Felipe Frazão e Gabriel Castro, Veja
No auge das eleições de 2002, o PSDB levou à campanha na televisão um depoimento da atriz Regina Duarte até hoje citado – e estudado – por marqueteiros e políticos de todas as matizes. “Estou com medo”, dizia a atriz, em referência ao risco de perda da estabilidade econômica conquistada pelo governo Fernando Henrique Cardoso com a possibilidade de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva e do Partido dos Trabalhadores.
Na época, o mercado financeiro vivia um período de turbulência, uma vez que fazia parte do discurso do PT demonizar a iniciativa privada e abraçar teses como o calote da dívida externa. A peça publicitária causou alvoroço na campanha petista, que reclamou do tom agressivo e do rebaixamento da campanha.
Pelas mãos do marqueteiro Duda Mendonça, nasceu o slogan “a esperança venceu o medo”. O PT ganhou as eleições de 2002 e as duas seguintes. Após 12 anos, contudo, é o partido que agora adota o “discurso do medo” e, para reeleger Dilma Rousseff — a presidente-candidata que já afirmou que “pode fazer o diabo quando é a hora da eleição” —, faz dele uma poderosa arma de disseminação de mentiras e boatos.
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Comercial de Dilma na TV. “Pré-sal é dinheiro para educação e saúde” – Foto:Reprodução