A tática das cidades da Copa contra black blocs

Manifestantes na avenida Paulista em São Paulo (SP), protestando contra a realização da Copa do Mundo no Brasil, na noite deste sábado (25)

 

Estados se preparam para tentar combater a ação de vândalos mascarados em protestos durante a Copa do Mundo. Mas falta organização e apoio do governo

Felipe Frazão, Veja

No último fim de semana, a Polícia Militar de São Paulo testou uma nova tática para coibir a ação de vândalos mascarados que depredam a cidade quando manifestações degeneram em vandalismo: policiais praticantes de artes marciais assumiram a linha de frente da ação – sem armas de fogo.

No aspecto tático, a operação foi bem-sucedida – o saldo de destruição se resumiu a duas agências bancárias – e não houve quebra-quebra generalizado, apesar de falhas de comunicação da PM, que acabaram detendo, entre os mais de 260 manifestantes, jornalistas que acompanhavam a passeata contra a realização da Copa do Mundo.

No Rio de Janeiro, palco dos mais violentos confrontos – que incluem a trágica morte do cinegrafista Santiago Andrade, atingido na cabeça por um rojão disparado por um mascarado –, a PM apresentou nesta semana seu protótipo de armadura, apelidado de Robocop. O equipamento de proteção será usado pela tropa de elite para conter black blocs.