Agência Brasil. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, condenou hoje (5) a violência no Estádio do Arruda, no Recife, onde um torcedor morreu depois de ter sido atingido por um vaso sanitário. O objeto foi arremessado por outro torcedor na última sexta-feira (2), durante uma briga de torcidas depois da partida entre o Santa Cruz e o Paraná, pelo Campeonato Brasileiro da Série B. A expectativa do ministro é de que os torcedores que viram os vasos sendo arrancados denunciem o responsável pelo arremesso. “Já que o jogo tinha sido encerrado e a Polícia Militar estava fora do estádio, quem testemunhou ainda não denunciou, mas confio que a PM de Pernambuco vai achar o responsável”, declarou. Rebelo classificou o episódio de barbárie e disse que é preciso avançar na gestão do futebol para que o esporte não sirva “para este tipo de violência”. “Imaginar que alguém vai ao estádio futebol e se dá ao trabalho de arrancar o sanitário e atirar sobre outro torcedor? Que coisa é esta?”, questionou. O racismo no futebol também mereceu condenação do ministro. Ele manifestou preocupação com espanhóis que apoiaram a atitude do torcedor que arremessou uma banana ao jogador brasileiro Daniel Alves, que jogava na Espanha. “Houve, em larga escala, manifestações de solidariedade ao Daniel Alves, de repúdio ao racismo, mas é importante que se registre que, na Espanha, um grupo saiu em defesa do jovem acusado pelo gesto de racismo, o que demonstra que isso não foi apenas uma atitude individual”, disse o ministro. Segundo ele, no Brasil, onde o problema também ocorre durante as competições, a dificuldade é identificar e punir o torcedor racista. “O que nem sempre é possível”, reconheceu. Questionado sobre o rigor da legislação brasileira, ele se limitou a dizer que as leis já são “bem duras”. |