Valor. A ex-senadora Marina Silva (PSB) e seu grupo político, o Rede Sustentabilidade, enfrentaram uma nova derrota em São Paulo no fim da noite de ontem (30) e foram impedidos de lançar candidato ao Senado Federal. “Não fomos consultados. É uma situação esdrúxula”, reclamou o deputado licenciado Walter Feldman, porta-voz nacional do Rede. O grupo de Marina queria lançar Feldman para disputar o Senado em São Paulo. Ontem, porém, o PSDB articulou com os partidos que apoiam a candidatura à reeleição do governador Geraldo Alckmin o lançamento de um candidato único ao Senado. O nome escolhido é do ex-governador José Serra. O PSB é um dos aliados do candidato tucano e tem a vice da chapa de Alckmin, com o presidente do diretório estadual do partido, deputado Marcio França. A Rede já havia sido derrotada em São Paulo quando o PSB decidiu coligar-se com Alckmin. Marina, que é vice na chapa do presidenciável Eduardo Campos, queria o lançamento de um nome próprio do partido no estado, para evitar a aliança com os tucanos. O diretório estadual do PSB, no entanto, aprovou por unanimidade o acordo com Alckmin e a indicação de França para vice. Como forma de compensar o grupo de Marina, o presidente do diretório acenou com a possibilidade de a Rede indicar um candidato ao Senado. “Ainda estamos metabolizando esse fato novo”, disse Feldman, depois de ter conversado pela manhã com França. Ex-tucano, Feldman ironizou os nomes lançados pelo PSDB para a disputa pelo Senado. O primeiro suplente de Serra será o deputado José Anibal. “São duas pessoas que não se relacionam bem. Isso mostra a que ponto nós chegamos”, disse. O segundo suplente da chapa ao Senado será o presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, que em 2012 foi um dos coordenadores da campanha de Celso Russomanno à Prefeitura de São Paulo contra Serra e o atual prefeito Fernando Haddad (PT). |