
Valores que designam linhas da pobreza e da miséria estariam defasados.
Auditoria aprovada pelo TCU (Tribunal de Contas da União) mostra defasagem nos valores de referência adotado pelo governo federal para designar pobres e miseráveis.
Em maio de 2014, o governo reajustou a linha da miséria de R$ 70 para R$ 77 per capita e a da pobreza de R$ 140 para R$ 154. Quem é classificado como pobre ou miserável passa a ter direito ao Bolsa Família do governo.
Porém, pela análise do tribunal, essa linha deveria estar em R$ 100 (miséria) e R$ 200 (pobreza), conforme o valor de referência internacional que baseou a implantação do Bolsa Família. Segundo a auditoria, o governo não está fazendo a revisão determinada por lei, a cada dois anos, o que elevaria o número de beneficiários e também seus custos.
O relatório diz que o país tem 18 milhões de beneficiários do Bolsa Família e do BPC (Benefício de Prestação Continuada), pago a idosos ou deficientes que comprovem renda inferior a um quarto de salário mínimo.