Metas para 2025: 60% dos brasileiros querem aprender sobre inteligência artificial

  Final de ano é o momento de rever as metas passadas, já com um olhar para os novos planos do futuro. Entre os principais objetivos para um ano que se inicia, com frequência aparece o desejo de aprender algo novo ou se aprofundar em alguma área sobre a qual já se tem conhecimento. E, se o assunto é mercado de trabalho, o segmento da tecnologia sempre aparece entre as tendências de boas oportunidades.

Mas qual é o conhecimento em tecnologia que será mais buscado no próximo ano? Alinhado com o cenário de 2024, aprender sobre inteligência artificial é o objetivo de 60% dos brasileiros em 2025. O dado é de um estudo realizado pela DataCamp, plataforma de cursos online de tecnologia e dados, que entrevistou 500 brasileiros conectados à internet, em novembro deste ano.

2024 foi considerado por muitos como o ano da inteligência artificial. Mesmo que tenha sido criada antes disso, foi neste ano que a tecnologia acabou se consolidando entre a população em geral. E os números comprovam o interesse dos brasileiros em se aprofundar na área, pois as buscas no Google Brasil por “curso de IA” saltaram 238% e a procura por “curso de inteligência artificial” cresceu 84% ao longo dos últimos doze meses.

Para Martijn Theuwissen, COO do DataCamp, foi em 2024 que os brasileiros se familiarizaram com a inteligência artificial e aprenderam que ela pode fazer parte do seu dia a dia. “As ferramentas que, até então, assustavam e eram vistas como concorrentes em diversas áreas do mercado de trabalho, agora já estão mais integradas às rotinas e são vistas com olhos mais otimistas, com o entendimento de que as portas abertas pela inteligência artificial podem trazer boas oportunidades.”

Para além da IA

Além de aprimorar o conhecimento em inteligência artificial, outras áreas do universo digital despertam o desejo de aprendizado dos brasileiros em 2025. Na segunda posição da pesquisa aparece o marketing digital e a gestão de redes sociais, citados por 41% dos entrevistados. Ainda com destaque, aparecem os programas de design e edição de vídeos, fotos e áudio (39%) e programação e desenvolvimento de softwares (35%).

“É possível perceber que conhecimentos em ferramentas relacionadas às redes sociais continuam em alta. Mesmo que em neste ano tenha se discutido bastante sobre os benefícios de um uso mais moderado desses espaços, elas ainda são fonte de trabalho para muitas frentes – para além dos blogueiros. Designers, publicitários, proprietários de pequenos negócios, profissionais autônomos e mesmo aqueles que realmente desejam alcançar a fama através da internet precisam dominar algumas ferramentas para entregar conteúdos de qualidade”, analisa Theuwissen.

“Além disso, é importante destacar que mesmo nas áreas da tecnologia mais voltadas para a comunicação, o uso de inteligência artificial também vem se fazendo presente e necessário. Basicamente, a IA estará envolvida no desenvolvimento de conhecimento em praticamente todas as áreas digitais “, completa ele.

São diversas as áreas que utilizam de conhecimentos digitais, o que possibilita o desenvolvimento de muitas habilidades e talentos que funcionam dentro de profissões mais tradicionais, até aquelas que surgiram mais recentemente. O que fica para todas as áreas é a importância da busca pelo aperfeiçoamento. Seja para o uso diário no trabalho ou para a realização de tarefas mais pontuais, o desenvolvimento de conhecimentos é o melhor caminho para que se encontre melhores oportunidades nos âmbitos profissional e pessoal.

Metodologia

Público: foram entrevistados 500 brasileiros de todos os estados do país, incluindo mulheres e homens, com idade a partir dos 16 anos e de todas as classes sociais.

Coleta: os dados do estudo foram levantados via plataforma de pesquisas online.

Data de coleta: entre os dias 29 de outubro e 03 de novembro de 2024.

Vídeo de Nikolas fez parte de ação coordenada de marqueteiro de Bolsonaro sobre Pix

Figura conhecida no bolsonarismo, o marqueteiro Duda Lima, responsável pelas campanhas de Jair Bolsonaro à Presidência em 2022 e de Ricardo Nunes à prefeitura de São Paulo em 2024, entrou em campo nesta semana para coordenar a frente de atuação da oposição contra o governo. Após conversa com o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) foi escalado para fazer críticas às novas regras da Receita Federal sobre o monitoramento de transações financeiras, incluindo o Pix. Duda Lima não teve participação no roteiro do vídeo com mais de 100 milhões de visualizações feito pelo parlamentar, mas ajudou na estratégia sobre como explorar o tema.

A bola de neve que virou a repercussão negativa da medida motivou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a chamar ministros às pressas ao Palácio do Planalto na terça-feira e revogar a normativa da Receita. Além de dúvidas, a ampliação do monitoramento gerou uma onda de notícias sobre uma taxação do Pix, o que o texto nunca estabeleceu.

Agora, Duda Lima trava uma disputa particular com Sidônio Palmeira, marqueteiro de Lula na última campanha presidencial, ocasião em que ambos se enfrentaram, e alçado nesta semana ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom).

Na gravação de Nikolas, o parlamentar mineiro semeou a dúvidas: ele reconhecia que a medida não implicava diretamente em taxação, mas disse achar que as pessoas seriam tributadas no futuro. Também falou sobre a possibilidade de trabalhadores informais de baixa renda serem prejudicados no momento da declaração do Imposto de Renda.

