González tomará posse em 10 de janeiro, afirma María Corina

Edmundo González Urrutia exilou-se na Espanha

María Corina Machado Foto: EFE/ Henry Chirinos/ARCHIVO

A líder da oposição ao regime do ditador Nicolás Maduro, na Venezuela, María Corina Machado, garantiu, neste domingo (8), que Edmundo González Urrutia, candidato que concorreu com o autocrata nas últimas eleições, tomará posse no dia 10 de janeiro, como prevê a Constituição do país.

O rival de Maduro afirmou nesta segunda-feira (9) que a decisão de deixar seu país e exilar-se na Espanha foi tomada, porque o destino dos venezuelanos “não pode, não deve ser o de um conflito de dor e sofrimento”.

Em um comunicado divulgado por meio do seu perfil na rede social X, González Urrutia declarou que sua saída da Venezuela deve ser encarada como “um gesto que estende a mão a todos” e que “deve ser correspondido como tal”.

– Fiz isso para que as coisas possam mudar e possamos construir uma nova era para a Venezuela – disse o opositor venezuelano.

Na sua declaração, González Urrutia fez um apelo à “política de diálogo” e defendeu que “só a democracia e a realização da vontade popular podem ser o caminho para o nosso futuro como país”, algo com o qual continuará “comprometido”.

Neste momento, segundo ressaltou, a liberdade dos presos políticos é a sua “grande prioridade” e uma “exigência irrenunciável”.

O antichavista pediu asilo na Espanha por considerar que na Venezuela sofria perseguições políticas e judiciais depois de um tribunal ter emitido um mandado de detenção contra ele por ter divulgado atas eleitorais que comprovariam sua vitória nas eleições de 28 de julho.

Em sua declaração, González Urrutia agradeceu “profundamente” ao governo da Espanha por tê-lo acolhido e lhe dado proteção, bem como à embaixada holandesa na Venezuela, na qual se refugiou durante várias semanas.

María Corina declarou que permanecerá em Caracas.

– Que isso fique muito claro a todos: Edmundo lutará de fora junto de nossa diáspora, enquanto eu continuarei fazendo isso aqui, junto de vocês – disse a líder da oposição impedida pela ditadura de Maduro de concorrer às eleições presidenciais.

*Com informações EFE