Remédios ficam mais caros: governo federal autoriza reajuste de até 5% nos preços.

A dosagem do aumento é amarga pois o percentual de aumento varia conforme o tipo de medicamento; entenda o impacto no bolso do consumidor.

Remédios ficam mais caros: governo autoriza reajuste de até 5% nos preços.
Foto: Reprodução Internet.

Os preços dos medicamentos comercializados no Brasil terão um novo reajuste. A medida foi publicada nesta segunda-feira (31/3) no Diário Oficial da União (DOU) e estabelece um aumento máximo de 5% para o setor farmacêutico. O percentual foi definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão ligado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e servirá como teto para fabricantes, distribuidores e farmácias em todo o país.

O aumento autorizado segue três faixas de porcentagem, de acordo com a concorrência de mercado e outros fatores econômicos: Nível 1: até 5,06%, Nível 2: até 3,83% e Nível 3: até 2,60%.

Esses percentuais foram calculados com base na inflação acumulada dos últimos 12 meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Outros fatores também influenciaram na definição do reajuste, como a produtividade da indústria farmacêutica, custos adicionais e a concorrência no setor.

O aumento deve atingir a maioria dos medicamentos vendidos no Brasil. No entanto, o impacto pode variar dependendo do produto e da farmácia. Em 2024, o reajuste máximo foi de 4,5%, sendo este o menor desde 2020. Com o novo percentual, o consumidor pode sentir no bolso um acréscimo mais significativo nos preços de remédios essenciais.

A recomendação para quem precisa comprar medicamentos é pesquisar preços em diferentes estabelecimentos e, sempre que possível, optar por genéricos, que costumam ter valores mais acessíveis.