”Se o governo quiser pagar para ver, ele vai ver. Se até sexta nãotiver uma resposta para nossas reivindicações, não sei se a torcida vai conseguir chegar a esse jogo’, ameaçou o coordenador-nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos, ao final de novo protesto diante do Itaquerão, na noite de quarta-feira. O jogo a que ele se refere é o último amistoso da seleção brasileira, contra a Servia, marcado para sexta-feira, no Morumbi. A uma semana do início da Copa do Mundo, Boulos, um filósofo barbudo de 30 anos, com especialização em psicanálise, assumiu o comando das manifestações de protesto nas últimas semanas e fala como se fosse o novo dono do direito de ir e vir na maior cidade do país, palco do jogo de estreia. Arrogante e prepotente, lançou outro repto às chamadas autoridades constituídas, que permanecem em obsequioso silêncio: ‘Não adianta falar na televisão que vai colocar a polícia e Exército Ninguém deve se surpreender com suas basófias. Desconhecido até outro dia, quando se tornou protagonista no noticiário e desandou a fazer ameaças até em programas nobres da televisão, o filósofo dos sem-teto já havia anunciado um ‘junho sangrento ‘, depois de um sorridente encontro com a presidente Dilma Rousseff, numa das inaugurações do Itaquerão, em meados de maio. Dilma prometeu estudar as reivindicações de Boulos, que quer a imediata regularização de todas as invasões de sem-teto na cidade. Na noite do último dia 22, ele avisou: ‘Se os nossos direitos não Boulos quer muito mais: fim da especulação imobiliária, reforma Sem ser incomodado por ninguém, o rapaz organizou uma invasão a quatro quilômetros do Itaquerão, onde já foram montados mais de 3 mil barracos pelos seus seguidores. Como um Antonio Conselheiro redivivo nesta Canudos urbana às margens do Tietê, ele promete a todos o paraíso logo ali adiante, assim que derrotar os inimigos do povo, em nome de quem se habituou a falar, sem que se saiba quem lhe deu este poder. Os outros 12 milhões de habitantes de São Paulo que se danem. (De Ricardo Kotscho – Blog) |
”Se o governo quiser pagar para ver, ele vai ver. Se até sexta não