O POETA ROBSON SAMPAIO E SUA VELOCIDADE DA EMOÇÃO EM POESIA

Poema de Senna ilustra bar boêmio

Robson-Arnóbio.JPGPoeta Robson Sampaio e o empresário Arnóbio Andrade brindam juntos com o poema-quadro

O colunista da Folha de Pernambuco e poeta, Robson Sampaio, teve o poema “Ayrton Senna”, em homenagem ao tricampeão mundial de Fórmula 1, afixado no Tropical Mix Café Botequim, na rua Major Armando de Souza Melo, 117, no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. O local é ponto obrigatório de boêmios, poetas, artistas e profissionais liberais e de muito chope e petiscos regionais.
O poeta Robson sempre percorreu na pista de uma poética, constrúida em  profundo lirismo,mas foi no poema escrito à um ídolo do pódium do orgulho brasileiro ,que fez este construtor de imagens,verdadeiro andarilho e cavador de raizes profundas,revestido da  comoção nacional e da sua própria dor corrida dentro do  peito, construir um dos mais belos poemas a este inesquecível piloto guerreiro de sonhos ,aventuras e vitórias que a história da fórmula 1 jamais assistirá um outro em outro tempo.
Na ocasião, o proprietário, empresário Arnóbio Luís Negreiros de Andrade, destacou a beleza da poesia e da ilustração do companheiro Felic. “Robson, além de grande poeta, traduz, como jornalista, os anseios da sociedade, principalmente dos menos favorecidos. Aliás, a coluna fala a linguagem da Folha, que é a mesma do povo”, afirmou Arnóbio.
Robson Sampaio completa, este ano, 50 anos de poesia, 45 de jornalismo e 15 como colunista deste jornal. E prepara, para agosto próximo, o livro “Teatro da Vida”, onde narra causos dos famosos, do povão e dos colegas de “batente”.

https://mail-attachment.googleusercontent.com/attachment/u/0/?ui=2&ik=13694367c8&view=att&th=13ee6777e8a5254e&attid=0.1&disp=inline&safe=1&zw&saduie=AG9B_P9BAdoWK-heNEu0Ks5iwe5i&sadet=1369697934064&sads=2_upc1K1dq0jkkn1MJVsKk9w9Dc

AYRTON SENNA

Poeta ROBSON SAMPAIO

Frágil Homem de Aço!
Deus é o tempo, é a hora
Você, Senhor Velocidade!
Na última curva da Vida
Os deuses dormiam.
A morte, não!
A máquina insensível
Virou ferros contorcidos
E os anjos te encantaram…
Frágil Homem de Aço!

Deus é o tempo, é a hora
Você, Senhor Velocidade!
Semi-Deus das pistas
Semi-Deus alado

Ave ferida, ave arrebatada

Ídolo e sonho dos mortais…

Frágil Homem de Aço!
Deus é o tempo, é a hora
Você, Senhor Velocidade!
A curva é o limite.
Deus dá, Deus tira.
E no circuito dos Céus
Na ultrapassagem de nuvens e estrelas
Você, Senhor Velocidade,
Fará todas as “Poles” e estará
No “Pódium” da Eternidade…