![]() Do G1, em Brasília O presidente do PSB e pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, afirmou nesta segunda-feira (13) que a Petrobras “não pode virar caso de polícia”. “Não vamos permitir que a Petrobras se transforme em um caso de polícia. Não vamos permitir que a Petrobras se torne contra o sistema. Precisamos agora separar os erros das instituições, a capacidade delas de produzir, com erros”, disse Eduardo Campos. Nas últimas semanas, diversas denúncias de irregularidades vieram à tona com a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões. A PF também suspeita de uso de dinheiro de suposta propina paga por fornecedores para doação a campanhas eleitorais. Na semana passada, a PF apreendeu documentos na sede da empresa. Eduardo Campos participou nesta tarde em Brasília de evento para anunciar que a ex-senadora Marina Silva será pré-candidata à vice-presidência pelo PSB. Ao falar sobre a gestão da estatal, Campos disse que “a população não pode ver uma empresa como a Petrobras, que valia R$ 458 bilhões, chegar a R$ 185 bilhões e acharem que não houve nada demais”. Mais cedo, em Pernambuco, a presidente Dilma Rousseff reagiu a críticas de adversários à gestão da Petrobras. Em Ipojuca, ela disse que está comprometida com a apuração e a punição “com o máximo de rigor”. “Não podemos permitir, é bom dizer isso, como brasileiros que amam e defendem este país, que se utilizem ações individuais e pontuais, mesmo que graves, para tentar diminuir a imagem de nossa maior empresa, nossa empresa mãe, ou para tentar confundir quem de fato trabalha a favor com quem trabalha contra a Petrobras”, declarou a presidente. No Congresso Nacional, está em discussão a abrangência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar a estatal. A oposição quer que sejam apurados negócios da estatal, enquanto a base aliada quer que a CPI investigue também denúncias que envolvem o metrô de São Paulo e a instalação do porto de Suape, em Pernambuco. A Polícia Federal, o Ministério Público Federal, o Tribunal de Contas da União e a Controladoria-Geral da União investigam, ao todo, três negócios da Petrobras – a compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), em 2006, as denúncias de pagamento de propina a funcionários da estatal por uma empresa holandesa e a venda da Refinaria de San Lorenzo (Argentina), em 2010. O país perdeu nos últimos anos a inclusão social, as políticas públicas ligadas à população mais vulnerável” A nossa questão, não é só candidatura pela candidatura, eleição por eleição. Queremos realinhamento político para criação de novo campo político no nosso país” Marina “E, daqueles que acreditavam que aliança não ia dar certo, a cada semana ouvíamos algo que seria o tiro de misericórdia. Graças a Deus e à confiança que estamos criando entre nós, estamos aqui para anunciar nossa pré-candidatura. Você [Campos] à presidente, e eu a sua vice”, disse Marina. “Não será uma conquista de apenas um grupo, de um partido, de uma liderança [….]. O que nós estávamos nos dispondo não era apenas dividir um palanque, participar de uma disputa eleitoral, mas sobretudo compartilhar legado. Porque legado não é coIsa que se possa reter. Legado é compartilhado com o povo”, completou. A pré-candidata afirmou, ainda, que é preciso criar um novo modelo de política no país. “Desde sempre nós dissemos: o nosso problema, a nossa questão, não é só candidatura pela candidatura, eleição por eleição. Queremos realinhamento político para criação de novo campo político no nosso país. A democracia foi conquistada graças a mobilização de todos nós no campo popular”, afirmou. |
