G1. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, voltou a defender, nesta segunda-feira (5), o fim das doações de empresas para campanhas eleitorais. Em dezembro do ano passado, durante julgamento de ação que questiona o financiamento privado nas eleições, o magistrado votou contra a possibilidade de empresas doarem a políticos. O STF começou a julgar no ano passado a constitucionalidade das doações da iniciativa privada nos processos eleitorais. Na ocasião, quatro ministros, entre eles Joaquim Barbosa, votaram pelo fim do financiamento. O debate, no entando, foi interrompido por um pedido de vista do ministro Teori Zavascki. Em 2 de abril de 2014, a Suprema Corte retomou a apreciação do processo. Seis dos onze ministros votaram pela proibição, mas um novo pedido de vista, desta vez do ministro Gilmar Mendes, voltou a adiar a decisão do tribunal. “Isso é uma questão muito séria no Brasil, porque esse tipo de dinheiro para a política é um centro de corrupção política. Uma empresa não está interessada em exercer o chamado direito político. A empresa vai querer tirar lucro no futuro”, disse Barbosa durante reunião da Subcomissão da Comissão de Veneza para América Latina, na cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais. Barbosa diz se sentir “livre” para opinar sobre o tema porque, para ele, é um debate aberto e que ganhou visibilidade na mídia, o que chamou de “arena pública”. O ministro ainda ressaltou que faltam poucos votos para o caso ser concluído no Supremo Tribunal Federal. “Eu estou livre para discutir, embora eu seja o presidente da Suprema Corte, porque esse é um debate livre no Brasil, é aberto. Quando o tribunal começou a votar, tivemos duas sessões, a discussão foi parar na arena pública e jornais. Nós precisamos de três ou quatro votos para concluir o caso”, completou o ministro. |