Nos últimos dias, Lima conversou com integrantes do PL sobre a forte rejeição popular ao tema. Segundo aliados, Nikolas foi escolhido para liderar o embate por ter um grande número de seguidores nas redes sociais e ser diretamente atrelado a Bolsonaro.

Duda segue sem contrato com o partido e sem compromisso de conduzir uma futura campanha presidencial. Entretanto, ele seguirá como uma espécie de “consultor” informal da legenda bolsonarista para atos da oposição.

A atuação de Duda Lima deve reforçar ações da oposição contra medidas do governo e reforçar a imagem de Bolsonaro como único nome da direita. Esse trabalho serve para frear o lançamento de nomes como o do cantor Gusttavo Lima, que declarou ter vontade de concorrer ao Palácio do Planalto em 2026, e o do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), que também corre na mesma raia que o ex-presidente.

Além disso, é esperado que as orientações de Duda Lima estreitem a vinculação de Bolsonaro com nomes que devem concorrer a governos estaduais em 2026.

Ao assumir o cargo no governo Lula, Sidônio comentou o poder de notícias falsas no ambiente virtual:

— A informação dos serviços não chega na ponta. A população não consegue ver o governo nas suas virtudes. A mentira nos ambientes digitais fomentada pela extrema direita cria uma cortina de fumaça na vida real, manipula pessoas inocentes e ameaça a humanidade — discursou Sidônio.

No vídeo que viralizou nas redes sociais, Nikolas sugere que Pix possa ser taxado.

— O governo Lula vai monitorar seus gastos. E não o Pix não será taxado, mas é sempre é bom lembrar… A comprinha da China não seria taxada, mas foi. Não ia ter sigilo, mas teve. Você ia ser isento do Imposto de Renda, não vai. O Pix não será taxado, mas não duvido que possa, sim. Quem mais será afetado por essa medida serão os trabalhadores, que serão monitorados como se fossem grandes sonegadores — afirmou.

Depois da revogação da medida do governo, bolsonaristas parabenizaram o parlamentar. Deputados federais como André Fernandes (PL-CE) e Gustavo Gayer (PL-GO) associaram a revogação ao sucesso do vídeo de Nikolas.

“Parece que o governo voltará atrás sobre a fiscalização do pix. Parabéns a todos brasileiros que se manifestaram, em especial ao grande Nikolas Ferreira”, escreveu Fernandes.

Gayer, por sua vez, afirmou que o governo federal seria tão fraco que um vídeo foi capaz de derrubar a medida. O parlamentar ainda gravou um vídeo em celebração.

— O governo arregou por causa de vocês que usaram as redes sociais para verbalizaram suas opiniões sobre essa tentativa desse governo de arrancar nosso dinheiro — disse Gayer.

Do Jornal O Globo.

Netanyahu acusa Hamas de mudar termos de cessar-fogo e suspende reunião para aprovar acordo

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou nesta quinta-feira (16) o Hamas de mudar termos do cessar-fogo na Faixa de Gaza e disse que o grupo terrorista causou uma “crise de última hora” no acordo.

Netanyahu afirmou que, por conta disso, não vai reunir seu gabinete para aprovar o cessar-fogo enquanto o Hamas não recuar.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou nesta quinta-feira (16) o Hamas de mudar termos do cessar-fogo na Faixa de Gaza e disse que o grupo terrorista causou uma “crise de última hora” no acordo.

Netanyahu afirmou que, por conta disso, não vai reunir seu gabinete para aprovar o cessar-fogo enquanto o Hamas não recue.

“O Hamas voltou atrás em partes do acordo alcançado com os mediadores e Israel numa tentativa de extorquir concessões de última hora”, afirmou comunicado do gabinete do premiê.

O premiê israelense tinha previsto fazer uma reunião com seu Conselho de Ministros, prevista para esta quinta, para aprovar o acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza até que o Hamas recue. No entanto, o premiê não forneceu mais detalhes nas acusações feitas ao grupo palestino.

Membros do Hamas negaram o recuo e afirmaram às agências de notícias Reuters e Associated Press nesta quinta que o grupo está respeitando os termos do acordo anunciado pelos mediadores.

Catar e Estados Unidos anunciaram na tarde de quarta-feira o acordo, que prevê a libertação de dezenas de reféns e a retirada gradual das tropas israelenses de Gaza. Os dois países, junto com o Egito, mediaram as negociações que se arrastaram por meses. Leia mais detalhes sobre os termos do cessar-fogo abaixo.

Tecnicamente, o aceite do acordo por Israel não é oficial até que seja aprovada pelo gabinete de segurança e pelo governo do país. Israel afirma que alguns detalhes do documento ainda precisam ser finalizados e ainda não se sabe se o impasse atrasará a implementação do cessar-fogo.

O conflito na Faixa de Gaza começou quando terroristas do Hamas fizeram uma invasão inesperada ao sul de Israel, matando mais de 1.200 pessoas e sequestrando mais de 200. No mesmo dia, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou guerra ao Hamas, que governava a Faixa de Gaza.

Gaza é um território palestino reivindicado para a criação de um Estado próprio, junto com a Cisjordânia. Desde 2007, quando foram realizadas eleições locais, o braço político do Hamas governava o território, mas os israelenses controlavam os pontos de entrada e saída, todos em fronteiras com Israel e com o Egito.

Ao longo de mais de um ano de guerra, bombardeios de Israel e incursões terrestres reduziram grandes áreas da Faixa de Gaza — principalmente no norte — a escombros e causaram uma crise humanitária na população de 2,3 milhões de habitantes.

Do g1.