Marina defende candidatura própria do PSB em São Paulo

Valor.

A ex-ministra Marina Silva (PSB), pré-candidata a vice-presidente na chapa de Eduardo Campos (PSB), disse, nesta terça-feira (3), que o PSB em São Paulo deve seguir o que vai ser feito em Minas Gerais e no Rio de Janeiro e lançar candidatura própria na corrida pelo Governo do Estado. Segundo ela, ter candidato próprio no estado vai fortalecer a candidatura de Eduardo Campos ao Palácio do Planalto.

O PSB de São Paulo vai decidir na convenção partidária marcada para 21 de junho entre o apoio à candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) e o lançamento de candidato próprio. Marina é contra a aliança com o PSDB.

“Caberá ao PSB de São Paulo decidir se quer fortalecer este projeto que todos estão fortalecendo nacionalmente ou se quer fortalecer o projeto do PSDB. Esta é uma decisão que vai ser tomada. Obviamente que o Eduardo tem dito que não vai ter atitude de impor aos diretórios [estaduais do PSB], mas o trabalho que está sendo feito por outros estados, o esforço feito por outros partidos de que o projeto da aliança protagonizada pelo Eduardo Campos é alternativa para o Brasil, merece do PSB de São Paulo a mesma prioridade”, disse Marina.

Questionada se a falta de candidatura própria do PSB em São Paulo poderia fortalecer o PSDB em plano nacional, Marina disse que “fortalecer o projeto nacional é ter espaço para fazer a campanha do candidato do PSB”.

“Minas Gerais já está completamente imbuída deste esforço e espero sinceramente que mantenha-se a ideia da candidatura própria e que o PSB de São Paulo faça o mesmo que os outros estados estão fazendo e o mesmo que os partidos que acreditam na aliança protagonizada pelo Eduardo Campos estão fazendo”, disse Marina, citando Rede, PR e PPS.

“Não consigo imaginar como o estado mais importante, com a relevância que tem, não fará o mesmo”, acrescentou.

Marina disse que a discussão sobre candidatura própria em São Paulo está sendo feita desde quando ela conversou com Eduardo pela primeira vez para fazer a aliança, no ano passado. Na conversa, segundo ela, discutiram “a necessidade de ter candidatura própria nos lugares mais importantes, principalmente em São Paulo”. “A decisão foi tomada pelo PSB e eu sinto que a decisão de candidatura própria evoluiu em todos os lugares importantes”.

Ela destacou que a candidatura própria no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e em vários estados “já é realidade”. “Hoje, em Minas Gerais, a candidatura própria é uma realidade, vamos ter candidato. Isso fez com que vários partidos, como PRP, PPS e PPL, começassem a valorizar, juntamente com a Rede, esse projeto [de candidatura própria] como viável”.