que varia muito pouco de obra em obra e a localização é outro ponto importantíssimo. Já os imóveis usados, as influências são como o estado de conservação e idade do imóvel. Isso serve tanto para a venda quanto para a locação”, destaca.

O vice-presidente da Secovi-PE, Luciano Novaes, contestou o índice levantado na capital. De acordo com ele, um fator que ocorre no Recife, e que deve influenciar no resultado final dos dados, é os corretores divulgam o valor do aluguel somado à taxa de IPTU, o que acaba causando uma distorção.

“No Recife, a maioria dos corretores anunciam o preço do aluguel do imóvel, somando com o condomínio e o IPTU, que não fazem parte do aluguel. Já nas outras cidades, o aluguel está separado disso nos anúncios”, aponta. Ainda segundo ele, isso ocorre como forma de simplificar a informação para o consumidor final.

Maior cidade do país, São Paulo é a capital com o metro quadrado (m²) residencial mais caro para locação. Confira o ranking:

·      São Paulo: R$ 57,59/m²

·      Florianópolis: R$ 54,97/m²

·      Recife: R$ 54,95/m²

·      São Luís: R$ 52,09/m²

·      Belém: R$ 51,83/m²

·      Maceió: R$ 51,51/m²

·      Rio de Janeiro: R$ 48,81/m²

·      Manaus: R$ 48,22/m²

·      Brasília: R$ 46,80/m²

·      Salvador: R$ 44,22/m²

·      Vitória: R$ 43,71/m²

·      Belo Horizonte: R$ 41,85/m²

·      Curitiba: R$ 41,59/m²

·      João Pessoa: R$ 41,45/m²

·      Porto Alegre: R$ 40,00/m²

·      Cuiabá: R$ 39,83/m²

·      Goiânia: R$ 39,53/m²

·      Natal: R$ 36,01/m²

·      Campo Grande: R$ 32,66/m²

·      Fortaleza: R$ 32,61/m²

·      Aracaju: R$ 24,90/m²

·      Teresina: R$ 22,49/m²

A Faixa de Gaza e um grito de humanidade entre bombas e frio. Por Flávio Chaves

É preciso amar o mundo e tentar salvá-lo

Por Flávio Chaves – Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal/Minc –   As imagens de crianças morrendo de frio em Gaza chegam até nós como uma ferida aberta na carne da humanidade. Depois das bombas e da fome, o frio é mais um carrasco que ceifa vidas inocentes em um cenário onde o sangue já não assusta e a morte virou rotina. Mas o pior disso tudo é saber que, por trás desse massacre contínuo, há um argumento que insiste em se esconder sob o manto da religião. É a velha desculpa dos homens que, em nome de Deus, escolhem destruir aquilo que Ele criou: a vida.

O que se vê em Gaza hoje não é um conflito religioso, mas uma guerra de poder que instrumentaliza a fé para justificar o inominável. É a continuação das Cruzadas — não mais com espadas e armaduras, mas com drones e mísseis. E, como outrora, as principais vítimas são os indefesos, aqueles que não empunham armas, mas carregam nos braços a dor do mundo. Eles não lutam por territórios, mas lutam para sobreviver. Lutam contra a indiferença, contra o esquecimento, contra o frio que mata devagar e silenciosamente.

A humanidade, ao longo dos séculos, aprendeu a justificar sua sede de poder sob diferentes narrativas. Matou-se em nome de reis, de territórios, de bandeiras e, em um dos argumentos mais perversos, em nome de Deus. Mas é preciso perguntar: que Deus é esse que exige o sacrifício de crianças? Que fé é essa que não acolhe o outro, mas o extermina? Que humanidade é essa que assiste, de braços cruzados, à morte lenta de um povo?

Há um silêncio que grita mais alto do que qualquer explosão: o silêncio das nações que poderiam fazer algo, mas escolhem não fazer. Esse silêncio é cúmplice do genocídio. Ele perpetua o sofrimento e reforça a narrativa de que algumas vidas são mais valiosas do que outras. No entanto, quem decide o valor de uma vida? Em que tribunal se pesa o direito de uma criança à vida, à segurança, ao abraço quente de sua mãe? Como medir a dor de um pai que vê seu filho congelar entre os escombros sem poder fazer nada? O eco que povoa de tristeza é o grito das crianças que choram e sofrem.

As crianças de Gaza estão morrendo de frio. Essa frase deveria bastar para mobilizar o mundo. Mas o mundo está anestesiado. O mundo se preocupa com seus próprios interesses, com o mercado financeiro, com os embates políticos internos. Enquanto isso, um menino congela entre os escombros. Uma menina perde a esperança antes mesmo de aprender a sonhar.

O frio que mata em Gaza é também o frio que congelou os corações dos poderosos. Um frio que ignora a compaixão, a solidariedade e a empatia. Esse mesmo frio percorre as estruturas do mundo moderno, que prioriza o lucro em detrimento da vida, que olha para o sofrimento alheio como uma paisagem distante e inevitável.

A guerra em Gaza expõe um dilema profundo sobre a fé. Há dois tipos de fé: a fé que abraça e a fé que mata. A verdadeira fé não conhece fronteiras e não distingue etnias ou credos. Ela é um ato de amor ao próximo, ao semelhante, ao diferente. É a fé que acolhe, que alimenta, que aquece.

Mas há também a fé pervertida, manipulada por homens que têm sede de poder. Essa fé não é mais do que um instrumento de ódio, uma justificativa para o extermínio. E é essa fé que continua matando crianças em Gaza. A mesma fé que, em outros tempos, justificou a escravidão, a colonização e o apartheid. A mesma fé que permitiu genocídios e perseguições em nome de um Deus que, em sua essência, prega o amor e a compaixão.

Por isso, é urgente resgatar a essência do que significa acreditar em algo maior. É urgente lembrar que todas as religiões, em suas origens, pregam o amor, a compaixão e o respeito. Se Deus é amor, não há como aceitarmos a barbárie em Seu nome.

Amar o mundo, hoje, é um ato revolucionário. Em um tempo em que a indiferença é a regra, o amor é o ato de maior coragem. Em um tempo em que as fronteiras são erguidas para separar os povos, a solidariedade é o único caminho para derrubá-las. Se entregar e lutar por amor ao mundo é um o ato de maior coragem.

Amar é reconhecer no outro o mesmo valor que reconhecemos em nós mesmos. É compreender que, enquanto uma única criança estiver sofrendo, nenhum de nós estará realmente em paz. Amar é, acima de tudo, tentar salvar o mundo — não com armas ou discursos inflamados, mas com pequenos gestos que resgatam a dignidade humana.

A nossa humanidade está em jogo. A cada criança que morre de frio em Gaza, morremos um pouco também. É preciso reagir. É preciso gritar. É preciso lutar para que nenhuma criança, em nenhum canto do mundo, seja vítima do ódio, da fome ou do frio.

Porque o amor é a única arma capaz de vencer essa guerra. Amar o mundo é a única revolução que ainda vale a pena ser feita.